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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

ALERTA! Larvas que devoram filhotes


Com as mudanças climáticas típicas do verão vemos cada vez mais casos de filhotes afetados por larvas, este não se trata do verme típico da bicheira que invade as feridas. Trata-se de uma mosca tropical que afeta filhotes saudáveis, sendo que esta deposita seus ovos no ninho e logo após invadem a pele dos filhotes; alimentando-se de seu sangue (parasita hematófago).

O filhote está anêmico, debilitado, hipotérmico, com baixo crescimento e pouca energia. Sem ajuda humana esse filhote não sobreviverá. 

Muitas vezes os pássaros afetados caem do ninho, sendo que um único filhote pode ter trinta vermes ou mais!


Se encontrar filhotes com ‘verrugas’ na pele, deve-se suspeitar que se tratam de parasitas; estes devem ser removidos com cuidado e o filhote seguirá sua vida normalmente.

Consulte um veterinário e não se esqueça, a vida dele está em suas mãos.
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O que deve ser feito, é procurar em todo o seu corpo bolhas ou ferimentos que possam ser larvas. Para tal precisa também de iodopolvidona e uma pinça (ambos podem ser encontrados nas farmácias), em cada uma das ‘verrugas’ ponha um pouco do iodo e se houver um verme; ele se sentirá irritado e irá sair. 

Quando o parasita começar a sair, pegue a pinça e tire a larva do corpo da ave puxando firmemente, mas não de forma brusca e assim sairá o verme. Remova com cautela, para que o corpo da larva não se rompa.


É importante procurar em todo o corpo do pássaro, repita o processo à noite, de manhã e durante a tarde; para ser certificar se não há alguma larva menor que não tenha visto anteriormente. Limpe as feridas com o iodopolvidona por pelo menos duas vezes por dia, até que cicatrize por completo.


Tenha cuidado, pois acima da cauda está a glândula uropigeal, que à primeira vista parece ser um verme; mas não machuque essa área. Pode por iodo para garantir que não há nenhum parasita ali, mas preste atenção para não machucar essa região com a pinça.


Escrito por Noelia Martinez e Florencia Nicolini.

sábado, 23 de agosto de 2014

Evolução de filhote de pássaro resgatado e sua devolução à natureza

Recentemente um veterinário postou no Imgur uma história digna de um post por aqui.

Ao caminhar para ir ao trabalho ele se deparou com um filhote de passarinho no chão, procurou o ninho para coloca-lo de volta e nada, então decidiu levar a pequena ave para casa e cuidar dela até que estivesse apta para voltar a natureza. É importante dizer que se um dia você encontrar um pássaro recém nascido fora do ninho, deve-se colocar ele de volta sempre usando luvas ou um pano, porque há um mito de que o cheiro humano no filhote faz com que os pais os rejeite. Devo salientar também que a reabilitação de animais selvagens só pode ser realizada por quem entende, já que são inúmeros cuidados que nós, pessoas comuns, não sabemos dar.


Agora então vou contar a história que tinha tudo pra dar errado, mas que no final vai te colocar um sorriso no rosto. O veterinário fez uma espécie de diário contando toda a evolução do passarinho dia a dia. Acompanhe:


Dia 1 – Essa foto foi tirada logo quando o encontraram, tanto que ele estava com algumas casquinhas do ovo e membranas secas. Estava muito claro de que ele havia acabado de nascer.


Dia 2 – Pássaros bebês geralmente são todos esquisitinhos, né? Mantiveram a ave em uma incubadora, controlando cuidadosamente a umidade e temperatura. Decidiram que era uma fêmea, (apesar de ser extremamente difícil de saber o sexo) e colocaram o nome de “Dumpling”. Todos os filhotes são parecidos, então para saber  a espécie era preciso esperar as penas crescerem.


Dia 3 – Pássaros bebês comem muito! A alimentaram com grilos, larvas de farinha, minhocas, insetos e também com uma fórmula líquida para pintinhos disponível no mercado. Ela era alimentada a cada 30 minutos durante 14 horas, simulando o que teria se estivesse na natureza. Imagine o que isso significa! Esse era apenas um filhote, agora pensem que a maioria dos passarinhos tem ninhadas de 2-5 filhotes. A quantidade de insetos que os pais precisam pegar para alimentar seus filhotes (e eles próprios) é enorme. Assim como os pais passarinhos não alimentam seus filhotes durante a noite, o pessoal que cuidou de Dumpling também não o fez. Isso é o oposto de muitos bebês mamíferos que precisam ser alimentados regularmente.


