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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Calopsita


A calopsita (português brasileiro) ou caturra (português europeu) (Nymphicus hollandicus) é uma ave que pertence à ordem Psittaciformes e à família Cacatuidae. Natural da Austrália, a espécie foi descrita pela primeira vez em 1792.

A calopsita é o único membro do gênero Nymphicus. Ele já foi considerado um papagaio de crista ou pequena cacatua; no entanto, os estudos moleculares mais recentes têm atribuído a sua própria subfamília cacatua único Nymphicinae. É portanto, agora classificado como o menor membro da família Cacatuidae. Calopsitas são nativas da Austrália.

História

Em 1838 um ornitólogo inglês, John Gould, viajou para a Austrália com o objetivo de estudar a fauna e realizar desenhos de aves. Ele foi o responsável pela fama mundial das calopsitas pois ele foi o primeiro especialista a levar calopsitas para fora da Austrália. Em 1884, a fama das calopsitas cresceu, porém foi em 1950 que a popularidade aumentou de forma bastante considerável por causa do arlequim, calopsita surgida através da primeira mutação de cor.

Características

As calopsitas são aves geralmente dóceis que podem ser conservadas como animal de estimação. São bastante ativas e emitem gritos, assobiam e muitas chegam até a imitar sons que ouvem com frequência (ex.: seu nome, ou alguma outra palavra que ouve constantemente). Geralmente apenas os machos conseguem falar ou cantar, há algumas exceções em que fêmeas cantam.

A plumagem pode variar de cor de acordo com as mutações, a maioria, com exceção das "Cara Branca" e "Prata", tendo em cada face, uma pinta laranja na área dos ouvidos. A crista no topo da cabeça também varia de cor e tem o comprimento médio de 30 cm.

São aves resistentes e suportam bem o clima, desde que convenientemente abrigadas contra ventos e frio extremos. Com uma alimentação balanceada e o cuidado adequado, podem viver até 25 anos. A alimentação é uma das questões mais importantes para o bem estar da ave e deve ser pensada tendo em conta o espaço que a ave tem para fazer exercício e em função do clima. Exceto por algumas restrições, tais como abacate, alface, tomate e caroços (de frutas) em geral, frutas e legumes podem entrar na dieta das aves, porém devem ser oferecidos com moderação, pois em exagero podem causar diarreia ou obesidade, verduras verde escuras são altamente indicadas e podem ser oferecidas constantemente.

Para aves que não tenham possibilidade de fazerem exercícios deve se evitar incluir na dieta alimentos com alto teor em gordura como a semente de girassol. Para este animal poder ingerir semente de girassol ou semente de linhaça, por exemplo, ele precisaria voar muitos quilômetros para gastar a energia contida.

Atualmente pode ser notado o crescimento da ave como animal de estimação, por sua característica carinhosa, mas deve-se haver a preocupação contínua com o cuidado da mesma, principalmente quando vivem soltas, já que, infelizmente, ainda não há um número expressivo de profissionais para cuidados da espécie.

Com este crescimento é possível perceber o aumento de PetShops que disponibilizam, ainda que em número pequeno, "playgrounds", brinquedinhos e outros utensílios para distrair a ave.

Representação

A calopsita tem a crista que expressa o seu estado emocional, ela pode ficar ereta quando a ave está assustada ou animada, levemente deitada em seu estado neutro ou relaxado, e rente a cabeça quando o animal está com raiva ou defensiva. A crista também é plana, mas se arrepia para fora na parte de trás quando a ave está tentando parecer atraente ou sedutora. Em contraste com a maioria das aves da família Cacatuidae que tem as penas da cauda com cerca de 30 cm a 33 cm, as calopsitas tem longas penas na cauda, chegando a aproximadamente metade do seu comprimento total, varia entre 30 cm a 60 cm de comprimento.

Distribuição e Habitat

Calopsitas são nativas da Austrália, e são encontradas em grande áreas de clima árido ou semi-árido do país, sempre próximas à água. Em grande parte nômade, a espécie se move para onde tenha comida e água está disponível. Elas são tipicamente vistas em pares ou em pequenos bandos. Às vezes, centenas se reúnem em torno de um único tal corpo de água. Para espanto de muitos agricultores, que muitas vezes comer culturas cultivadas. Elas estão ausentes do sudoeste mais fértil e cantos sudeste mais profundos da Austrália Ocidental desertos, e Península do Cabo York. Elas são as únicas aves da família Cacatuidae que podem se reproduzir após seu primeiro ano de vida.

O dimorfismo sexual

No "cinza-selvagem" ou "tipo-selvagem" plumagem da calopsita é principalmente cinza com flashes brancos proeminentes nas bordas exteriores de cada asa. O rosto do macho geralmente é amarelo ou branco, enquanto a face da fêmea é principalmente cinza ou cinza claro, e ambos os sexos possuem uma área de laranja nas áreas dos ouvido, muitas vezes referida como "bochechas-cheddar". Esta coloração é geralmente laranja vibrante em machos adultos, e muitas vezes mais clara em fêmeas. O sexamento visual é muitas vezes possível com esta mutação da ave.

