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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Vídeos dos meus Passarinhos: Pombo Capitão

De uns tempos para cá, eu resolvi filmar o cotidiano das aves que vivem aqui em casa e publica-los no Youtube. Eis aqui alguns dos vídeos feitos.



quinta-feira, 6 de abril de 2017

Você confia nos orgãos públicos de preservação?

Sempre que encontramos aves em situação de risco, sempre recomendamos de modo formal que a pessoa recorra aos órgãos especializados em tratar essas aves. Entretanto, todos sabemos que esses serviços estão em colapso e raramente atendem.

Geralmente nos indicam que levemos o animal para a unidade do IBAMA mais próximo, mas há boatos de que após os animais chegarem lá, são imediatamente eutanasiados ou são vendidas para criadores e particulares, caso tenham valor comercial. Há alguns dias encontrei no R7 ainda em 2013 uma reportagem onde os candangos se queixavam do 'excesso' ou acerca do suposto perigo que os pombos poderiam representar e eis  a resposta de um veterinário da Diretoria de Vigilância Ambiental:

Caso algum morador encontre filhotes, aves doentes ou debilitadas, pode colocá-los em uma caixa e entregar na Secretaria de Saúde, para que sejam sacrificados por meio de um anestésico que é inalado pelos bichos, de acordo com protocolo do Conselho Federal de Medicina Veterinária.

Sem mais.

Fonte: Arquitetura de Brasília favorece procriação de pombos, trazendo riscos à saúde dos moradores pelo portal R7 e acessado em 06/04/2017 as 05:20).


quarta-feira, 16 de março de 2016

Gatos e aves, uma combinação desastrosa


Diferente de outros animais como vacas, cavalos e porcos, os gatos iniciaram sua longa jornada rumo a domesticação por meio de uma associação definida pela ciência como comensalismo que é a relação entre espécies diferentes que se caracteriza por ser benéfica para uma, não causando prejuízo para a outra.

As primeiras evidências arqueológicas da associação entre gatos e humanos datam de 9.500 anos atrás. Acredita-se que a partir do desenvolvimento da agricultura, gatos selvagens passaram a frequentar, naturalmente, locais utilizados para estocar grãos em busca de uma de suas presas prediletas, os ratos.

Mas as origens ancestrais dos gatos domésticos, foram realmente desvendadas apenas em 2007, por um grupo de cientistas liderado por Carlos Driscoll, no estudo The Near Eastern Origin of Cat Domestication, publicado na revista científica Science. Os pesquisadores descobriram que todos os gatos modernos são descendentes de espécies selvagens nativas do Oriente.

Tudo começou há milhares de anos em uma região, conhecida pela invenção da agricultura moderna, atualmente denominada como Crescente Fértil que, compreende, Palestina, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano e Chipre, bem como partes da Síria, do Iraque, do Egito, do sudeste da Turquia e sudoeste do Irã.

Na época, curiosamente os gatos se auto domesticaram. Isso mesmo! Se, hoje, donos de gatos têm dificuldade em manter seus animais dentro de casa, há 10 mil anos, na região do Crescente Fértil era impossível manter um gato fora de casa.

Uma vez que esses felinos se mostraram animais extremamente úteis no controle de pragas, se tornaram imprescindíveis e, pouco a pouco, passaram a ser incluídos em longas migrações que atravessaram a Europa, a Ásia e a África. O sucesso da parceria entre gatos e humanos foi tão grande que, hoje, existem nada menos que 600 milhões de gatos domésticos em todo o mundo.

Mas, e as aves? Bem, para as aves esta histórica associação está longe de ser benéfica, muito pelo contrário: hoje, gatos domésticos são reconhecidos, no mundo todo, como uma das maiores ameaças globais à biodiversidade.

Como todos os felinos, os gatos são predadores muito eficazes. Não é mera coincidência que já tenham contribuído para a extinção de, pelo menos, 33 espécies de aves e continuem a ameaçar não apenas aves, mas uma ampla variedade de espécies de animais nativos, incluindo espécies ameaçadas.

O impacto ambiental provocado pelos gatos domésticos é tão catastrófico que a União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) os incluiu na lista global das 100 piores espécies invasoras.

Segundo o estudo The impact of free-ranging domestic cats on wildlife of the United States, publicado em 2013 na revista Nature Communications, apenas nos Estados Unidos, todos os anos os gatos domésticos são responsáveis pela morte de aproximadamente 2,4 bilhões de aves. A pesquisa coordenada pelo renomado cientista Peter Marra analisou os dados de cerca de 90 publicações disponíveis na literatura científica.

Você pode imaginar, então, que apenas gatos de rua caçam para se alimentar e que gatos bem tratados não contribuem para a morte de aves, mas a caça é um comportamento instintivo da espécie e a fome não tem relação direta com a predação de aves.

Na verdade, o problema é ainda mais sério: a pesquisa científica Fearing the feline: domestic cats reduce avian fecundity through trait-mediated indirect effects that increase nest predation by other species, publicada em 2013 na revista Journal of Applied Ecology, pelo cientista Karl Evans e colaboradores, aponta que a mera presença de um gato próximo a áreas onde existam ninhos de aves desencadeia um efeito cascata que leva à predação de, pelo menos, o dobro de ovos e filhotes por outros predadores, além de alterar o comportamento dos pais, reduzindo em 33% a quantidade de alimento que será oferecido aos filhotes no ninho.

