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sábado, 23 de janeiro de 2016

Milhões de aves morrem em colisão com janelas todos os anos


Fátima Chuecco/Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

“As janelas, vidraças, painéis de vidro e as gigantescas fachadas espelhadas em edifícios são praticamente invisíveis para as aves que evoluíram para enxergar as cores de uma forma completamente diferente da nossa”, diz o pesquisador e fundador do Instituto Passarinhar, Sandro Von Matter, que coordena o Programa de Monitoramento de Colisões de Aves em Janelas (PNMCAJ). O objetivo é mapear e quantificar a mortalidade de aves por impacto em janelas no Brasil, investigar o fenômeno e propor soluções para o problema à gestores públicos, empreendedores e cidadãos comuns.

Segundo Von Matter, somente nos Estados Unidos, cerca de 900 milhões de aves morrem anualmente vítimas de colisões em estruturas de vidro e no Brasil este número pode ser ainda maior: “Ao se deparar com painéis ou janelas de vidro transparente as aves são incapazes de detectar o obstáculo à sua frente. Já no caso de vidros espelhados, é impossível para elas distinguir a diferença entre o que é real e o que é uma imagem refletida”. Para ilustrar este fenômeno, o pesquisador postou em vídeo em seu blog onde uma ave busca a segurança das árvores sem perceber que se trata de um reflexo.

Segundo um estudo feito nos EUA, os arranha-céus não são os únicos responsáveis pela morte de milhões de aves. Cerca de 56% das colisões com morte ocorre em edifícios baixos (de 4 a 11 andares de altura), 44% em residências (com 1 a 3 andares de altura) e menos de 1% em prédios com mais de 12 andares de altura. “No Brasil, são escassos estudos abordando o tema, mas qual seria o impacto sobre as populações de aves causado por colisões em janelas no país? Com base nas diferenças entre o clima e a diversidade de espécies dos dois países, é possível presumir a resposta. Qual seria a estimativa para um país como o nosso, com predominância de clima tropical e nada menos que 1919 espécies de aves, de acordo com a última análise do Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos? ”, comenta.

Von Matter diz que “possivelmente, já enfrentamos uma epidemia silenciosa de colisões de aves em janelas”. E é também possível supor que seriam, pelo menos, o dobro das colisões que ocorrem nos EUA dado o número maior de espécies que vivem em áreas urbanas brasileiras.

“Digo epidemia silenciosa porque muitas destas mortes passam despercebidas. É raro um bando de aves se chocar contra uma janela, ao mesmo tempo. O que geralmente ocorre são colisões individuais ao longo do ano. Dezenas de aves que morrem em decorrência desse tipo de colisão não são sequer encontradas porque acabam sendo devoradas por gatos, ratos ou descartadas pelo serviço público de limpeza. Em outros casos, as aves atordoadas deixam o local seriamente feridas, com lesões como hemorragia cerebral ou rompimento de órgãos internos, voando mais alguns metros e morrendo nas proximidades”, explica.

Uma análise de impacto ambiental coordenada pelo pesquisador Dr. Miguel Marini, da Universidade de Brasília (UnB) demonstrou que, ao longo de um ano, mais de cem aves de vinte espécies diferentes colidiram e vieram a óbito nas fachadas espelhadas do prédio da Procuradoria-Geral da República, em Brasília – conforme cita o pesquisador em seu blog. “No local, foram registradas mortes de pombas, beija-flores, andorinhas, uma coruja, um gavião e uma gralha, além de espécies migratórias e, algumas que só existem no Cerrado como o papagaio-galego (Alipiopsitta xanthops), extinto em São Paulo e considerado espécie ameaçada em Minas Gerais”, diz.

Von Matter assinala que é urgente e imprescindível que diretores de empresas, gestores públicos, síndicos e associações de moradores – além dos responsáveis por empreendimentos imobiliários e profissionais como engenheiros, arquitetos e paisagistas – incorporem, em seus projetos ou planos municipais, ações para prevenir ou minimizar a morte de aves por colisão.

Participe!

O pesquisador solicita que as pessoas contribuam com o Programa de Monitoramento de Colisões de Aves em Janelas relatando casos que tenham ocorrido em suas casas ou ambientes de trabalho. A participação da população é essencial para que seja possível minimizar ou por um fim a esse problema. Basta preencher um formulário e deixar um depoimento no site.

Como evitar as colisões?

É possível incorporar alguns elementos às janelas de residências e painéis de edifícios diminuindo o risco de colisão. A aplicação de fitas, filmes, tinta ou decalques do lado exterior, além da instalação de redes na frente dos vidros são algumas das soluções, já que criam barreiras visuais que permitem que as aves sejam capazes de detectar a presença de um obstáculo. Fixar ou desenhar silhuetas de aves em janelas, como as de gaviões, raramente, evitam colisões. Essas são algumas orientações de Von Matter.

“Sabemos, também que a maioria das aves é capaz de enxergar a cor ultravioleta (UV). Isso significa que podemos tornar as janelas visíveis para as aves mantendo-as ainda transparentes para os nossos olhos, já que nós não evoluímos para enxergar a luz UV. Assim, curiosamente uma das soluções pode ser pintar ou adesivar as janelas, mas com produtos que reflitam a luz UV”, diz o pesquisador.