A maioria das calopsita, todavia, apenas pode ter o sexo identificado com segurança através do exame de DNA.

Reprodução

A reprodução poderá ser feita a partir de 12 meses e durante todo o ano, mas é aconselhável tirar apenas duas ou três ninhadas por ano para evitar a exaustão das aves. Uma postura tem geralmente de quatro a sete ovos com incubação de 17 a 22 dias. Os filhotes podem ser separados dos pais com oito semanas de vida.

De acordo com experiências mais atuais, constatou-se que em sua primeira postura, a fêmea acasalando com um macho de idade inferior a 12 meses, produziu quantidade inferior a 4 ovos.

O ninho pode ser horizontal ou vertical, mas geralmente são utilizados ninhos verticais de 30 cm de altura. O fundo do ninho deve ser coberto com turfa ou aparas de madeira. Ambos os sexos chocam, os machos principalmente de dia e as fêmeas de noite.

Na natureza, costuma se reproduzir nas épocas de chuvas, até porque os alimentos aparecem mais fartamente, em cativeiro a reprodução deve ser preferencialmente feita, na primavera e/ou verão. Na floresta essa ave geralmente procura um eucalipto que esteja próximo à água e faz seu ninho em algum buraco já existente na árvore.

Expectativa de vida

A expectativa de vida da calopsita em cativeiro é em torno de 16-25 anos, embora às vezes é dado tão curto quanto 10-15 anos, e há relatos de calopsita que vivem até 32 anos, a mais velha espécime relatada tem 36 anos de idade. Dieta e exercício são os principais fatores determinantes na vida da calopsita.

Mutações

No cativeiro foram surgindo mutações de cores variadas, algumas bastante diferentes das observadas na natureza. A partir de 1949 a espécie começou-se a difundir pelo mundo, com a criação do "silvestre", e em seguida "arlequim" mutação desenvolvida na Califórnia, nos Estados Unidos.

Existem muitas mutações de calopsitas com cores variadas, são elas: Silvestre, Arlequim, Lutino, Canela, Opalina (Pérola), Cara Branca, Prata, Lutina, Albino (há um padrão albino e não apenas mutações genéticas), Pastel, Prata-recessivo e Prata-dominante.

Brasil

No Brasil, os primeiros exemplares importados de Calopsita desembarcaram no Brasil a partir de 1970 e hoje já existem muitos criadores, o que os tornam relativamente populares e baratos. O governo Australiano instituiu uma grande proibição sobre a exportação desses pássaros em 1994, portanto, todas as caturras vendidas no Brasil devem ser criadas em cativeiro.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Nymphicus_hollandicus (Acessado em 08/01/2016 a 05:00).

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Liberacão de AVES que foram criadas por Humanos


Por Clara Correa, Quarta, 22 de fevereiro de 2012 às 12:34.
Tradução e Adaptação: Felipe Lobo.

DOCUMENTO DE LIBERAÇÃO: 

São muitos os fatores que devemos considerar na hora de liberar aves que foram criadas com pessoas:
1. Que saiba comer sozinha e procurar por seu próprio alimento, para isso deve ser treinada, (não comer em potinhos, e sim o alimento encontrado no chão). Por exemplo: que coma sozinha no chão e tome água numa poça.

2. Que treine seu VOO, no mínimo uma ou duas semanas antes de ser liberado, (deve treinar em local fechado e amplo) onde não saia voando em disparada na primeira tentativa! Seria importante nesse passo possa ter alguma interação com outras aves de sua espécie. Pode deixar numa gaiola aberta as intempéries, para que sinta o frio, a chuva e os ventos.

3. NÃO deve ser manso! Deve ser astuto e rápido, para que possa escapar de predadores. As aves em liberdade competem constantemente com outras aves, devem ser rápidas. É importante que não toque muito nela, para que não se amansem e não fique em permanente contato com humanos.

4. Certamente deve encontrar-se em perfeito estado de saúde!

5. EM LIBERDADE deixe em zonas com a menor quantidade de perigos possível.

Deixo um documento extenso, mas SUPER IMPORTANTE para elas: 

Há vários fatores em conta, na hora de pensar em liberar uma ave que foi alimentada por HUMANOS desde filhote ao invés de seus pais.

SITUAÇÃO da ave: Cada um de vocês devem responder a si mesmo o estado que se encontra a ave que está pensando em liberar, para logo fazer o processo de liberação, se isso é possível, PRESTANDO MUITA ATENÇÃO aos níveis de ‘silvestrismo’ em que se encontra a ave. Nos responda as seguintes perguntas:

- É selvagem?
- É atenta?
- É arisca? 
- É ágil?
- ESTÁ em bom estado físico?
- ESTÁ em bom estado de saúde?
- Vem até nós?
- Come em um comedouro?
- Toma água em um pote?
- Está em uma gaiola?