Gatos domésticos podem ser tão nocivos ao meio ambiente que já foram responsáveis pela destruição de alguns dos maiores paraísos de biodiversidade das aves, como o Havaí. Lá, a introdução de gatos por volta do ano de 1700 afetou a sobrevivência de milhares de espécies de aves nativas na ilha e coloca em risco espécies icônicas como o Vestiaria coccinea ou ‘I’iwi (ver vídeo).

Aqui no Brasil, os gatos foram levados ao Arquipélago de Abrolhos. Dezenas foram introduzidos na Ilha de Santa Bárbara, após infestação por ratos (Rattus rattus). Mas, em vez de caçar ratos, os gatos domésticos passaram a se alimentar dos ovos e dos filhotes de aves como o Atobá-branco (Sula dactylatra). Um desastre ambiental! Ainda hoje, mesmo após a remoção dos gatos da ilha, as taxas de sucesso reprodutivo das aves é baixa e o equilíbrio do ecossistema continua vulnerável.

Além de colocar diretamente em risco aves nativas, os gatos podem, por consequência, interferir na integridade de nossos ecossistemas, afetando espécies de aves que desempenham papel-chave no seu equilíbrio. Quando uma ave é extinta ou ocorre declínio populacional de determinada espécie, todo o funcionamento do ecossistema – que é formado por uma teia delicada de interações – acaba sendo drasticamente alterado.

Mas qual seria a solução?

A maneira mais simples e eficaz de eliminar o impacto provocado pelos gatos domésticos sobre a biodiversidade brasileira é conscientizar seus donos para que adotem os Princípios da Posse Responsável (Lei N.º 13.131).

Em prol da saúde e do bem estar dos próprios gatos, os animais devem ser mantidos em área delimitada, seja dentro de casa, em áreas cercadas por telas ou em outros locais que garantam tanto a segurança física dos animais quanto que impeçam que se tornem um risco real para as aves e, consequentemente, para o equilíbrio do meio ambiente.

Ao explorar áreas externas sem o acompanhamento de seus donos, os gatos se expõem a inúmeros riscos. Estimativas realizadas por entidades dedicadas à proteção animal apontam que a expectativa de vida de gatos mantidos em áreas controladas é até dez anos maior que a de gatos que acessam áreas abertas livremente.

Além dos riscos de brigas com outros gatos, ataques por cães, atropelamento, envenenamento e desorientação, os gatos ficam sujeitos à transmissão de doenças incuráveis. Uma das mais comuns, transmitida entre gatos, é a rinotraqueite, causada pelo herpes vírus, mas existem inúmeras outras doenças consideradas letais para os felinos como as viroses PIF, FIV e FeLV. A PIF (peritonite infecciosa felina) e a FeLV (leucemia felina) são transmitidas por contato e saliva, enquanto que a FIV (imunodeficiência viral felina) é transmitida durante brigas, por meio de machucados.

É também fundamental que políticas públicas direcionadas à retirada de animais domésticos de áreas e unidades de conservação, assim como também de praças e parques sejam cuidadosamente pensadas e implementadas levando-se em conta, sempre, os cuidados com a conservação da biodiversidade, mas também o bem estar e os direitos dos animais.

Ações e programas direcionados a retirada de gatos de áreas públicas devem, obrigatoriamente, estar acompanhados de campanhas para adoção e castração gratuita, além de projetos visando a conscientização dos futuros donos e de quem já tem gatos.

Lembre-se sempre: lugar de gato feliz, saudável e tranquilo, longe dos perigos da vida, em harmonia com o meio ambiente e a conservação das espécies de aves brasileiras é dentro de casa, ou passeando na coleira.

Fonte: http://conexaoplaneta.com.br/blog/gatos-e-aves-uma-combinacao-desastrosa/ (Acessado em 16/03/2016 as 16:50).

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Periquito-australiano


O periquito-australiano ou periquito-comum (Melopsittacus undulatus) é uma pequena espécie de ave psitaciforme de cauda longa pertencente à família Psittacidae que se alimenta de sementes e é a única espécie do gênero Melopsittacus. Foi registrada pela primeira vez em 1805, e hoje é o terceiro animal de estimação mais famoso no mundo, atrás somente do cachorro e do gato.

Na natureza vivem em grandes bandos, sendo que outra característica é o fato de emitirem vários sons durante o voo e quando estão repousando em galhos de árvores. Em condições climáticas favoráveis, é possível verificar uma grande colônia de periquitos ali habitando. Caso o espaço anterior venha a se tornar seco, tendem a migrar para áreas mais frescas e com maior abundância de grãos e sementes.

O periquito-australiano está intimamente ligado com o Lóris e o Papagaio-do-figo. Eles pertencem ao grupo de periquito, um termo não taxonômico que se refere a qualquer papagaio de pequeno porte com cauda longa,plana e cônica. Tanto em cativeiro quanto na natureza se reproduzem de forma oportunista e em pares.

Taxonomia

O periquito foi pensado para ser a ligação entre os gêneros Neophema e Pezoporus, baseado na plumagem compacta. No entanto, estudos filogéneticos recentes que utilizam sequências de DNA constataram que o periquito é próximo ao Lóris e os Papagaio-do-figo.

