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quarta-feira, 16 de março de 2016

Gatos e aves, uma combinação desastrosa


Diferente de outros animais como vacas, cavalos e porcos, os gatos iniciaram sua longa jornada rumo a domesticação por meio de uma associação definida pela ciência como comensalismo que é a relação entre espécies diferentes que se caracteriza por ser benéfica para uma, não causando prejuízo para a outra.

As primeiras evidências arqueológicas da associação entre gatos e humanos datam de 9.500 anos atrás. Acredita-se que a partir do desenvolvimento da agricultura, gatos selvagens passaram a frequentar, naturalmente, locais utilizados para estocar grãos em busca de uma de suas presas prediletas, os ratos.

Mas as origens ancestrais dos gatos domésticos, foram realmente desvendadas apenas em 2007, por um grupo de cientistas liderado por Carlos Driscoll, no estudo The Near Eastern Origin of Cat Domestication, publicado na revista científica Science. Os pesquisadores descobriram que todos os gatos modernos são descendentes de espécies selvagens nativas do Oriente.

Tudo começou há milhares de anos em uma região, conhecida pela invenção da agricultura moderna, atualmente denominada como Crescente Fértil que, compreende, Palestina, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano e Chipre, bem como partes da Síria, do Iraque, do Egito, do sudeste da Turquia e sudoeste do Irã.

Na época, curiosamente os gatos se auto domesticaram. Isso mesmo! Se, hoje, donos de gatos têm dificuldade em manter seus animais dentro de casa, há 10 mil anos, na região do Crescente Fértil era impossível manter um gato fora de casa.

Uma vez que esses felinos se mostraram animais extremamente úteis no controle de pragas, se tornaram imprescindíveis e, pouco a pouco, passaram a ser incluídos em longas migrações que atravessaram a Europa, a Ásia e a África. O sucesso da parceria entre gatos e humanos foi tão grande que, hoje, existem nada menos que 600 milhões de gatos domésticos em todo o mundo.

Mas, e as aves? Bem, para as aves esta histórica associação está longe de ser benéfica, muito pelo contrário: hoje, gatos domésticos são reconhecidos, no mundo todo, como uma das maiores ameaças globais à biodiversidade.

Como todos os felinos, os gatos são predadores muito eficazes. Não é mera coincidência que já tenham contribuído para a extinção de, pelo menos, 33 espécies de aves e continuem a ameaçar não apenas aves, mas uma ampla variedade de espécies de animais nativos, incluindo espécies ameaçadas.

O impacto ambiental provocado pelos gatos domésticos é tão catastrófico que a União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) os incluiu na lista global das 100 piores espécies invasoras.

Segundo o estudo The impact of free-ranging domestic cats on wildlife of the United States, publicado em 2013 na revista Nature Communications, apenas nos Estados Unidos, todos os anos os gatos domésticos são responsáveis pela morte de aproximadamente 2,4 bilhões de aves. A pesquisa coordenada pelo renomado cientista Peter Marra analisou os dados de cerca de 90 publicações disponíveis na literatura científica.

Você pode imaginar, então, que apenas gatos de rua caçam para se alimentar e que gatos bem tratados não contribuem para a morte de aves, mas a caça é um comportamento instintivo da espécie e a fome não tem relação direta com a predação de aves.

Na verdade, o problema é ainda mais sério: a pesquisa científica Fearing the feline: domestic cats reduce avian fecundity through trait-mediated indirect effects that increase nest predation by other species, publicada em 2013 na revista Journal of Applied Ecology, pelo cientista Karl Evans e colaboradores, aponta que a mera presença de um gato próximo a áreas onde existam ninhos de aves desencadeia um efeito cascata que leva à predação de, pelo menos, o dobro de ovos e filhotes por outros predadores, além de alterar o comportamento dos pais, reduzindo em 33% a quantidade de alimento que será oferecido aos filhotes no ninho.