Dia 4 – É incrível ver o desenvolvimento das penas das asas em apenas alguns dias. Além disso, ela tinha um moicano fino engraçado nas penas. No dia 4 ela começou a gritar para ser alimentada a cada 30-45 minutos. Uma nota interessante: vejam como os instintos são fascinantes. Mesmo com a falta de coordenação e os olhos ainda fechados, ela sabia o suficiente para fazer xixi em um canto do ninho e cocô do outro lado, para não sujar o lugar que ela iria dormir.


Dia 5 – No dia 5, Dumpling foi capaz de sentar com mais estabilidade. Observem as mudanças nas penas em mais 24 horas! Agora ela está começando a parecer um pássaro. Hoje seus olhos começaram a abrir.


Dia 6 – Aqui está uma bela foto que mostra o desenvolvimento contínuo das asas e penas. Percebam que elas estão envoltas em uma “bainha cornificada”. Assim que as penas chegarem ao tamanho final, essa bainha vai se desintegrar fazendo com que o passarinho consiga abrir totalmente as asas.


Dia 7 – Durante a noite as bainhas das penas caíram e – tcharã – eis um pássaro! Reparem que ela tem um dedo lateral dobrado na perna esquerda, mas não tem muito o que ser feito sobre isso em um pássaro desse porte. A pequena dificuldade não irá atrasa-la, de qualquer modo.


Dia 8 – "ME ALIMENTE, HUMANO". Nesse estágio ela já está comendo três grandes grilos + minhocas a cada horário de alimentação.


Dia 9 – A essa altura os cuidadores já pararam de usar a incubadora, já que agora seu corpo está cheio de penas e sua temperatura corporal pode ser regulada por conta própria. Os tufinhos de pelos na cabeça e a expressão de mal-humorada dos pássaros filhotes são hilárias.


Dia 10 – Os cuidadores a colocaram em uma gaiola convencional, o que lhe deu mais lugares para explorar.


Dia 11 – Hoje ela foi capaz de pousar oficialmente pela primeira vez! Definitivamente um grande passo na direção certa . Como ela ainda não tem uma cauda formada, o equilíbrio ainda não é aquelas coisas, mas a força nos pés ajudou a manter-se firme no poleiro.


Dia 12 – Seus cuidadores dizem que ela era um pássaro muito doce, que adorava ficar empoleirada na mão, desde o início. Ao fundo da foto vocês podem ver que brotaram algumas sementes de milho e a partir daí introduziram na alimentação dela para já se familiarizar com a variedade enorme de alimentos que terá na natureza. Nesse ponto os cuidadores já a estavam alimentando a cada 2 horas, além de esconderem minhocas entre as forragens na gaiola.


Dia 13 – Quase duas semanas de incubação e agora ela está conseguindo se empoleirar muito bem. Percebam a diferença na sua força e equilíbrio comparado ao dia 11. Suas pernas estão mais eretas, mostrando uma postura ótima durante o pouso.


Dia 14 – Ela está começando a parecer mais madura. O bebê de 14 dias atrás agora está se transformando em uma bela ave.


Dia 17 – Aqui está ela em uma gaiola maior. Os criadores colocaram ramos de plantas recém cortados para que ela entenda a variedade de opções de folhas e galhos que tem na natureza e ir se familiarizando. Nesse dia ela estava pulando e voando ao redor da gaiola como uma profissional. Nota para as pessoas que possuem aves de estimação: é muito importante ter uma variedade de poleiros. Os melhores são ramos de árvores não-tóxicas. Isso é ótimo para a saúde do seu animal de estimação.



Dia 22 – Os cuidadores começaram a colocar a gaiola no deck para ela ter contato com vento, sol e outras condições climáticas. Outras aves apareceram para comer e isso foi ótimo para interação e saber que existem outros iguais a ela.


Dia 23 – Essa é uma das imagens preferidas da pessoa que postou essa história no Imgur, e a minha também. Dá para ver as penas maravilhosas dela! A essa altura já conseguimos identificar a espécie: um pardal de coroa branca.