Características

Os periquitos-australianos são aves pequenas, com uma envergadura média de 18 cm . As fêmeas são ligeiramente mais pesadas podendo ter entre 24 e 40 gramas, enquanto os machos selvagens entre 22 e 34 gramas. Em estado natural, os periquitos são visivelmente menores do que aqueles domesticados. Esta espécie em particular de papagaio está disponível em várias cores quando em cativeiros (como azul, cinza, amarelo, cinza-esverdeado, violeta e branco).

Suas penas em habitat natural apresentam tons esverdeados cintilantes e faixas com tons de preto em diversos formatos, começando da cabeça até a cauda, geralmente ocorrendo somente na parte de cima da ave. Da face até um pouco pra cima do bico, é em tons de amarelo. Exibem pequenas manchas roxas em suas bochechas e uma série de três manchas pretas nos cantos do pescoço (chamadas de pontos da garganta). A cauda tem tons de cobalto (azul-escuro), com algumas penas amarelas. Suas asas é composta em partes preta-esverdeadas, riscos pretos com algumas camadas amarelas e pontos amarelos centrais que só aparecem quando as asas estão estendidas. Suas pernas variam em tons de cinzas a vermelho. Como a maioria das espécies da família Psittacidae, sua plumagem é fluorescente quando exposta á luzes ultravioletas.

Seu bico não se projeta muito, graças ao grande volume de pena que o encobre, sendo que a parte superior é muito maior do que a parte inferior. Com uma ponta afiada, permite que a ave agarre e pegue pequenos pedaços de alimentos como frutas e legumes.As unhas dos pés são compridas formando uma garra.

O periquito-australiano é uma das duas únicas espécies de aves psitaciformes verdadeiramente domesticadas pelo homem (a outra é o inseparável-de-faces-rosadas). A espécie é alvo de selecção artificial e reprodução em cativeiro desde a década de 1850. Os periquitos-australianos podem aprender a falar. A ave doméstica registrada com o maior vocabulário foi um periquito-australiano chamado Puck.

Reprodução

Os periquitos-australianos não apresentam nenhum tipo de dimorfismo sexual à primeira vista, mas quando as aves já estão na fase adulta é possível diferenciar o sexo através da cor da cera, uma estrutura presente acima do bico onde se localizam as duas narinas, sendo a da fêmea marrom e a do macho azul-púrpura. Algumas aves fêmeas apenas demonstram a cera marrom na época de reprodução, enquanto no resto do ano ficam com a cor mais esbranquiçada. Os machos albino e lutino ficam com essa parte púrpura-rosado pelo resto da vida, parecendo que não se desenvolveram. Um fator importante que diferencia um adulto de uma cria é a íris dos olhos: a do adulto é branca em volta e preta no meio, a da cria é totalmente preta.

Geralmente é fácil identificar o sexo logo após a ave completar 6 meses de idade quando estão aptos para a reprodução através da cor da cera, mas seu comportamento e sua cabeça também ajudam. O filhote passa a ficar mais agitado e barulhento, e o volume de pena na parte de cima aumenta.

Em um macho maduro a cera é azul-púrpura, mas em algumas mutações como o Amarelos de Olhos Preto e Arlequim Recessiva Dinamarquês a cabeça é mais arredondada e a cera semelhante a de um albino ou lutino. O machos são geralmente mais alegres, namoradores, extrovertidos e tendem a fazer mais barulho que as fêmeas.

A cera da fêmea é rosada ou esbranquiçada e muda para marrom com uma textura mais grossa na época de reprodução e muitas vezes apresenta penas nas costas mais compactas e menos volumosas. As fêmeas são altamente dominantes e mais intolerantes socialmente.

A reprodução na natureza geralmente ocorre entre junho e setembro, no norte da Austrália, e entre agosto e janeiro, no sul. Eles demonstram sinais de afeição entre si ao alimentarem uns aos outros. Para isso, eles primeiro comem a comida e logo depois a regurgitam no bico do outro. As superpopulações aparecem quando há um aumento de disponibilidade de água. Seus ninhos são feitos em buracos de árvores, postes ou troncos caídos no chão. São postos de 4 a 6 ovos, que levam de 18 a 21 dias para se desenvolverem e eclodirem.

A maior parte das espécies de papagaios necessitam de um árvore oca para se reproduzirem. Devido a este comportamento natural, os periquitos reproduzem-se mais facilmente em um ninho de tamanho razoável. Os ovos geralmente têm de 1 a 2 centímetros de comprimento e são branco-perolados. As fêmeas da espécie podem colocar ovos mesmo quando não há um macho, mas estes não são fertilizados, portanto não eclodem. A postura de ovos ocorrem em dias alternados. Logo após o primeiro ser posto, pode levar de 2 a 3 dias para o próximo.

Visão

Como muitos pássaros, os periquitos tem visão de cores tetracromática, mas com todas as células dos quatro cones operando simultaneamente recebendo o espectro fornecido pela luz solar. O espectro ultravioleta ilumina as suas penas, sendo essa uma forma de atrair parceiros. Os pontos pretos na garganta do periquito são capazes de refletir raios UV e podem ser usados para distinguir as aves entre si.

