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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

ALERTA! Larvas que devoram filhotes


Com as mudanças climáticas típicas do verão vemos cada vez mais casos de filhotes afetados por larvas, este não se trata do verme típico da bicheira que invade as feridas. Trata-se de uma mosca tropical que afeta filhotes saudáveis, sendo que esta deposita seus ovos no ninho e logo após invadem a pele dos filhotes; alimentando-se de seu sangue (parasita hematófago).

O filhote está anêmico, debilitado, hipotérmico, com baixo crescimento e pouca energia. Sem ajuda humana esse filhote não sobreviverá. 

Muitas vezes os pássaros afetados caem do ninho, sendo que um único filhote pode ter trinta vermes ou mais!


Se encontrar filhotes com ‘verrugas’ na pele, deve-se suspeitar que se tratam de parasitas; estes devem ser removidos com cuidado e o filhote seguirá sua vida normalmente.

Consulte um veterinário e não se esqueça, a vida dele está em suas mãos.
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O que deve ser feito, é procurar em todo o seu corpo bolhas ou ferimentos que possam ser larvas. Para tal precisa também de iodopolvidona e uma pinça (ambos podem ser encontrados nas farmácias), em cada uma das ‘verrugas’ ponha um pouco do iodo e se houver um verme; ele se sentirá irritado e irá sair. 

Quando o parasita começar a sair, pegue a pinça e tire a larva do corpo da ave puxando firmemente, mas não de forma brusca e assim sairá o verme. Remova com cautela, para que o corpo da larva não se rompa.


É importante procurar em todo o corpo do pássaro, repita o processo à noite, de manhã e durante a tarde; para ser certificar se não há alguma larva menor que não tenha visto anteriormente. Limpe as feridas com o iodopolvidona por pelo menos duas vezes por dia, até que cicatrize por completo.


Tenha cuidado, pois acima da cauda está a glândula uropigeal, que à primeira vista parece ser um verme; mas não machuque essa área. Pode por iodo para garantir que não há nenhum parasita ali, mas preste atenção para não machucar essa região com a pinça.


Escrito por Noelia Martinez e Florencia Nicolini.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Sobre os Manons


INSTINTO MATERNAL

Nenhum pássaro chega perto do instinto maternal do Manon. A fêmea fica tão atenta cuidando dos filhotes, que qualquer um pode abrir a gaiola e assistir ao espetáculo que ela dá, tanto para chocar os ovos,como para alimentar os filhotes depois de nascidos.

Muitos criadores de outras espécies, costumam comprar um Manon para auxiliá-los na procriação de outras espécies, pois algumas não chocam e também jogam seus ovos fora do ninho, como o Diamante de Gould, o Bico-de-Lacre e outros. A Manon neste caso, é uma excelente ama-seca. Cuida tão bem dos seus filhotes, como de outros pássaros menos dedicados.

REPRODUÇÃO

Por ser uma espécie que reproduz o ano inteiro, diferente de outras aves, faz do Manon uma ave muito procurada. Outro fator é por ser uma espécie que amadurece muito cedo. A espécie põe de 6 a 8 ovos, quase o dobro que os Canários.

Os filhotes de Manon são muito resistentes, além do que não exigem muitos cuidados e sobrevivem com facilidade.

As lojas especializadas em aves, vendem essa espécie muito barata, justamente pela facilidade de reprodução.

Adultos e crianças, adoram presentear e serem presenteados com o Manon. Para quem compra é a oportunidade de ter uma animalzinho de estimação ou dá-lo de presente para alguém querido, sem precisar ficar juntando dinheiro.

MUTAÇÕES

A maioria dos Manon tem cores sóbrias. Suas cores variam entre o negro-marrom, sendo o capuz em marrom escuro ou quase negro e o corpo em mescla bege e branco. Existem os de penas frisadas, o albino, o arlequim, que é branco com marcações pretas.

Nas competições o Manon costuma ser a espécie mais presente e isso se explica pela facilidade de reprodução que acaba favorecendo o aparecimento de bons exemplares

TEMPERAMENTO E DOENÇAS

Todos que possuem o Manon, são unânimes em dizer que é uma espécie calma, ainda que se aproximem dele.

Mais ainda que isso seja verdadeiro, o Manon não deve ser manipulado fora da gaiola, pois fugirá na certa.

Outra característica é que o Manon não canta. Nem macho, nem fêmea.O macho costuma dar umas leves e baixas cantaroladas, apenas quando faz a côrte para a fêmea. Já a fêmea emite somente uns piados muito tímidos. Tanto é, que nas competições, essa espécie não entra com o canto em julgamento. Somente a qualidade da cor das penas, as proporções do corpo e o porte é que são levados em consideração.

O Manon é um pássaro muito ativo e gosta de ficar indo pra lá e pra cá, assim como ficar grudado nas grades da gaiola. Outra característica dessa espécie é a convivência em harmonia com outras espécies. Com o Manon, não existe brigas.

Outro fascínio que fazem os criadores o adorarem é por serem muito resistentes as doenças. Para evitar por exemplo, que eles tenham doenças respiratórias, é não deixá-lo em locais com correntes de ar.

Outra doença comum é a enterite, uma inflamação intestinal, que também ataca outros pássaros como os Mandarins e os Diamante de Gould.

Geralmente são causadas por bactérias ouprotozoários e provocam diarréias fortes. Se não tratado a tempo,(o tratamento é feito com antibiótico)o Manon pode morrer de um diapara o outro com essa doença.

A prevenção é feita com uma solução de 2 militros de água sanitária, diluídas em 1 litro de água e com ela, lavar os bebedouros, duas vezes por semana e as bandejas e comedouros, uma vez por semana.

O ninho deve ser limpo sempre que estiver sujo e depois pode ser lavado com a mesma solução.