Dia 25 – Foto de outro ângulo dela, onde dá para ver a padronização das penas, perfeitas para a camuflagem entre as árvores.



Dia 27 – A essa altura ela não queria mais comer grilos e sua dieta era à base de sementes e minhocas. Ela também estava comendo sozinha, na verdade ela não queria mais ser alimentada pelos cuidadores, o que era um bom sinal.


Dia 29 – Ela adorava os ramos nossos que os cuidadores colocavam. Uma grande parte da sua alimentação na natureza são botões das árvores, então quando solta ela já sabia mais ou menos o que procurar.


Dia 33 – Nesse ponto ela já estava totalmente pronta para ir embora, mas na região houveram dias de tempestades. As pessoas que a salvaram decidiram então esperar mais uns dias para que ela tivesse mais chances.


Dia 36, o dia – Após tempestades na noite anterior, dia 36 amanheceu muito lindo. Confiante de que o tempo ia ser bom por vários dias e que a chuva recente lhe daria muita água e oportunidades de alimento, decidiram que esse seria o dia perfeito para coloca-la na natureza! O local escolhido foi a 1km de onde ela foi encontrada, pensando que na região haveriam outros da mesma espécie.


Tchau, Dumpling! – Ao abrirem a porta da gaiola, ela recuou. Depois de alguns minutos pulou para fora e voou diretamente para uma árvore. Ela não ficou assustada em nenhum momento. Imediatamente começou a explorar os ramos, bicando os brotos das árvores e pulando de galho em galho como um pássaro selvagem. Em pouco tempo a perderam de vista!


Fonte: http://www.oversodoinverso.com/evolucao-de-filhote-de-passaro-resgatado-e-sua-devolucao-a-natureza/ (Acessado em 23/08/2014 as 14:00).

domingo, 13 de julho de 2014

Alimentando um Anu-branco (Guira guira)




Alimentação muito variada, seu principal alimento são os insetos, no campo procuram por lagostas, rãs, cobras, lagartas e qualquer outro animal pequeno que esteja em seu alcance.

Dar a seguinte mistura a cada duas ou três horas:

3/4 de ração, preferencialmente a de gato com qualidade “premium”.
1/4 de maçã ralada.
1/4 de Neston.

Preparar sempre com água, JAMAIS com leite e a comida deve estar sempre fresca, como se fosse para um bebê ou se estivesse na natureza, nunca fria.

A cada três dias dar 1/4 de gema e clara de ovo (cozido).

O ideal é conseguir alimento (ração) pronta para aves insectívoras, ou ração para pintinhos.

Complemente com pequenos pedaços de carne branca e um pouco de vermelha, nunca dê somente a vermelha, pois podem descalcificar-se.

Veja se digere e defeca bem, e as fezes não devem ter diarreia ou de cor esverdeada.

A noite não comem, a essa hora já dormem, elas se alimentam desde o nascer até o pôr do Sol.



Foto 1: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=613565448750274&set=o.117078668375229&type=1&theater (Acessado em 13/07/2014 as 13:00)

Foto 2: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anu-branco#mediaviewer/Ficheiro:Guira_guira.jpg (Acessado em 13/07/2014 as 13:00)

Artigo de Mariel Kaju e traduzido por Felipe Lobo.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Quando o Filhote já pode se alimentar sozinho?

Quando os filhotes aprender a comer sozinhos, bicam muitas sementes, mas comem poucas delas. Essa pequena quantidade não é suficiente para cobrir suas necessidades nutricionais diárias,

  • Para ajudá-los a cobrir suas necessidades nutricionais diárias em caso que de veja que este não come o suficiente, continue dando o alimento balanceado para eles, como já explicado em outras publicações.

  • A quantidade de alimento a ser dada varia de acordo com a necessidade de cada filhote, mas poderíamos começar a dar de manhã, tarde e noite, duas vezes ao dia. Ou seja, duas vezes ao dia, só que não deve encher tanto o bucho como antes, assim deixe que ele coma suas sementes.

  • Para estimular que ele beba água sozinho deve deixar disponível somente eu seu bebedouro, pode também espalhar algumas sementes por perto do bebedouro, ou sobre a água, afim de chamar sua atenção e que assim prove a água.