Mutações

Os periquitos ondulados como também são conhecidos apresentam uma enorme variedade de mutações do "original" verde: Verde Claro, Azul, Factor Escuro, Cinzento, Violeta, Face Amarela tipo I e tipo II, Opalino, Saddleback, Spangle, Spangle Melânico, Canela, Fallow, Lutinos e Albinos, Diluídos, Asas Claras, Asas Cinzentas, Arco Íris, Corpos-Claro, Arlequim Australiano, Rémiges Claras, Arlequim Holandês, Arlequim Dinamarquês, Amarelos e Brancos de Olhos Preto, Slate, Antracite, Face Preta, Periquitos de Poupa, O Mottle, Bicolores, Frisados, Feather Duster e diversas, para não dizer infinitas, combinações entre estas mutações.

Alimentação

Os periquitos-australianos alimentam-se quase exclusivamente de sementes de gramíneas, quando em estado natural. São de hábitos diurnos, já que de dia buscam comida para alimentar seus filhotes, e de noite descansam, sendo muito importante para eles dormir, pois se não fizeram isto de uma forma correcta poderá ocasionar vários problemas de saúde, principalmente quando domesticados. Em cativeiro, a dieta é complementada com verduras, frutas, farinhadas e outros complementos alimentares. Verduras que comem: chicória molhada, espinafre; Frutas que comem: banana, laranja. Recomenda-se não dar em hipótese alguma abacate e semente de maçã, pois contém substâncias nocivas para a saúde dos periquitos-australianos.

Distribuição da espécie

O periquito faz parte da fauna australiana. Eles colonizaram a maior parte do continente australiano, exceto a parte do extremo sudoeste, no encontro com a floresta tropical da Península do Cabo York e na maior parte das regiões costeiras do norte a leste da Austrália. Há relatos de avistamentos de periquitos-australianos na Tasmânia, no entanto, estes são refugiados de cativeiros.

A espécie ocorre principalmente em áreas onde água e comida são abundantes durante todo o ano, como o norte da Austrália. No entanto, as condições climáticas irregulares e a dependência do periquito em sementes de plantas caídas no solo, forçou os grupos de algumas regiões a levarem uma vida nômade e a migrarem para outras regiões em algumas épocas do ano. Até que ponto as migrações ocorrem ou se seguem as direções norte ou sul, ainda não se sabe ao certo. Há indícios que periquitos mais velhos e, portanto, mais experientes guiem o bando a áreas tradicionais e anteriormente visitadas. As migrações são lentas, já que periquitos-australianos selvagens não são capazes de construir reservas de gorduras maiores, sendo assim não podem fazer voos de longa duração. Podem voar até três horas sem interrupção a uma velocidade de 100 km/h.

Populações selvagens na Flórida e Kuwait não existem mais. O aumento da população de pardais e estorninho-europeus resultou em uma competição por alimentos entre as espécies, sendo essa a causa primaria de declínio de periquitos nesses locais.

Habitat natural

Os periquitos colonizam uma variedade de habitats áridos e semi-áridos como as zonas interiores e a parte central da Austrália. Habitam em grande número lugares de grande pastagem, geralmente em terras de agricultura de grãos, terras de arbustos e outras localizações. Por outro lado, evitam áreas florestais por preferirem locais sazonais e próximos a rios e cisternas. Ás vezes, também se instalam em campos de golf. Embora sejam capazes de sobreviver em locais com poucos rios, estão em maior parte onde há cursos d'água e nascentes. Quando há criações de gado e ovelhas por perto, passam a usufruir dos pontos de água próximos instalados pelos fazendeiros.

Periquitos e os humanos

História

Os periquitos-australianos foram relatados pela primeira vez por George Shaw e Frederick Nodder, dois importantes naturalistas do século XIX. Mas foi somente no ano 1840, que John Gould, um ornitólogo e naturalista inglês,levou alguns exemplares desta ave a Europa. Rapidamente, a partir do ano 1850, por serem de fácil domesticação e adaptação a gaiolas passaram a ser comercializados em larga escala. Porém graças a grande procura começaram as exportações de aves selvagens. Mais tarde, em 1894, a prática foi proibida, resolução que dura até os dias de hoje, e boa parte dos periquitos hoje vendidos em lojas de animais provém de criações.

Etimologia

John Gould foi quem deu o nome binomial a espécie, usado até hoje. O nome do gênero Melopsittacus vem do grego e significa "papagaio melodioso". O nome da espécie undulattus é do latim, e pode ser traduzido como "ondulado" ou "ondas padronizadas". Gould observou que os povos locais das Planícies de Liverpool usavam o termo "betcherrygah". Enquanto algumas referencias mencionam que a palavra significa "bom", relatórios locais mostram que seja "pássaro bom" ou que a tradução direta seja "comida boa". Há relatos apócrifos que a tradução correta seja "petisco saboroso", indicando que os indígenas comiam a ave. No entanto, é mais provável que o termo tenha relação com a natureza migratória do periquito. Com as mudanças sazonais que deixaram parte das Planícies estéril, o periquito-australiano passou a se mover para áreas onde há água e sementes. Seguindo os pássaros, os indígenas localizavam água e comida. Assim, eles eram capazes de leva-los até a "comida boa".

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Periquito-australiano (Acessado em 08/01/2016 as 05:30).