Quando for fazer essa operação limpeza, é preciso retirar o Manon para outro ninho, para que o cheiro da água sanitária não o afete.


SEXO E FAMÍLIA

Essa é uma tarefa muito difícil, pois não existe diferença de cor e nem de tamanho entre machos e fêmeas dessa espécie.só os criadosres muito experientes conseguem fazê-lo, e assim mesmo, ainda se cofundem.

Praticamente a única diferença é do cnto do manon. As fêmeas só piam e os machos cantam, mas com volume baixo.

Quem tem muitos passarinhos em um único viveiro, talvez consiga identificar o macho por perceber que ele estufa as penas quando está cortejando a fêmea, mas tem muita gente que ainda coloca dois machos juntos em uma gaiola, achando que formou um casal.

Outra coisa importante é não deixar que a espécie se reproduza cedo demais, ainda que atinja a maturidade sexual cedo, pois isso poderá acarretar no nascimento de pássaros muito pequenos e frágeis. O ideal é aguardar uns 8 meses.

Quando nascem os filhotes, praticamente todos eles têm codições de sobrevivência, se forem bem cuidados. O Manon cuidará sozinho de seus filhotes por 40 dias. O ideal é só separá-los quando tiverem condições de comerem sozinhos.

O Manon pertence à família dos Estrildídeos, do qual fazem parte o Bavette, Diamante de Gould, Mandarim, Degolado e o Bico-de-lacre. Todas essas espécies são de péssimos cantores, principalmente se comparados aos pássaros silvestres.

ALIMENTAÇÃO E HIGIENE

A principal alimentação do Manon, são todas as espécies de sementes, como o alpiste.

É preciso retirar a cada dois dias as cascas das sementes que vão ficando ao fundo do comedouro, pois o Manon não cisca e isso o impede de e alimentar direito ou até morrer de fome.

Para completar a alimentação, pode-se dar couve, almeirão, escarola. O alface está proibido.

A maçã é uma fruta saudável para o Manon e o jiló e o pepino de legumes podem complementar a alimentação.

Durante a muda das penas, pode ser oferecida a farinhada, duas vezes por semana. No início do período reprodutivo, a farinhada também é muito importante e nessa epóca, pode ser oferecida diariamente, só não pode permanecer na gaiola, pois azeda, por isso, deve ser retirada ao final de cada dia.

O Manon também adora um banho, principalmente nos dias quentes, que devem levar pelo menos duas horas.

Coloque uma bacia com água limpa para o banho e deixe que ele se delicie no frescor da água. Procure fazer isso no horário mais quente do dia

Fonte: http://passarosdovale.no.comunidades.net/manon (Acessado em 09/01/2016 as 11:30).

sábado, 23 de janeiro de 2016

Peito Seco


Peito Seco: Entenda melhor este sintoma

O Peito Seco não é uma doença em si, mas uma condição que a ave acaba adquirindo. Peito Seco é a redução da musculatura peitoral, onde o osso externo, também chamado de quilha, torne-se proeminente. Este problema pode ser gerado por parasitas, fungos, bactérias, vírus, tumores, coccidiose, deficiência nutricional, falta de higiene, má qualidade da água e ainda outros fatores. Estas doenças ou fatores reduzem a capacidade de absorção de alimentos da ave, fazendo com que a mesma utilize suas reservas de gordura (pequenas em aves) e, por fim, acabem consumindo as reservas de proteína. O melhor tratamento é a prevenção. Forneça exclusivamente uma alimentação balanceada, atenção ao plantel, higiene, limpeza, tratamentos de manutenção sempre em dia.

Para garantir a nutrição ideal das aves utilize como única fonte de alimento as ração Alcon. Estas foram desenvolvidas para atender as necessidades específicas de cada ave.

Para auxiliar no tratamento das enfermidades citadas utilize Labcon Club Vitil P.S., um suplemento balanceado, que estimula o sistema imunológico aumentando à resistência dos pássaros as doenças respiratórias. Este suplemento não é um medicamento, em casos extremos, o animal deve ser levado a um veterinário para que o mesmo prescreva, se necessário, a medicação. Dependendo do quadro apresentado, os sintomas podem ser revertidos completamente.

O uso de medicamentos, como antibióticos, sem a prescrição de um veterinário é extremamente prejudicial à ave, pois estressa o animal e pode causar resistência ao principio ativo, assim quando o animal precisar ser medicado novamente o medicamento não fará efeito. Antes de prescrever um medicamento o veterinário irá realizar exames para verificar a presença de patógenos específicos e o grau de infestação, com base nestes dados recomendam o melhor medicamento.

Fonte: https://drfala.wordpress.com/category/aves/doencas-em-aves/ (Acessado em 08/01/2016 as 17:50).

Linhas Enroladas



ATENÇÃO: Alguns pensam que isso acontece somente em aves maiores como calopsitas ou pombos e eventualmente em pássaros que ainda estão no ninho.
O mandarim Algodão-doce estava com um problema na pata, mas como ele é muito rápido, é quase impossível pega-lo. Agora consegui pegar e vi que o que ele tinha na pata não era micose e sim uma linha que amarrou a pata dele e está bem inchada.

Levei ao veterinário e ele disse que conseguiu tirar com muita dificuldade, já que a linha entrou por dentro da patinha. Mesmo com anestesia ele está sofrendo muito e agora preciso constantemente limpar o ferimento com água oxigenada 10 Volumes e pomada Nebacetin; sem contar que ele não para de bicar a pata, o que piora a situação.

Milhões de aves morrem em colisão com janelas todos os anos


Fátima Chuecco/Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

“As janelas, vidraças, painéis de vidro e as gigantescas fachadas espelhadas em edifícios são praticamente invisíveis para as aves que evoluíram para enxergar as cores de uma forma completamente diferente da nossa”, diz o pesquisador e fundador do Instituto Passarinhar, Sandro Von Matter, que coordena o Programa de Monitoramento de Colisões de Aves em Janelas (PNMCAJ). O objetivo é mapear e quantificar a mortalidade de aves por impacto em janelas no Brasil, investigar o fenômeno e propor soluções para o problema à gestores públicos, empreendedores e cidadãos comuns.