“No entanto, nem todos as aves enxergam UV. O estudo `A vision physiological estimation of ultraviolet window marking visibility to birds`, realizado pelos pesquisadores Olle Hastad e Anders Odeen em 2014, demonstrou que gansos, patos, pombos, aves de rapina e até corvos percebem o ultravioleta apenas sob determinadas condições de luz, o que torna ineficaz o uso de tintas UV para evitar a colisão de algumas espécies, destas famílias”, complementa.

Além dessas soluções existem, segundo o pesquisador, dezenas de outras disponíveis no mercado como adesivos perfurados que tornam janelas opacas do lado de fora, mas transparentes do lado de dentro e vidros especiais com estruturas visíveis apenas para as aves. “Mas, embora a regra geral seja tornar os vidros visíveis e menos reflexivos, é extremamente recomendado – em especial para grandes projetos – que, antes de se optar pelo uso de qualquer tecnologia, um especialista da área seja consultado”.

Fonte: http://www.anda.jor.br/19/01/2016/milhoes-aves-morrem-colisao-janelas (Acessado em 23/01/2016 as 16:00).

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Filhote de pomba Avoante (Zenaida auriculata): De recém nascido até abandonar seu ninho

Registro do dia-a-dia, para poder determinar a sua idade exata e assim indicar a dieta correta para sua idade. No caso para aves resgatadas e salvas de qualquer imprevisto da natureza.












Do quinto ao décimo dia, siga essa dieta, já com seus olhos abertos. (http://assistenciadeavesurbanas.blogspot.com.br/2013/07/dieta-de-pomba.html). 

A partir do décimo dia continue a oferecer a dieta anterior, mas dando cinco sementes de trigo a cada refeição, assim começa a preparar o filhote para poder digerir as sementes.




Como primeira medida logo aos quinze dias ou mais de vida, deixe um potinho com sementes, para ver se já come sozinho. Como confirmamos se já some sozinho? Se faz cocô sólido, NÃO AGUADA, nem diarrética, nem só branco ou verde, deve ser mais consistênte. A partir do décimo-quinto dia devem começar a ingerir sementes, assim não atrofia sua digestão, já que deve se acostumar a processar as sementes.

Fonte: http://pajaros-caidos.blogspot.com.ar/2013/07/pichon-de-paloma-torcaza-zenaida.html (Acessado em 03/01//2014 as 21:00). Artigo de Clara Correa e traduzido por Felipe Lobo.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Mitos sobre Pombos

Então, se formos falar das doenças “supostamente” transmitidas pelos pombos ou aves, seremos obrigados a expor ao ridículo os medos e os preconceitos referentes aos pombos. Pois, de tudo o que são acusados, ou é MITO ou PURO PRECONCEITO por falta de informações corretas. A saber:

A) “DOENÇA DO POMBO” não existe; 

B) “TOXOPLASMOSE ADQUIRIDA DIRETAMENTE DO POMBO” é impossível de acontecer, já que o parasita no pombo não desenvolve o ciclo vital e reprodutivo, condição indispensável para se tornar infeccioso ao ser humano. E, além disso, sabe-se que a principal causa da toxoplasmose é a ingestão de verduras mal lavadas e carnes contaminadas mal passadas. Infelizmente, você não vai saber se estão ou não contaminadas, pois a aparência não modifica; 

C) “Salmonelose” é uma bactéria encontrada até num ovo de galinha, que você pode estar comendo sem saber, e, é praticamente sinônimo de comida estragada; 

D) “Tuberculose aviária” difere-se da tuberculose humana e bovina. Comum a todas as aves, sua bactéria pode ser encontrada no solo, na serragem, nas ostras, nas minhocas e até no leite fresco. Embora o homem seja bastante resistente ao bacilo, suas principais fontes de contágio são a carne mal cozida e leite mal fervido; 

E) Os “Piolhos de pombo” são ácaros encontrados também em outras aves silvestres, específico das penas, mesmo que “eventualmente” passem para as pessoas que toquem em aves infectadas, não sobrevivem mais que algumas horas, ou seja, morrem de fome!!! Faltam penas ao homem para que possam alimentar os piolhos; 

F) “Histoplasmose e a criptococose” são doenças transmitidas por fungos que se desenvolvem em dejetos, são originários também das fezes humanas, de outros animais, do solo orgânico e até de frutas podres. Esses fungos, não resistem ao sol e às altas temperaturas do nosso clima. As condições ideais para seu desenvolvimento são os ambientes fechados e com grande acúmulo de matéria orgânica. 

Fátima Borges Pereira – Artista Plástica, Poetisa, Professora de Teatro Infantil e Português.



Trecho da entrevista da Dra Rossana Totino: "...En la Plaza San Marcos, en Venecia, hay mas de 100.000 palomas. Los turistas se sacan fotos con ellas. Uno se para en la plaza, abre los brazos y enseguida se llenan de palomas. En este lugar hay edificios públicos, históricos, verdaderas bellezas hechas con venecitas de oro que, obviamente, las palomas deterioran. 

Y, sin embargo, nadie las caza, ni las ataca, ni las quiere sacar. No hay ningún dato sobre algún turista que se haya enfermado de histoplasmosis por haber estado en Venecia ni hay habitantes de Venecia que se hayan enfermado de histoplasmosis..."

Trecho da entrevista da Dra Rossana Totino: "... Y las palomas y los gatos son los animales que la gente elige para ser parte de su familia en Italia. Son animales comunitarios ya que el gobierno las protege porque las dos primeras palomas fueron llevadas a Venecia por los duques y, desde ese momento, representan a esa ciudad. Y no hay gente que se enferma por compartir su ciudad con las palomas..."