Calopsita


A calopsita (português brasileiro) ou caturra (português europeu) (Nymphicus hollandicus) é uma ave que pertence à ordem Psittaciformes e à família Cacatuidae. Natural da Austrália, a espécie foi descrita pela primeira vez em 1792.

A calopsita é o único membro do gênero Nymphicus. Ele já foi considerado um papagaio de crista ou pequena cacatua; no entanto, os estudos moleculares mais recentes têm atribuído a sua própria subfamília cacatua único Nymphicinae. É portanto, agora classificado como o menor membro da família Cacatuidae. Calopsitas são nativas da Austrália.

História

Em 1838 um ornitólogo inglês, John Gould, viajou para a Austrália com o objetivo de estudar a fauna e realizar desenhos de aves. Ele foi o responsável pela fama mundial das calopsitas pois ele foi o primeiro especialista a levar calopsitas para fora da Austrália. Em 1884, a fama das calopsitas cresceu, porém foi em 1950 que a popularidade aumentou de forma bastante considerável por causa do arlequim, calopsita surgida através da primeira mutação de cor.

Características

As calopsitas são aves geralmente dóceis que podem ser conservadas como animal de estimação. São bastante ativas e emitem gritos, assobiam e muitas chegam até a imitar sons que ouvem com frequência (ex.: seu nome, ou alguma outra palavra que ouve constantemente). Geralmente apenas os machos conseguem falar ou cantar, há algumas exceções em que fêmeas cantam.

A plumagem pode variar de cor de acordo com as mutações, a maioria, com exceção das "Cara Branca" e "Prata", tendo em cada face, uma pinta laranja na área dos ouvidos. A crista no topo da cabeça também varia de cor e tem o comprimento médio de 30 cm.

São aves resistentes e suportam bem o clima, desde que convenientemente abrigadas contra ventos e frio extremos. Com uma alimentação balanceada e o cuidado adequado, podem viver até 25 anos. A alimentação é uma das questões mais importantes para o bem estar da ave e deve ser pensada tendo em conta o espaço que a ave tem para fazer exercício e em função do clima. Exceto por algumas restrições, tais como abacate, alface, tomate e caroços (de frutas) em geral, frutas e legumes podem entrar na dieta das aves, porém devem ser oferecidos com moderação, pois em exagero podem causar diarreia ou obesidade, verduras verde escuras são altamente indicadas e podem ser oferecidas constantemente.

Para aves que não tenham possibilidade de fazerem exercícios deve se evitar incluir na dieta alimentos com alto teor em gordura como a semente de girassol. Para este animal poder ingerir semente de girassol ou semente de linhaça, por exemplo, ele precisaria voar muitos quilômetros para gastar a energia contida.

Atualmente pode ser notado o crescimento da ave como animal de estimação, por sua característica carinhosa, mas deve-se haver a preocupação contínua com o cuidado da mesma, principalmente quando vivem soltas, já que, infelizmente, ainda não há um número expressivo de profissionais para cuidados da espécie.

Com este crescimento é possível perceber o aumento de PetShops que disponibilizam, ainda que em número pequeno, "playgrounds", brinquedinhos e outros utensílios para distrair a ave.

Representação

A calopsita tem a crista que expressa o seu estado emocional, ela pode ficar ereta quando a ave está assustada ou animada, levemente deitada em seu estado neutro ou relaxado, e rente a cabeça quando o animal está com raiva ou defensiva. A crista também é plana, mas se arrepia para fora na parte de trás quando a ave está tentando parecer atraente ou sedutora. Em contraste com a maioria das aves da família Cacatuidae que tem as penas da cauda com cerca de 30 cm a 33 cm, as calopsitas tem longas penas na cauda, chegando a aproximadamente metade do seu comprimento total, varia entre 30 cm a 60 cm de comprimento.

Distribuição e Habitat

Calopsitas são nativas da Austrália, e são encontradas em grande áreas de clima árido ou semi-árido do país, sempre próximas à água. Em grande parte nômade, a espécie se move para onde tenha comida e água está disponível. Elas são tipicamente vistas em pares ou em pequenos bandos. Às vezes, centenas se reúnem em torno de um único tal corpo de água. Para espanto de muitos agricultores, que muitas vezes comer culturas cultivadas. Elas estão ausentes do sudoeste mais fértil e cantos sudeste mais profundos da Austrália Ocidental desertos, e Península do Cabo York. Elas são as únicas aves da família Cacatuidae que podem se reproduzir após seu primeiro ano de vida.

O dimorfismo sexual

No "cinza-selvagem" ou "tipo-selvagem" plumagem da calopsita é principalmente cinza com flashes brancos proeminentes nas bordas exteriores de cada asa. O rosto do macho geralmente é amarelo ou branco, enquanto a face da fêmea é principalmente cinza ou cinza claro, e ambos os sexos possuem uma área de laranja nas áreas dos ouvido, muitas vezes referida como "bochechas-cheddar". Esta coloração é geralmente laranja vibrante em machos adultos, e muitas vezes mais clara em fêmeas. O sexamento visual é muitas vezes possível com esta mutação da ave.

A maioria das calopsita, todavia, apenas pode ter o sexo identificado com segurança através do exame de DNA.

Reprodução

A reprodução poderá ser feita a partir de 12 meses e durante todo o ano, mas é aconselhável tirar apenas duas ou três ninhadas por ano para evitar a exaustão das aves. Uma postura tem geralmente de quatro a sete ovos com incubação de 17 a 22 dias. Os filhotes podem ser separados dos pais com oito semanas de vida.