Segundo Von Matter, somente nos Estados Unidos, cerca de 900 milhões de aves morrem anualmente vítimas de colisões em estruturas de vidro e no Brasil este número pode ser ainda maior: “Ao se deparar com painéis ou janelas de vidro transparente as aves são incapazes de detectar o obstáculo à sua frente. Já no caso de vidros espelhados, é impossível para elas distinguir a diferença entre o que é real e o que é uma imagem refletida”. Para ilustrar este fenômeno, o pesquisador postou em vídeo em seu blog onde uma ave busca a segurança das árvores sem perceber que se trata de um reflexo.

Segundo um estudo feito nos EUA, os arranha-céus não são os únicos responsáveis pela morte de milhões de aves. Cerca de 56% das colisões com morte ocorre em edifícios baixos (de 4 a 11 andares de altura), 44% em residências (com 1 a 3 andares de altura) e menos de 1% em prédios com mais de 12 andares de altura. “No Brasil, são escassos estudos abordando o tema, mas qual seria o impacto sobre as populações de aves causado por colisões em janelas no país? Com base nas diferenças entre o clima e a diversidade de espécies dos dois países, é possível presumir a resposta. Qual seria a estimativa para um país como o nosso, com predominância de clima tropical e nada menos que 1919 espécies de aves, de acordo com a última análise do Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos? ”, comenta.

Von Matter diz que “possivelmente, já enfrentamos uma epidemia silenciosa de colisões de aves em janelas”. E é também possível supor que seriam, pelo menos, o dobro das colisões que ocorrem nos EUA dado o número maior de espécies que vivem em áreas urbanas brasileiras.

“Digo epidemia silenciosa porque muitas destas mortes passam despercebidas. É raro um bando de aves se chocar contra uma janela, ao mesmo tempo. O que geralmente ocorre são colisões individuais ao longo do ano. Dezenas de aves que morrem em decorrência desse tipo de colisão não são sequer encontradas porque acabam sendo devoradas por gatos, ratos ou descartadas pelo serviço público de limpeza. Em outros casos, as aves atordoadas deixam o local seriamente feridas, com lesões como hemorragia cerebral ou rompimento de órgãos internos, voando mais alguns metros e morrendo nas proximidades”, explica.

Uma análise de impacto ambiental coordenada pelo pesquisador Dr. Miguel Marini, da Universidade de Brasília (UnB) demonstrou que, ao longo de um ano, mais de cem aves de vinte espécies diferentes colidiram e vieram a óbito nas fachadas espelhadas do prédio da Procuradoria-Geral da República, em Brasília – conforme cita o pesquisador em seu blog. “No local, foram registradas mortes de pombas, beija-flores, andorinhas, uma coruja, um gavião e uma gralha, além de espécies migratórias e, algumas que só existem no Cerrado como o papagaio-galego (Alipiopsitta xanthops), extinto em São Paulo e considerado espécie ameaçada em Minas Gerais”, diz.

Von Matter assinala que é urgente e imprescindível que diretores de empresas, gestores públicos, síndicos e associações de moradores – além dos responsáveis por empreendimentos imobiliários e profissionais como engenheiros, arquitetos e paisagistas – incorporem, em seus projetos ou planos municipais, ações para prevenir ou minimizar a morte de aves por colisão.

Participe!

O pesquisador solicita que as pessoas contribuam com o Programa de Monitoramento de Colisões de Aves em Janelas relatando casos que tenham ocorrido em suas casas ou ambientes de trabalho. A participação da população é essencial para que seja possível minimizar ou por um fim a esse problema. Basta preencher um formulário e deixar um depoimento no site.

Como evitar as colisões?

É possível incorporar alguns elementos às janelas de residências e painéis de edifícios diminuindo o risco de colisão. A aplicação de fitas, filmes, tinta ou decalques do lado exterior, além da instalação de redes na frente dos vidros são algumas das soluções, já que criam barreiras visuais que permitem que as aves sejam capazes de detectar a presença de um obstáculo. Fixar ou desenhar silhuetas de aves em janelas, como as de gaviões, raramente, evitam colisões. Essas são algumas orientações de Von Matter.

“Sabemos, também que a maioria das aves é capaz de enxergar a cor ultravioleta (UV). Isso significa que podemos tornar as janelas visíveis para as aves mantendo-as ainda transparentes para os nossos olhos, já que nós não evoluímos para enxergar a luz UV. Assim, curiosamente uma das soluções pode ser pintar ou adesivar as janelas, mas com produtos que reflitam a luz UV”, diz o pesquisador.

“No entanto, nem todos as aves enxergam UV. O estudo `A vision physiological estimation of ultraviolet window marking visibility to birds`, realizado pelos pesquisadores Olle Hastad e Anders Odeen em 2014, demonstrou que gansos, patos, pombos, aves de rapina e até corvos percebem o ultravioleta apenas sob determinadas condições de luz, o que torna ineficaz o uso de tintas UV para evitar a colisão de algumas espécies, destas famílias”, complementa.

Além dessas soluções existem, segundo o pesquisador, dezenas de outras disponíveis no mercado como adesivos perfurados que tornam janelas opacas do lado de fora, mas transparentes do lado de dentro e vidros especiais com estruturas visíveis apenas para as aves. “Mas, embora a regra geral seja tornar os vidros visíveis e menos reflexivos, é extremamente recomendado – em especial para grandes projetos – que, antes de se optar pelo uso de qualquer tecnologia, um especialista da área seja consultado”.