  • Se o vê comendo bem, mas ainda não bebe água, tente dar a mistura de Nestom e ração de cachorro “premium” como indicado, mas bem mais líquido que o ensinado, essa mistura o hidratará como se tomasse água sozinho, já que a água está na mistura. Pode oferece-la de manhã e pela noite, ou seja, duas vezes por dia.

Siga esses passos por tempo indeterminado, até que esteja completamente seguro que ele esteja habituado e que esteja com o bucho cheio de sementes e toma água suficiente. Assim confirmará que já come só e em quantidade adequada, uma vez que seu material fecal já tenha forma.

Artigo de Clara Correa e traduzido por Felipe Lobo.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Dieta de Quero-quero



[1]
 
 É uma ave nidífuga, ou seja, que ao nascer já caminham, tem os olhos abertos e sabem comer sozinhos, mas precisam dos pais para se protegerem, e para os ajudarem a encontrar alimento. Ao anoitecer dormem sob as asas de seus pais, para se manterem aquecidos.

Os quero-queros são aves insectívoras, se alimentando de pequenos insetos terrestres, passando a maios parte do tempo a procurá-las sobre as folhagens e também ciscam a terra para encontrar lombrigas e pegá-las com o bico.

Importante: Os quero-queros são excelentes pais e protegem com afinco suas crias e as atacam ferozmente caso tente pegá-los ou assusta-los. Jamais abandonariam seus filhos. É comum que tentem enganar possíveis predadores (como os humanos) voando em círculos longe do lugar de onde estão seus filhotes.

Por isso se vermos um quero-quero em seu ambiente natural (pastos) não devemos agarra-los, sem querer poderíamos estar “roubando” o filhote e não o resgatando. Somente intervenha se notar que ele está perdido ou sob risco de vida (no meio de uma rodovia ou rua, por exemplo), ferido ou se tivermos certeza de que seus pais não estão ou ao fugir de algum animal acabou se separando de seus pais. Em nenhuma outra circunstância devemos tirar um animal silvestre do seu âmbito natural.


[2]

  • Filhotes de até 10 dias:
Deve alimentar com ração para pintinhos, carne magra picada (acrescentar cálcio), folhas de alface ou “verdes” bem picadas e tenébrios e Neston misturado com água, jamais oferecer leite.

Se não bicarem como se deve, tente “ensinar” com os dedos, pois eles imitam seus pais.

Ele deve beber água sozinho num pote e nunca forçar a comer e nem alimentá-lo, via seringa, eles comem e bebem SOZINHOS, os padres não pões a comida no bico como as outras aves.

Ofereça cálcio em pó, uma opção é cozinhar um ovo por 40 minutos e a casca amolecida pode ser adicionada a carne e a ração.

Observação: Não suportam o frio, mantenha-los aquecidos.

  • Filhotes emplumados e com mais de 10 dias: 
Se vermos que eles comem e digerem em, comecemos a incorporar tenébrios ou outros tipos de insetos que podem ser encontradas no Mercado Livre ou em lojas de mascotes que vendem produtos especializados para aves.

Ofereça cerca de quatro a seis insetos por dia, podendo ser dado também insetos secos ou Ensure Plus (sabor baunilha).

O ideal é que estejam sempre sob supervisão, que o possa soltar num jardim e acompanhar-lo para que procure seu alimento, e assim reconhece o seu habitat e podemos preparar sua posterior liberação.

Ou fazer um curral, aonde possa estar seguro do ataque de predadores (gatos, aves de rapina e etc.) e que ali permaneça sobre o pasto e tenha condições de encontrar seu alimento e que seja posto em local aquecido ao anoitecer.

Eles comem o que for necessário, e sempre deve ser deixada comida e água fresca a disposição.

Para um Quero-quero adulto também pode adicionar sua alimentação com ração de gato ou cão premium, etc. Se encontrar um espécime adulto o ideal é encaminhar-lo para um veterinário especialista em aves, para que possa observar e dar um diagnóstico geral.

Artigo de Clara Correa e traduzido por Felipe Lobo.


[1] "Pai de quero-quero protegendo seu ninho". Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Quero-Quero.Southern_Lapwing.Teru-Teru.Vanellus_Chilensis.JPG (Acessado em 17/06/2014 as 18:00).

[2] "Filhote de Quero-quero". Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Vanellus_chilensis_chick.jpg (Acessado em 17/06/2014 as 18:00)