De acordo com experiências mais atuais, constatou-se que em sua primeira postura, a fêmea acasalando com um macho de idade inferior a 12 meses, produziu quantidade inferior a 4 ovos.

O ninho pode ser horizontal ou vertical, mas geralmente são utilizados ninhos verticais de 30 cm de altura. O fundo do ninho deve ser coberto com turfa ou aparas de madeira. Ambos os sexos chocam, os machos principalmente de dia e as fêmeas de noite.

Na natureza, costuma se reproduzir nas épocas de chuvas, até porque os alimentos aparecem mais fartamente, em cativeiro a reprodução deve ser preferencialmente feita, na primavera e/ou verão. Na floresta essa ave geralmente procura um eucalipto que esteja próximo à água e faz seu ninho em algum buraco já existente na árvore.

Expectativa de vida

A expectativa de vida da calopsita em cativeiro é em torno de 16-25 anos, embora às vezes é dado tão curto quanto 10-15 anos, e há relatos de calopsita que vivem até 32 anos, a mais velha espécime relatada tem 36 anos de idade. Dieta e exercício são os principais fatores determinantes na vida da calopsita.

Mutações

No cativeiro foram surgindo mutações de cores variadas, algumas bastante diferentes das observadas na natureza. A partir de 1949 a espécie começou-se a difundir pelo mundo, com a criação do "silvestre", e em seguida "arlequim" mutação desenvolvida na Califórnia, nos Estados Unidos.

Existem muitas mutações de calopsitas com cores variadas, são elas: Silvestre, Arlequim, Lutino, Canela, Opalina (Pérola), Cara Branca, Prata, Lutina, Albino (há um padrão albino e não apenas mutações genéticas), Pastel, Prata-recessivo e Prata-dominante.

Brasil

No Brasil, os primeiros exemplares importados de Calopsita desembarcaram no Brasil a partir de 1970 e hoje já existem muitos criadores, o que os tornam relativamente populares e baratos. O governo Australiano instituiu uma grande proibição sobre a exportação desses pássaros em 1994, portanto, todas as caturras vendidas no Brasil devem ser criadas em cativeiro.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Nymphicus_hollandicus (Acessado em 08/01/2016 a 05:00).

sábado, 23 de janeiro de 2016

Linhas Enroladas



ATENÇÃO: Alguns pensam que isso acontece somente em aves maiores como calopsitas ou pombos e eventualmente em pássaros que ainda estão no ninho.
O mandarim Algodão-doce estava com um problema na pata, mas como ele é muito rápido, é quase impossível pega-lo. Agora consegui pegar e vi que o que ele tinha na pata não era micose e sim uma linha que amarrou a pata dele e está bem inchada.

Levei ao veterinário e ele disse que conseguiu tirar com muita dificuldade, já que a linha entrou por dentro da patinha. Mesmo com anestesia ele está sofrendo muito e agora preciso constantemente limpar o ferimento com água oxigenada 10 Volumes e pomada Nebacetin; sem contar que ele não para de bicar a pata, o que piora a situação.

Milhões de aves morrem em colisão com janelas todos os anos


Fátima Chuecco/Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

“As janelas, vidraças, painéis de vidro e as gigantescas fachadas espelhadas em edifícios são praticamente invisíveis para as aves que evoluíram para enxergar as cores de uma forma completamente diferente da nossa”, diz o pesquisador e fundador do Instituto Passarinhar, Sandro Von Matter, que coordena o Programa de Monitoramento de Colisões de Aves em Janelas (PNMCAJ). O objetivo é mapear e quantificar a mortalidade de aves por impacto em janelas no Brasil, investigar o fenômeno e propor soluções para o problema à gestores públicos, empreendedores e cidadãos comuns.

Segundo Von Matter, somente nos Estados Unidos, cerca de 900 milhões de aves morrem anualmente vítimas de colisões em estruturas de vidro e no Brasil este número pode ser ainda maior: “Ao se deparar com painéis ou janelas de vidro transparente as aves são incapazes de detectar o obstáculo à sua frente. Já no caso de vidros espelhados, é impossível para elas distinguir a diferença entre o que é real e o que é uma imagem refletida”. Para ilustrar este fenômeno, o pesquisador postou em vídeo em seu blog onde uma ave busca a segurança das árvores sem perceber que se trata de um reflexo.

Segundo um estudo feito nos EUA, os arranha-céus não são os únicos responsáveis pela morte de milhões de aves. Cerca de 56% das colisões com morte ocorre em edifícios baixos (de 4 a 11 andares de altura), 44% em residências (com 1 a 3 andares de altura) e menos de 1% em prédios com mais de 12 andares de altura. “No Brasil, são escassos estudos abordando o tema, mas qual seria o impacto sobre as populações de aves causado por colisões em janelas no país? Com base nas diferenças entre o clima e a diversidade de espécies dos dois países, é possível presumir a resposta. Qual seria a estimativa para um país como o nosso, com predominância de clima tropical e nada menos que 1919 espécies de aves, de acordo com a última análise do Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos? ”, comenta.