Gatos domésticos podem ser tão nocivos ao meio ambiente que já foram responsáveis pela destruição de alguns dos maiores paraísos de biodiversidade das aves, como o Havaí. Lá, a introdução de gatos por volta do ano de 1700 afetou a sobrevivência de milhares de espécies de aves nativas na ilha e coloca em risco espécies icônicas como o Vestiaria coccinea ou ‘I’iwi (ver vídeo).

Aqui no Brasil, os gatos foram levados ao Arquipélago de Abrolhos. Dezenas foram introduzidos na Ilha de Santa Bárbara, após infestação por ratos (Rattus rattus). Mas, em vez de caçar ratos, os gatos domésticos passaram a se alimentar dos ovos e dos filhotes de aves como o Atobá-branco (Sula dactylatra). Um desastre ambiental! Ainda hoje, mesmo após a remoção dos gatos da ilha, as taxas de sucesso reprodutivo das aves é baixa e o equilíbrio do ecossistema continua vulnerável.

Além de colocar diretamente em risco aves nativas, os gatos podem, por consequência, interferir na integridade de nossos ecossistemas, afetando espécies de aves que desempenham papel-chave no seu equilíbrio. Quando uma ave é extinta ou ocorre declínio populacional de determinada espécie, todo o funcionamento do ecossistema – que é formado por uma teia delicada de interações – acaba sendo drasticamente alterado.

Mas qual seria a solução?

A maneira mais simples e eficaz de eliminar o impacto provocado pelos gatos domésticos sobre a biodiversidade brasileira é conscientizar seus donos para que adotem os Princípios da Posse Responsável (Lei N.º 13.131).

Em prol da saúde e do bem estar dos próprios gatos, os animais devem ser mantidos em área delimitada, seja dentro de casa, em áreas cercadas por telas ou em outros locais que garantam tanto a segurança física dos animais quanto que impeçam que se tornem um risco real para as aves e, consequentemente, para o equilíbrio do meio ambiente.

Ao explorar áreas externas sem o acompanhamento de seus donos, os gatos se expõem a inúmeros riscos. Estimativas realizadas por entidades dedicadas à proteção animal apontam que a expectativa de vida de gatos mantidos em áreas controladas é até dez anos maior que a de gatos que acessam áreas abertas livremente.

Além dos riscos de brigas com outros gatos, ataques por cães, atropelamento, envenenamento e desorientação, os gatos ficam sujeitos à transmissão de doenças incuráveis. Uma das mais comuns, transmitida entre gatos, é a rinotraqueite, causada pelo herpes vírus, mas existem inúmeras outras doenças consideradas letais para os felinos como as viroses PIF, FIV e FeLV. A PIF (peritonite infecciosa felina) e a FeLV (leucemia felina) são transmitidas por contato e saliva, enquanto que a FIV (imunodeficiência viral felina) é transmitida durante brigas, por meio de machucados.

É também fundamental que políticas públicas direcionadas à retirada de animais domésticos de áreas e unidades de conservação, assim como também de praças e parques sejam cuidadosamente pensadas e implementadas levando-se em conta, sempre, os cuidados com a conservação da biodiversidade, mas também o bem estar e os direitos dos animais.

Ações e programas direcionados a retirada de gatos de áreas públicas devem, obrigatoriamente, estar acompanhados de campanhas para adoção e castração gratuita, além de projetos visando a conscientização dos futuros donos e de quem já tem gatos.

Lembre-se sempre: lugar de gato feliz, saudável e tranquilo, longe dos perigos da vida, em harmonia com o meio ambiente e a conservação das espécies de aves brasileiras é dentro de casa, ou passeando na coleira.