Fonte: http://www.anda.jor.br/19/01/2016/milhoes-aves-morrem-colisao-janelas (Acessado em 23/01/2016 as 16:00).

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Leonora


   No dia 29 de agosto, esta rolinha que batizei de Leonora, foi atacada por um gato da minha rua, no caso o meu querido afilhado Caramelo, e ficou bem machucada. Comecei a cuidar dela no dia seguinte, com papinha especial da nu trópica, mesmo ela não sendo filhote, achei que seria uma rica alimentação e hidratação a ela.

   Pedi ajuda a um grupo no Facebook chamado Pajaros Caídos, onde me ajudaram com informações e me passaram contatos aqui no Brasil para me ajudar: Felipe e Luana, que me ajudaram muito. A primeira manhã "seguinte", lá estava ela no poleiro da gaiola esperando sua recuperação.

   Enquanto a examinava, notei que seu peito estava sempre molhado, e conversando com o veterinário, descobri que infelizmente é comum, em ataques de felinos, perfurarem o papo dos passarinhos. E foi justamente o que aconteceu. O local infeccionou e limpei muito bem e passei pomada e lhe medicava diariamente. Essa perfuração fechou rápido, mas havia um outro machucado embaixo da asa esquerda que sangrou durante duas semanas, mesmo com as medicações.

   Ela tentava me dar "asadas" toda vez que tentava pegá-la, tentava fugir e só acalmava quando coçava sua cabeça. Ela adorava uma bagunça com as sementes e jogava tudo para poder comer. Foi somente na última sexta feira que finalmente a ferida caiu! E nesse mesmo dia ela voou há dois metros de altura pela primeira vez! A asa não estava quebrada e ela poderia voltar à natureza! Ela já passava as tardes soltas num cercado que tenho, comia sozinha, pulava nos vasos, bebia água e treinava voo.


   Todas as manhãs antes de abrir a porta para vê-la sentia medo em encontrá-la morta, porque é muito comum passarinhos doentes morrerem durante a madrugada, e sempre ela estava lá no poleiro esperando sua papinha e seu treino de voo.

   Decidi deixa-la mais dois dias treinando voo, afinal ela já era adulta e só estava se recuperando de seus ferimentos e hoje, dia da árvore, decidi que seria o dia de sua soltura. Escolhi um local cheio de arvores na rua de trás do local onde foi resgatada, local este que possui uma variedade imensa de passarinhos, comida e natureza!

   Assim que abri as mãos para sua liberdade, ela voou livre pela primeira vez em mais de 20 dias e foi para um galho com cerca de sete metros de altura. Observou tudo por muitos minutos até decidir andar pelos galhos e entrar de vez para seu retorno à vida devidamente recuperada e livre.

   Obrigada Leonora, foi muito importante cuidar de você!


Escrito por Thais Petranski em http://devoraotempo.blogspot.com.br/2015/09/leonora-uma-linda-historia-de-luta-pela.html  (Acessado em 23/09/2015 as 18:00 horas).

domingo, 5 de outubro de 2014

Capitão


O menino Capitão é um pombo-domestico resgatado por uma paulistana que o encontrou desde bebêzinho, e o trouxe por ela não ter condições e dos pais não deixarem, e por questão de urgência tive que adotar-lo e juntamente construir um viveiro minimamente adequado.




Logo deu para perceber que ele é um bicho bem bravo e vivia me bicando (e mordendo), e o soltei em algumas partes de casa para ver como agia, e com o tempo foi voando, e desenvolvendo seus instintos em procurar comida sozinho, ao mesmo tempo que estava estressado e querendo arrumar uma namorada e vivia fazendo sons desesperados e nada mais lógico que um um futuro próximo estaria preparado para ser solto de vez.


O coloquei junto com os outros para interagir com os outros e ao se misturar com eles voou para o muro e depois para o telhado, voou alto, muito alto, me surpreendi com o poder de vôo dele, foi por todas as partes, se aproximou aos poucos, voltou aonde o soltei e depois se misturou com um bando.



Solto hoje em 5 de outubro de 2014, após um pouco mais de uma semana aqui, mas sei que está aqui na porta de casa todas as manhas esperando por comida, como fazem os outros pombos, rolinhas e pardais.



8 de outubro de 2014: Depois de quatro dias solto o Capitão resolveu voltar para cá, acho que ele gostou daqui e vai ficar por aqui de noite para dormir e de dia para passear.


 

Há cerca de três semanas (desde o final de janeiro de 2015), o Capitão arrumou uma namorada, a Flor, que usa 'meia-calça' (tem as pernas peludas) e já chegaram a fazer ninho e botar ovos.



A menina Flor, faleceu na noite de ontem (20/05/2015).

Desde novembro de 2015 ele arrumou um nova companheira, na qual dei o nome de Andreia. Eles não se desgrudam mais e também procuram um meio de fazer um ninho, sem contar que o Capitão ficou ainda mais rebelde.



sábado, 23 de agosto de 2014

Evolução de filhote de pássaro resgatado e sua devolução à natureza

Recentemente um veterinário postou no Imgur uma história digna de um post por aqui.

Ao caminhar para ir ao trabalho ele se deparou com um filhote de passarinho no chão, procurou o ninho para coloca-lo de volta e nada, então decidiu levar a pequena ave para casa e cuidar dela até que estivesse apta para voltar a natureza. É importante dizer que se um dia você encontrar um pássaro recém nascido fora do ninho, deve-se colocar ele de volta sempre usando luvas ou um pano, porque há um mito de que o cheiro humano no filhote faz com que os pais os rejeite. Devo salientar também que a reabilitação de animais selvagens só pode ser realizada por quem entende, já que são inúmeros cuidados que nós, pessoas comuns, não sabemos dar.