Von Matter diz que “possivelmente, já enfrentamos uma epidemia silenciosa de colisões de aves em janelas”. E é também possível supor que seriam, pelo menos, o dobro das colisões que ocorrem nos EUA dado o número maior de espécies que vivem em áreas urbanas brasileiras.

“Digo epidemia silenciosa porque muitas destas mortes passam despercebidas. É raro um bando de aves se chocar contra uma janela, ao mesmo tempo. O que geralmente ocorre são colisões individuais ao longo do ano. Dezenas de aves que morrem em decorrência desse tipo de colisão não são sequer encontradas porque acabam sendo devoradas por gatos, ratos ou descartadas pelo serviço público de limpeza. Em outros casos, as aves atordoadas deixam o local seriamente feridas, com lesões como hemorragia cerebral ou rompimento de órgãos internos, voando mais alguns metros e morrendo nas proximidades”, explica.

Uma análise de impacto ambiental coordenada pelo pesquisador Dr. Miguel Marini, da Universidade de Brasília (UnB) demonstrou que, ao longo de um ano, mais de cem aves de vinte espécies diferentes colidiram e vieram a óbito nas fachadas espelhadas do prédio da Procuradoria-Geral da República, em Brasília – conforme cita o pesquisador em seu blog. “No local, foram registradas mortes de pombas, beija-flores, andorinhas, uma coruja, um gavião e uma gralha, além de espécies migratórias e, algumas que só existem no Cerrado como o papagaio-galego (Alipiopsitta xanthops), extinto em São Paulo e considerado espécie ameaçada em Minas Gerais”, diz.

Von Matter assinala que é urgente e imprescindível que diretores de empresas, gestores públicos, síndicos e associações de moradores – além dos responsáveis por empreendimentos imobiliários e profissionais como engenheiros, arquitetos e paisagistas – incorporem, em seus projetos ou planos municipais, ações para prevenir ou minimizar a morte de aves por colisão.

Participe!

O pesquisador solicita que as pessoas contribuam com o Programa de Monitoramento de Colisões de Aves em Janelas relatando casos que tenham ocorrido em suas casas ou ambientes de trabalho. A participação da população é essencial para que seja possível minimizar ou por um fim a esse problema. Basta preencher um formulário e deixar um depoimento no site.

Como evitar as colisões?

É possível incorporar alguns elementos às janelas de residências e painéis de edifícios diminuindo o risco de colisão. A aplicação de fitas, filmes, tinta ou decalques do lado exterior, além da instalação de redes na frente dos vidros são algumas das soluções, já que criam barreiras visuais que permitem que as aves sejam capazes de detectar a presença de um obstáculo. Fixar ou desenhar silhuetas de aves em janelas, como as de gaviões, raramente, evitam colisões. Essas são algumas orientações de Von Matter.

“Sabemos, também que a maioria das aves é capaz de enxergar a cor ultravioleta (UV). Isso significa que podemos tornar as janelas visíveis para as aves mantendo-as ainda transparentes para os nossos olhos, já que nós não evoluímos para enxergar a luz UV. Assim, curiosamente uma das soluções pode ser pintar ou adesivar as janelas, mas com produtos que reflitam a luz UV”, diz o pesquisador.

“No entanto, nem todos as aves enxergam UV. O estudo `A vision physiological estimation of ultraviolet window marking visibility to birds`, realizado pelos pesquisadores Olle Hastad e Anders Odeen em 2014, demonstrou que gansos, patos, pombos, aves de rapina e até corvos percebem o ultravioleta apenas sob determinadas condições de luz, o que torna ineficaz o uso de tintas UV para evitar a colisão de algumas espécies, destas famílias”, complementa.

Além dessas soluções existem, segundo o pesquisador, dezenas de outras disponíveis no mercado como adesivos perfurados que tornam janelas opacas do lado de fora, mas transparentes do lado de dentro e vidros especiais com estruturas visíveis apenas para as aves. “Mas, embora a regra geral seja tornar os vidros visíveis e menos reflexivos, é extremamente recomendado – em especial para grandes projetos – que, antes de se optar pelo uso de qualquer tecnologia, um especialista da área seja consultado”.

Fonte: http://www.anda.jor.br/19/01/2016/milhoes-aves-morrem-colisao-janelas (Acessado em 23/01/2016 as 16:00).

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Liberacão de AVES que foram criadas por Humanos


Por Clara Correa, Quarta, 22 de fevereiro de 2012 às 12:34.
Tradução e Adaptação: Felipe Lobo.

DOCUMENTO DE LIBERAÇÃO: 

São muitos os fatores que devemos considerar na hora de liberar aves que foram criadas com pessoas:
1. Que saiba comer sozinha e procurar por seu próprio alimento, para isso deve ser treinada, (não comer em potinhos, e sim o alimento encontrado no chão). Por exemplo: que coma sozinha no chão e tome água numa poça.

2. Que treine seu VOO, no mínimo uma ou duas semanas antes de ser liberado, (deve treinar em local fechado e amplo) onde não saia voando em disparada na primeira tentativa! Seria importante nesse passo possa ter alguma interação com outras aves de sua espécie. Pode deixar numa gaiola aberta as intempéries, para que sinta o frio, a chuva e os ventos.

3. NÃO deve ser manso! Deve ser astuto e rápido, para que possa escapar de predadores. As aves em liberdade competem constantemente com outras aves, devem ser rápidas. É importante que não toque muito nela, para que não se amansem e não fique em permanente contato com humanos.