Fonte: http://conexaoplaneta.com.br/blog/gatos-e-aves-uma-combinacao-desastrosa/ (Acessado em 16/03/2016 as 16:50).

domingo, 13 de março de 2016

A mosca dos pombos



É comum repararmos quando nossas pombas adotam um comportamento estranho, ficam nervosas, se coçando de forma quase histérica e sacode suas patas como se quisesse se livrar desse incômodo de seu corpo. Certamente o que causa a irritação é grande, asquerosa e perigosa. Se trata da Pseudolynchia canariensis, conhecida como ‘mosca do pombo’.

Este inseto se encontra em algumas pombas em estado selvagem. Caminha pela pele, entre as penas. O inseto é veloz, robusta, de patas grossas e possui um potente ‘aparato’ sugador chamado hipostoma, semelhante ao dos carrapatos, com a qual pica e suga o sangue. Seus voos são curtos e rasos, mas indispensável para saltar entre um e outro pombo. Para qualquer pessoa é fácil identificara-las, são realmente asquerosas e seus movimentos semelhantes a de um caranguejo são inconfundíveis.

Além das picaduras e irritações que causam aos pombos, em grande quantidade estas moscas podem produzir anemia, sobretudo entre os filhotes e juvenis. A picadura que em si já é perigosa, já que cria uma área de inflamação que pode irritar muitas destas aves. Mas o mais importante é que podem transmitir doenças, pois se o pombo foi picado por um exemplar enfermo, contagiará outras com enfermidades como o vírus da peste aviária (Enfermidade de Newcastle), Ornitose. Salmonelas, Helmintíase e outras.

A mosca deposita seus ovos em partes dos dormitórios (ninhos), em rachaduras ou onde não tenha higiene suficiente, é por isso imprescindível manter o pombal limpo. Como tratamento, o mesmo produto que utilizamos para seus piolhos, será efetivo contra elas. Pode-se usar algodões embebecidos com loções contra piolhos humanos para irrita-las e retirar com a mão. Se algum pombo some, mesmo que seja por um único dia, deverá ser separado dos outros e desparasitado para evitar que as moscas ‘pulem’ para as outras pombas.

A MOSCA NÃO DEVE SER MOTIVO DE MEDO PARA HUMANOS, JÁ QUE NÃO PICAM AS PESSOAS E NÃO TEMOS NEM PENAS E NEM TEMPERATURA CORPORAL TÃO ALTA QUANTO A DAS AVES.

Artigo escrito por Clara Correa, foto de Noelia Martinez e traduzido por Felipe Lobo.

sábado, 7 de março de 2015

Nuno


 O suiriri, que de início foi confundido com um bem-te-vi é o Nuno, que foi resgatado por um colega da faculdade que o encontrou na rua, que logo veio para os meus cuidados. Como podem ver, ele ainda é uma criança e apesar que ensaiar seus vôos, ainda não come sozinho. Enquanto ele não se prepara para a liberdade plena, está vive junto com os periquitos.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Galos, Galinhas e Pintinhos

[1]
  • Pintinhos:

Desde sua primeira semana de vida: Nestom + alimento balanceado (encontrado em petshops), misturando tudo com água, pão, bolachas d’água e sementes pequenas, como milho quebrado.
  •  Adolescente:

Além da já citada anteriormente, adicionar tomate, alface, maçã, cenoura, pera, uvas, melão, tenébrios, cebola e beterraba. TUDO EM PEQUENAS QUANTIDADES.

  • Adulto:

Dar grãos de milho, alpiste e insetos. Em lojas de produtos para animais há “suplementos para engorda” e continue a oferecer a alimentação oferecida na etapa anterior. Cuidado com os insetos que ele possa se alimentar, pois estes podem ter sido vítimas de inseticidas e consequentemente podem afetar a ave que se alimentos destes insetos.

Continuando a falar de insetos, eles comem tudo que se movem, e novamente o cuidado com venenos e inseticidas.

Atenção! Cuidado com cães e gatos, mesmo que aparentem ser amigos, nunca confie, eles podem matar a ave em um único ataque, além de humanos mal-intencionados que possam sequestrar o animal alegando "cuidar", muitas vezes são usadas para alimento ou em rituais.