Agora então vou contar a história que tinha tudo pra dar errado, mas que no final vai te colocar um sorriso no rosto. O veterinário fez uma espécie de diário contando toda a evolução do passarinho dia a dia. Acompanhe:


Dia 1 – Essa foto foi tirada logo quando o encontraram, tanto que ele estava com algumas casquinhas do ovo e membranas secas. Estava muito claro de que ele havia acabado de nascer.


Dia 2 – Pássaros bebês geralmente são todos esquisitinhos, né? Mantiveram a ave em uma incubadora, controlando cuidadosamente a umidade e temperatura. Decidiram que era uma fêmea, (apesar de ser extremamente difícil de saber o sexo) e colocaram o nome de “Dumpling”. Todos os filhotes são parecidos, então para saber  a espécie era preciso esperar as penas crescerem.


Dia 3 – Pássaros bebês comem muito! A alimentaram com grilos, larvas de farinha, minhocas, insetos e também com uma fórmula líquida para pintinhos disponível no mercado. Ela era alimentada a cada 30 minutos durante 14 horas, simulando o que teria se estivesse na natureza. Imagine o que isso significa! Esse era apenas um filhote, agora pensem que a maioria dos passarinhos tem ninhadas de 2-5 filhotes. A quantidade de insetos que os pais precisam pegar para alimentar seus filhotes (e eles próprios) é enorme. Assim como os pais passarinhos não alimentam seus filhotes durante a noite, o pessoal que cuidou de Dumpling também não o fez. Isso é o oposto de muitos bebês mamíferos que precisam ser alimentados regularmente.


Dia 4 – É incrível ver o desenvolvimento das penas das asas em apenas alguns dias. Além disso, ela tinha um moicano fino engraçado nas penas. No dia 4 ela começou a gritar para ser alimentada a cada 30-45 minutos. Uma nota interessante: vejam como os instintos são fascinantes. Mesmo com a falta de coordenação e os olhos ainda fechados, ela sabia o suficiente para fazer xixi em um canto do ninho e cocô do outro lado, para não sujar o lugar que ela iria dormir.


Dia 5 – No dia 5, Dumpling foi capaz de sentar com mais estabilidade. Observem as mudanças nas penas em mais 24 horas! Agora ela está começando a parecer um pássaro. Hoje seus olhos começaram a abrir.


Dia 6 – Aqui está uma bela foto que mostra o desenvolvimento contínuo das asas e penas. Percebam que elas estão envoltas em uma “bainha cornificada”. Assim que as penas chegarem ao tamanho final, essa bainha vai se desintegrar fazendo com que o passarinho consiga abrir totalmente as asas.


Dia 7 – Durante a noite as bainhas das penas caíram e – tcharã – eis um pássaro! Reparem que ela tem um dedo lateral dobrado na perna esquerda, mas não tem muito o que ser feito sobre isso em um pássaro desse porte. A pequena dificuldade não irá atrasa-la, de qualquer modo.


Dia 8 – "ME ALIMENTE, HUMANO". Nesse estágio ela já está comendo três grandes grilos + minhocas a cada horário de alimentação.


Dia 9 – A essa altura os cuidadores já pararam de usar a incubadora, já que agora seu corpo está cheio de penas e sua temperatura corporal pode ser regulada por conta própria. Os tufinhos de pelos na cabeça e a expressão de mal-humorada dos pássaros filhotes são hilárias.


Dia 10 – Os cuidadores a colocaram em uma gaiola convencional, o que lhe deu mais lugares para explorar.


Dia 11 – Hoje ela foi capaz de pousar oficialmente pela primeira vez! Definitivamente um grande passo na direção certa . Como ela ainda não tem uma cauda formada, o equilíbrio ainda não é aquelas coisas, mas a força nos pés ajudou a manter-se firme no poleiro.


Dia 12 – Seus cuidadores dizem que ela era um pássaro muito doce, que adorava ficar empoleirada na mão, desde o início. Ao fundo da foto vocês podem ver que brotaram algumas sementes de milho e a partir daí introduziram na alimentação dela para já se familiarizar com a variedade enorme de alimentos que terá na natureza. Nesse ponto os cuidadores já a estavam alimentando a cada 2 horas, além de esconderem minhocas entre as forragens na gaiola.


Dia 13 – Quase duas semanas de incubação e agora ela está conseguindo se empoleirar muito bem. Percebam a diferença na sua força e equilíbrio comparado ao dia 11. Suas pernas estão mais eretas, mostrando uma postura ótima durante o pouso.


Dia 14 – Ela está começando a parecer mais madura. O bebê de 14 dias atrás agora está se transformando em uma bela ave.


Dia 17 – Aqui está ela em uma gaiola maior. Os criadores colocaram ramos de plantas recém cortados para que ela entenda a variedade de opções de folhas e galhos que tem na natureza e ir se familiarizando. Nesse dia ela estava pulando e voando ao redor da gaiola como uma profissional. Nota para as pessoas que possuem aves de estimação: é muito importante ter uma variedade de poleiros. Os melhores são ramos de árvores não-tóxicas. Isso é ótimo para a saúde do seu animal de estimação.



Dia 22 – Os cuidadores começaram a colocar a gaiola no deck para ela ter contato com vento, sol e outras condições climáticas. Outras aves apareceram para comer e isso foi ótimo para interação e saber que existem outros iguais a ela.


Dia 23 – Essa é uma das imagens preferidas da pessoa que postou essa história no Imgur, e a minha também. Dá para ver as penas maravilhosas dela! A essa altura já conseguimos identificar a espécie: um pardal de coroa branca.


Dia 25 – Foto de outro ângulo dela, onde dá para ver a padronização das penas, perfeitas para a camuflagem entre as árvores.



Dia 27 – A essa altura ela não queria mais comer grilos e sua dieta era à base de sementes e minhocas. Ela também estava comendo sozinha, na verdade ela não queria mais ser alimentada pelos cuidadores, o que era um bom sinal.