4. Certamente deve encontrar-se em perfeito estado de saúde!

5. EM LIBERDADE deixe em zonas com a menor quantidade de perigos possível.

Deixo um documento extenso, mas SUPER IMPORTANTE para elas: 

Há vários fatores em conta, na hora de pensar em liberar uma ave que foi alimentada por HUMANOS desde filhote ao invés de seus pais.

SITUAÇÃO da ave: Cada um de vocês devem responder a si mesmo o estado que se encontra a ave que está pensando em liberar, para logo fazer o processo de liberação, se isso é possível, PRESTANDO MUITA ATENÇÃO aos níveis de ‘silvestrismo’ em que se encontra a ave. Nos responda as seguintes perguntas:

- É selvagem?
- É atenta?
- É arisca? 
- É ágil?
- ESTÁ em bom estado físico?
- ESTÁ em bom estado de saúde?
- Vem até nós?
- Come em um comedouro?
- Toma água em um pote?
- Está em uma gaiola?

O PROCESSO DE LIBERAÇÃO DEVE LEVAR EM CONTA:

 - Distância (relativa, já que qualquer mudança brusca pode deixar a ave estressada, na qual logo não se recuperará)

- Possa buscar por seu alimento sozinha somente na parte debaixo do local, como por exemplo; na cozinha, banheiro, área de serviço, um armário hermeticamente fechado.

- Procurar um logar onde possa ficar sozinha e independente de nós, e que a ave busque sozinha por seu alimento, sem que seja necessário darmos em um prato. Água em uma vasilha num lugar amplo.

 - INDISPENSÁVEL A PRÁTICA DE VOO, rápido, alerta e atento observador.


Imagine que que possa fugir de predadores, deve ser rápida em seu vôo para subir, abaixar e planar, deve ser rápido para encontrar comida, e saber onde encontrar alimento e água. Além disso deve saber se refugiar de balas (atiradores), estilingues e de crianças que os caçam, etc.

 - ONDE?

O ideal é em um lugar onde possam encontrar exemplares iguais e que tenha comida em abundância e água para ser encontrada com facilidade.

 - QUANDO?

Nunca em épocas chuvosas ou ventanias, etc. Já que isso somado ao estresse que sofrem ao libera-los o debilitará muito. NUNCA EM ÉPOCA DE FESTAS ONDE O USO DE FOGOS DE ARTIFÍCIO É CONSTANTE, esta resulta em alto grau de estresse para todos os animais, e em especial as aves, que levantam voos em disparada, pelo medo que possuem e voam as cegas (quase sempre as explosões acontecem durante a noite) e as aves diurnas não conseguem ver e podem chocar-se em algo que resulte em lesões graves ou morrem. 

Tenha em conta que a ave já está estressada e lutando por sua sobrevivência em liberdade.

O ideal é que logo no começo da manhã já bem alimentado e dessa forma terá muitas horas para reconhecer o território, encontrar seu lugar, encontrar comida, água, etc. Sabemos que aves diurnas não podem voar a noite, porque simplesmente não veem.

Atualmente em meio problemática ambiental em que vemos em relação a fauna, que inclui a caça discriminada, o tráfico ilegal de espécies silvestres (onde também o IBAMA faz a “lavagem” de animais apreendidos como nascidos em cativeiro e desviado para criadores comerciais) e em perigo de extinção, devemos ter também em conta esse fator na hora da liberação.

INCLUÍMOS UM TEXTO DESCRITIVO QUE NOS VALE DE REFERÊNCIA

O processo de liberação depende do tempo que a ave esteve em cativeiro, quanto maior esse tempo, maior será o prazo necessário para que o pássaro adapte-se novamente ao seu habitat.

Mas quando é um caso de uma ave que vive desde que nasceu numa gaiola, a adaptação a natureza é muito mais difícil, ou até impossível, já que adquiriu hábitos de vida no qual será difícil se desprender.

Leve em consideração que uma ave em cativeiro sempre teve quase todas as facilidades necessárias para viver, como água, abrigo, lugar para aninhar-se, etc. O que faz que a ave se torne incapaz para sobreviver de forma independente.

Quando essas aves são liberadas ou lançadas ao meio ambiente sem ter em conta o seu estado, morrem rapidamente e as causas podem ser várias:

- Incapacidade para buscar alimento e consequentemente morrem de fome.

- Rejeição de outras aves de sua espécie, que graças ao seu instinto natural, as identificam como intrusa e impede que se aproxime ou se relacione com outras aves.

- O mais comum é que não conhece os perigos que podem encontrar e facilmente caem diante de predadores.

Por isso recomenda-se levar as aves a entidades ambientais (sérias e mesmo assim depende da espécie) para que ali se realize o devido processo antes de sua liberação, onde consiste em adaptar aos poucos essas espécies em seu meio natural.

 Fonte: http://www.avesyturismo.com/liberacion-de-aves.html (Acessado em 03/01/2013 as 20:50).

Como nessas regiões não conhecemos ENTIDADES AMBIENTAIS, isso terá que ser feito por nós, que realizaremos o processo de liberação.

Após ter lido esse relatório, lembre-se se está claro e se possui alguma dúvida.

Boa Sorte!