[1] Foto retirada de http://veggamo.wordpress.com/2011/09/28/e-o-frango/ (Acessado em 16/06/2014 as 23:30).

Artigo de Clara Correa e traduzido por Felipe Lobo. Fonte: http://www.pajaros-caidos.blogspot.com.br/2010/01/gallinas-gallos-pollos-pollas.html (Acessado em 16/06/2014 as 23:00).

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Dieta de Pardais


1) Filhote 


Quantidade: Dar esta mistura a cada duas ou três horas, de acordo com o que vai digerindo. Dê alimento balanceado para cães ou gatos (light), do tipo PREMIUM. 

Com NESTON: Pode-se adicionar a cada três dias um pouco de gema de ovo. Caso queira, dê um pouco durante a manhã. Observe se digere e defeca bem, e SE NÃO TEM DIARREIA, E QUE SUAS FEZES NÃO ESTEJAM ESVERDEADAS. 

A noite os filhotes não comem, eles começam a comer no nascer do Sol e terminam no pôr-do-sol. 

¾ Partes de ração balanceada PREMIUM (Recomenda-se ração para gatos, pois possuem maior valor nutricional, sendo mais próximas do que o filhote precisa. 

¼ Partes de maçã ralada. 

¼ De Neston de 3 Cereais. 

Os filhotes de pardais podem ter vermes e parasitas, ou algumas enfermidades que podem matá-lo, portanto o IDEAL é fazer uma consulta veterinária para descartar qualquer risco. 

2) Adulto 

Dê uma dieta variada, aproveite os cereais que o homem usa para alimentar o gado e sementes que integram a dieta das aves de criação, é comum vê-los sobrevoar os depósitos de cereais, galpões de estações ferroviárias, silos ou qualquer lugar onde encontram grãos. 

Mas a dieta não é somente granívoro, já se pode incluir verduras, frutas e hortaliças e inclusive as sobras de comida. Outro componente importante de sua alimentação na época de juventude são os insetos e aranhas. 

3) Observações 

Se encontrá-lo em sua casa O IDEAL É DEIXA-LO DENTRO DE UMA GAIOLA, para que os pais venham alimentá-lo até que tenha suas asas listradas, estando assim preparado para partir. 

Logo virão os pais, e através das grades depositam comida em seu bico, além disso os filhotes chamam por seus pais e esses tomam a responsabilidade de alimentar o filhote. 

Mas preste muita atenção se os pais não vierem, pois podem ter sido mortos por um automóvel, por um ataque de estilingue ou por vários outros motivos. Se não está com seus pais e não houver nenhuma OUTRA POSSIBILIDADE, faremos o melhor possível para fornecer a alimentação possível semelhante a provida por seus pais, mas NÃO SOMOS SEUS PAIS. E antes de qualquer mudança em sua rotina, peça ajuda a um veterinário especialista em AVES o mais rápido possível. 

Atenção! Dê pouca verdura, e que sejam as menos tóxicas, ou seja; repolho, couve-flor e todas aquelas que dão cor em sua cozinha, POIS PODEM MORRER INTOXICADOS. 

Recomendamos que entre em contato com a comunidade do Facebook chamada Refugio de Aves - Pájaros Caídos e deixe uma foto da ave, para que possamos saber sobre a espécie, idade e o estado em que ela se encontra para melhor ajuda-lo. Obrigado. 

As dietas publicadas nessa página foram aprovadas por todos os médicos veterinários especialistas em aves, e fornecidas para alimentar um filhote de PARDAL. Qualquer dúvida procure um veterinário ESPECIALISTA EM AVES. 


Fonte: http://pajaros-caidos.blogspot.com.ar/2010/01/dieta-de-gorriones.html (Acessado em 20/06 de 2013 ás 10:00). Publicado por Clara Correa e traduzido por Felipe Lobo.