Dia 29 – Ela adorava os ramos nossos que os cuidadores colocavam. Uma grande parte da sua alimentação na natureza são botões das árvores, então quando solta ela já sabia mais ou menos o que procurar.


Dia 33 – Nesse ponto ela já estava totalmente pronta para ir embora, mas na região houveram dias de tempestades. As pessoas que a salvaram decidiram então esperar mais uns dias para que ela tivesse mais chances.


Dia 36, o dia – Após tempestades na noite anterior, dia 36 amanheceu muito lindo. Confiante de que o tempo ia ser bom por vários dias e que a chuva recente lhe daria muita água e oportunidades de alimento, decidiram que esse seria o dia perfeito para coloca-la na natureza! O local escolhido foi a 1km de onde ela foi encontrada, pensando que na região haveriam outros da mesma espécie.


Tchau, Dumpling! – Ao abrirem a porta da gaiola, ela recuou. Depois de alguns minutos pulou para fora e voou diretamente para uma árvore. Ela não ficou assustada em nenhum momento. Imediatamente começou a explorar os ramos, bicando os brotos das árvores e pulando de galho em galho como um pássaro selvagem. Em pouco tempo a perderam de vista!


Fonte: http://www.oversodoinverso.com/evolucao-de-filhote-de-passaro-resgatado-e-sua-devolucao-a-natureza/ (Acessado em 23/08/2014 as 14:00).

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Alimentando um Filhote de Pombo-doméstico

Quando encontrar um filhote de Pombo-doméstico (Columba livia), primeiramente devemos entender que eles são em sua vida silvestre totalmente dependente de seus pais, seja para sua comida, calor ou proteção. Portanto nós, como pais adotivos devemos dedicar a eles a mesma atenção que seus pais biológicos teriam.

Se o pequeno tem somente possui pelos amarelos e ainda não abriu seus olhos, está sob a presença de um recém-nascido. Nesta idade requerem calor permanente de seus pais, pois por não per penas, ainda não podem controlar sua temperatura. Deve mantê-lo aquecido 24 horar por dia, com garrafas de água quente ou com uma lâmpada incandescente posta de forma indireta ou por alguma outra fonte de calor.


Nessa etapa, se alimentam de uma sustância que seus pais formam em seu papo (leite de papo), que é altamente nutritiva e proteica, que satisfaz nas necessidades nutricionais e imunológicas. A dieta correspondente é a de recém-nascido.

Caso já tenha aberto os olhos, mas ainda não tenha plumas para regular sua temperatura, devemos continuar a dar calor até que que tenha seu corpo já bem emplumado. Mas já devemos mudar sua dieta.


Quando já estiver emplumado e podemos ver que ainda conserva alguns pelinhos amarelos, e uma cauda curta, é um filhote de aproximadamente dez ou quinze dias de vida. Nesta idade já pode controlar a temperatura durante o dia e deve estar bem abrigado e protegido de correntes de ar durante a noite.

A dieta consiste em Neston com 3 Cereais em uma papinha (pasta) misturada com água, e adicionar ração de cachorro de boa qualidade tipo “premium”, preferencialmente com sabor de arroz ou frango.

 Dê três ou quatro “seringadas” ou em pedaços pelo bico. Não se deve colocar apenas água na seringa. Como são maiores e comem mais que uma Pomba-de-bando ou de columbina picui, é recomendável usar uma seringa maior que as de insulina (as fininhas de 1 ml). As de 5 ou 10 ml são mais recomendadas.

A quantidade aproximada é de 20 a 25 mil por dia em quatro “refeições” diárias. Dependendo do tamanho do filhote, sendo as vezes irmãos da mesma idade possuem tamanhos diferentes, portanto o tamanho ou peso dependerá de sua quantidade. Na foto estão dois irmãos da mesma idade e podem ter diferenças de tamanho ou peso.



O ideal é pesai-lo e dar 10% de seu peso em três ou quatro seringadas diárias. Por exemplo, se a ave pesa 130 g, deverá tomar três seringadas de 13 ml ou quatro de 10 ml e assim conforme vá crescendo, aumente a dosagem da papinha, até que chegue a 200 g, quando será o momento que poderá colocar sementes em seu bico.

Alguns filhotes preferem ser alimentados com uma mamadeira de fácil confecção e nesse caso eles só introduzem o bico e comerão a quantidade necessária até que estejam satisfeitos.

Pode ser feita com uma garrafa PET, cuja a boca é coberta por uma bexiga e segurada com um elástico, onde se faz uma abertura e por ali introduz o bico, se aproximando com a forma que seus pais biológicos fariam. Também pode usar uma seringa de 20 ml e cortar a ponta, deixando apenas uma bexiga com uma abertura.

Sempre que a papa é preparada deve ser consumida ou armazenada na geladeira em até 24 horas, após isso deve ser descartada, ao ser retirada da geladeira, o alimento deve ser aquecido a temperatura ambiente ou levemente morna.

Após as refeições, sempre verificar o estado da ave de três em três horas, se o papo não esvaziar ou não defecar, deve ser enviada a um veterinário, pois a comida pode ter ficado 'empastada'.

Se ver que a ave digere corretamente, após aproximadamente vinte dias comece a incorporar algumas sementes de trigo, soja ou milho, deixadas de molho por água quente durante aproximadamente quatro horas. Quatro ou cinco sementes de milho são equivalentes e volume as de trigo ou soja, logo ponha as sementes no bico da ave, suavemente, veja se foram bem digeridas e ofereça de duas em duas sementes, além do Neston e do alimento balanceado, sementes deixadas de molho.


Tenha em conta que enquanto incorpora as sementes, as quantidades de Neston serão menores, porque estarão comendo mais sementes, e dê a ração em pedacinhos e misturado a papinha.

Observação: Todas as mudanças devem ser graduais e sempre observando a digestão e suas fezes.

Qualquer problema volte a dieta anterior e consulte-nos. Nesta idade já deve-se oferecer água em um potinho e certamente começará a beber sozinho, o mesmo com as sementes. É normal que cisquem mais do que comam, mas assim aprendem. Pode estimulá-los “bicando” a nós mesmo com sementes nos dedos, pois eles imitam seus pais, de qualquer forma já possuem o instinto de bicar todo objeto pequeno que veem.

Artigo escrito por Clara Correa e traduzido por Felipe Lobo.



Primeiros-Socorros em Aves


É importante destacar que esse artigo só é aplicável a pacientes que não se encontram gravemente feridos ou em estado crítico, nesses casos o melhor é manusearmos o mínimo possível (somente o necessário para ajudá-los) pois podemos piorar seu estado. Tais casos seriam em aves com claros problemas respiratórios (suspiros prolongados), impossibilidade em ficarem em pé ou em hemorragias (neste caso não tocar a ferida com as mãos sujas, e lavar vem com detergente). Se suspeitar que seja algo que possa contagiar outras aves, deixa-la separada das outras e tomar cuidados especiais de higiene, para evitar que a enfermidade possa ser transmitida.

Antes de tudo não tenha medo em manuseá-la, isso é necessário para salva-la. Sempre segure-a firme para que não escape, mas sem apertar o animal. Faça sempre movimentos suaves e se possível fale em voz baixa e com uma música de fundo tranquila, evitando movimentos bruscos.

Deve-se prestar atenção a esse ponto, para que possa manipular a ave da melhor forma possível, assegurando sua proteção de quem presta o socorro.

  • Aves de rapina: Essas aves possuem bico e forma de gancho e grandes garras, a maior parte das espécies são de grande porte.

Manipulação: Devemos ter cuidado com o bico e as garras. Geralmente emitem sons de alerta, e se põem em postura defensiva (voltam, abaixam a cabeça, olhar focado e levantam suas asas de maneira ameaçadora), não devemos nos levar por isso, pois ela está assim pelo fato de estar com medo e com muita dor. Deve-se aproximar suavemente levando escondidas nas mãos uma toalha, a esticando com uma ponta em cada mão. Fique a uma certa distância do animal por alguns minutos e de surpresa a envolva com a toalha, se possível pelas costas, mas não cubra sua cabeça.

Se possível peça ajuda a outra pessoa para cobrir suas patas com trapos ou com uma cinta de papel, para que fique imobilizada.

  • Pombas: São um grupo um grupo muito homogêneo e fácil de distinguir. Por serem animais muito dóceis, não terá dificuldade em agarra-los, mas certamente resistirão e tentarão escapar. São completamente indefesos, pois não podem machucar nem com seu bico e nem unhas.

Manipulação: Com paciência e com ânimo a agarre com firmeza, mas sem apertar com suas mãos, outra possibilidade é usar uma toalha e envolve-la. Bem! Uma vez em nossas mãos, a forma adequada em segura uma pomba é a seguinte.

Mão direita: Com o dedo indicador e maior como uma “cinta” também seguramos suas patas para imobilizá-las e com o polegar e os outros dedos envolvemos seu corpo.

Mão esquerda: Serve para apoiar melhor a outra mão no animal e para imobilizar suas asas.

Tenha em conta que só se deve fazer isso se for um adulto, ou um filhote emplumado. Caso seja um bebê, o colocamos na palma da mão, nada mais, pois podemos feri-los. Com as espécies menores é o mesmo procedimento, mas com mais atenção, pois tem maior facilidade em escapar.

  • Papagaios: São um grupo de aves muito homogêneo, pelo qual podemos distingui-los por seu bico curvo.

Manipulação: Devemos ter cuidado com o seu bico pois possui bastante força e tem uma ponta afiada com a qual pode nos ferir com facilidade. A melhor forma em agarrá-los é envolvê-los com uma toalha e com uma das mãos segurar pelo dorso e colocar o dedo indicador e maior um a cada lado da cabeça para que não possa se mover e com o resto da mão imobilizá-las e com a outra mão imobilizar as asas, isso evita que nos biquem.

  • Pardais: É uma espécie de fácil manejo, tomando o cuidado de não aperta-los, pois são muito sensíveis, e assustados, devemos evitar movimentos bruscos. É provável que seja e um adulto e queira bicar, mas impossível de nos ferir.

Feridas.

  • Ave ferida com hemorragia contínua: Se vermos hemorragia e notarmos que não cessa, devemos estancar a ferida usando um algodão com antissépticos (que é o ideal para prevenir infecções), lave bem as mãos e faça pressão na área onde o sangue esteja fluindo, pressione constantemente, mas não com muita força, em aproximadamente um minuto ou mais, caso necessário, isso detém a hemorragia. Recomenta-se o uso de Betadine (Iodopovidona) diluído em 50% com água (preferencialmente filtrada) e levar o mais rápido possível ao veterinário.

  • Ferida com casca recente, mas sem hemorragia: O correto é levar a um veterinário especialista, mas se não for possível faça o seguinte: Evite em tocar muito a ferida, si notarmos que produz mal cheiro, o ideal é lavar com sabão neutro a área e logo aplicar o antisséptico. Se não haver mal cheiro pode-se aplicar o antisséptico acima da ferida, use o Betadine (Iodopovidona) diluído em 50% com água (preferencialmente filtrada), caso não tenha esse medicamento pode-se usar água oxigenada (não tão recomendável, pois atrasa a cicatrização) e logo aplicar açúcar na zona, esta evita o excesso de umidade e com isso reduz a proliferação bacteriana. 

  • Mordidas: No caso de mordida de gatos, além do manejo citado anteriormente é indispensável adicionar outros antibióticos (consultar um veterinário de aves). A bactéria Pasterurella spp. É habitante normal da flora bucal dos felinos, mas são letais para as aves, podendo resultar na morte por septicemia aguda entre 24 a 72 horas. 

Nomearemos novamente os antissépticos a serem escolhidos: BELTADINE (Iodopovidona) é o mais efetivo, não causa dor, bom antisséptico, não retrasa a cicatrização e pode ser utilizado em feridas abertas. A água oxigenada com 10 volumes mantém inativa com os tecidos orgânicos do animal e retrasa a cicatrização (ação tóxica nas células de cicatrização) e não se pode utilizar em feridas profundas. Para manutenção da ferida podemos usar Dermomicina (sulfato de neomicina), que seca as feridas e é antibiótico.


Em nenhum caso é aconselhável entalar patas e asas feridas ou fraturadas, se o processo for feito de forma incorreta podemos conduzir a uma má reparação do membro e com isso alguma deficiência.

 Não utilizar produtos humanos se não estamos conscientes do impacto que isso pode acarretar em uma ave.

 Ave que não consegue se sustentar ou agonizando.


 Se encontrarmos um animal com impossibilidade para manter-se em pé, olhos fechados e suspirando constantemente devemos levar urgentemente a um veterinário! Caso não seja possível, verifique a temperatura da ave, está contraindicado que esteja abaixo dos 40ºC, que é sua temperatura normal. Podemos oferecer calor colocando garrafa com água quente, colocando uma toalha acima das garrafas. Outra boa opção é colocar próxima a uma lâmpada incandescente, mas com cuidado, pois o excesso de calor pode matá-la.

 Quando a temperatura estabilizar-se, ver como está o ânimo da ave, pois é errado alimenta-la em estado de debilidade, podemos acabar injetando pela falsa via, caso não possua força para vomitar, a não ser que seja mediante sonda, mas se não está capacitado, não tente isso.


 Quanto a ave estiver dando sinais de melhora, observe:

 Estado nutricional, hidratação, presença ou ausência de diarreia, vômitos, verificar a presença de secreções (narinas, pico, cloaca), anormalidades na pele ou mal cheiro. Tudo isso ajuda a determinar como prosseguir e também serve de ajuda para a análise do profissional que vamos levar o emplumado.

Contra indicações:

  • Alimentar com alimentos sólidos em aves que perderam mais de 20% do peso, ou com comida no bucho ou proventríloco.

  • Oferecer dieta líquida em aves em quase estado de coma e muito fracas.

  • Alimentar no final da tarte ou durante a noite as aves de rapina diurnas.

  • Manter a ave em locais com temperatura inferior a 21 a 26ºC.

Desidratação e debilidade.

Manutenção oral: Sais hidratantes comerciais, Gatorade (de maçã) ou a seguinte fórmula: 5g de sal de cozinha e 5g de bicarbonato de sódio, mais 15g de açúcar por litro de água destilada.


Artigo de Noelia Aranda (Estudante de veterinária de Santa Fé) e traduzido por Felipe Lobo.

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sábado, 25 de janeiro de 2014

Como cuidar de beija-flores (Resgatados)


Prepare diariamente uma mistura que substitui o néctar das flores da seguinte maneira: Colocar em um recipiente uma parte de açúcar para cada três de água (1/3) e deixe ferver por dois minutos. Essa mistura deve ser mantida fresca e trocada diariamente, para que não se formem fungos e nem bactérias que prejudicariam a ave.

Para alimentar-lo coloque a beberagem um uma seringa pequena (a de insulina), e deixe próximo a ponta do bico, enquanto despeja o líquido, deixe em seu rosto na cabeça, pois eles sempre se alimentam em vôo e isso faz com que aprendam em seguida a tomar da seringa, introduzindo sua língua comprida com que retiram o néctar (sua língua tem o dobro do comprimento do bico).

Os beija-flores tem apenas duas posições, ou pousam ou estão em vôo, por isso é recomendável colocar um ramo, um puleiro ou algo onde possa pousar. Repare que nas primeiras vezes que o ensinará a praticar vôo, eles fazem um trajeto curso e caem em qualquer lado porque não aprenderam ainda a pousar e nem coordenar seus movimentos, por isso é muito importante que preste muita atenção para que não caia ou se choque com algo.

Durante a noite não se alimentam e abaixam as pulsações consideravelmente, como se hibernassem, com o nascer do sol já começam a pedir alimento e o recomendável é que o faça dormir em locais escuros e que veja a luz quando vá alimentar-lo pela manhã. São muito delicados e requerem atenção constante e se alimentam de forma constante e em poucas quantidades.

Conforme ele vai crescendo, faça ele se acostumar com o bebedouro para beija-flores, é necessário dedicação permanente, pois eles não aguentam muito tempo sem se alimentarem, pode deixar em um pequeno viveiro todo fechado e o solte em um local seguro para que pratique voo, se habitue ao bebedouro e tenha possibilidade de caçar algum pequeno inseto.

Apesar que aprenderem a tomar no bebedouro, isso não é o suficiente, antes de dormir, pegue-o e ponha em sua caixinha, onde possa dormir bem quentinho, e em local bem escuro, apagando qualquer foco de luz que seja visível a ele. Possuem uma velocidade incrível, antes de dormir ofereça a mistura já citada em uma seringa e logo tomará tudo. 

Um tema preocupante era em relação de como incorporar as proteínas que adquirem através de insetos, por isso comece a soltar-lo aos poucos, para que possa caçar alguma mosquinha de fruta de uma casca de banana madura, por onde essas moscas costumam ficar. Há quem recomente também a adição de albuminas (proteína encontrada na clara de ovo), que pode ser adicionada como complemento.

Fonte: http://pajaros-caidos.blogspot.com.ar/2013/01/colibri.html (Acessado em 25/01/2013 às 23:00). Artigo de Clara Correa e traduzido e adaptado por Felipe Lobo.