O PROCESSO DE LIBERAÇÃO DEVE LEVAR EM CONTA:

 - Distância (relativa, já que qualquer mudança brusca pode deixar a ave estressada, na qual logo não se recuperará)

- Possa buscar por seu alimento sozinha somente na parte debaixo do local, como por exemplo; na cozinha, banheiro, área de serviço, um armário hermeticamente fechado.

- Procurar um logar onde possa ficar sozinha e independente de nós, e que a ave busque sozinha por seu alimento, sem que seja necessário darmos em um prato. Água em uma vasilha num lugar amplo.

 - INDISPENSÁVEL A PRÁTICA DE VOO, rápido, alerta e atento observador.


Imagine que que possa fugir de predadores, deve ser rápida em seu vôo para subir, abaixar e planar, deve ser rápido para encontrar comida, e saber onde encontrar alimento e água. Além disso deve saber se refugiar de balas (atiradores), estilingues e de crianças que os caçam, etc.

 - ONDE?

O ideal é em um lugar onde possam encontrar exemplares iguais e que tenha comida em abundância e água para ser encontrada com facilidade.

 - QUANDO?

Nunca em épocas chuvosas ou ventanias, etc. Já que isso somado ao estresse que sofrem ao libera-los o debilitará muito. NUNCA EM ÉPOCA DE FESTAS ONDE O USO DE FOGOS DE ARTIFÍCIO É CONSTANTE, esta resulta em alto grau de estresse para todos os animais, e em especial as aves, que levantam voos em disparada, pelo medo que possuem e voam as cegas (quase sempre as explosões acontecem durante a noite) e as aves diurnas não conseguem ver e podem chocar-se em algo que resulte em lesões graves ou morrem. 

Tenha em conta que a ave já está estressada e lutando por sua sobrevivência em liberdade.

O ideal é que logo no começo da manhã já bem alimentado e dessa forma terá muitas horas para reconhecer o território, encontrar seu lugar, encontrar comida, água, etc. Sabemos que aves diurnas não podem voar a noite, porque simplesmente não veem.

Atualmente em meio problemática ambiental em que vemos em relação a fauna, que inclui a caça discriminada, o tráfico ilegal de espécies silvestres (onde também o IBAMA faz a “lavagem” de animais apreendidos como nascidos em cativeiro e desviado para criadores comerciais) e em perigo de extinção, devemos ter também em conta esse fator na hora da liberação.

INCLUÍMOS UM TEXTO DESCRITIVO QUE NOS VALE DE REFERÊNCIA

O processo de liberação depende do tempo que a ave esteve em cativeiro, quanto maior esse tempo, maior será o prazo necessário para que o pássaro adapte-se novamente ao seu habitat.

Mas quando é um caso de uma ave que vive desde que nasceu numa gaiola, a adaptação a natureza é muito mais difícil, ou até impossível, já que adquiriu hábitos de vida no qual será difícil se desprender.

Leve em consideração que uma ave em cativeiro sempre teve quase todas as facilidades necessárias para viver, como água, abrigo, lugar para aninhar-se, etc. O que faz que a ave se torne incapaz para sobreviver de forma independente.

Quando essas aves são liberadas ou lançadas ao meio ambiente sem ter em conta o seu estado, morrem rapidamente e as causas podem ser várias:

- Incapacidade para buscar alimento e consequentemente morrem de fome.

- Rejeição de outras aves de sua espécie, que graças ao seu instinto natural, as identificam como intrusa e impede que se aproxime ou se relacione com outras aves.

- O mais comum é que não conhece os perigos que podem encontrar e facilmente caem diante de predadores.

Por isso recomenda-se levar as aves a entidades ambientais (sérias e mesmo assim depende da espécie) para que ali se realize o devido processo antes de sua liberação, onde consiste em adaptar aos poucos essas espécies em seu meio natural.

 Fonte: http://www.avesyturismo.com/liberacion-de-aves.html (Acessado em 03/01/2013 as 20:50).

Como nessas regiões não conhecemos ENTIDADES AMBIENTAIS, isso terá que ser feito por nós, que realizaremos o processo de liberação.

Após ter lido esse relatório, lembre-se se está claro e se possui alguma dúvida.

Boa Sorte!

domingo, 5 de janeiro de 2014

Cuidando de Papagaios, Periquitos, Louros e outros Psitacídeos

O que a dou de comer?

Nas primeiras etapas da vida, o ideal é conseguir, pasta de bucho para LOURO, pois contém todos os nutrientes necessários e nas proporções necessárias, incluindo probióticos e enzimas digestivas que evitam que o alimento “endureça” ou “fermente”, já que não estão sendo alimentadas por seus pais.

A Alcon disponibiliza alimentos prontos para esse tipo de ave, que é vendida em qualquer loja de animais. http://www.alconpet.com.br/produtos/categoria/aves/todos

Depois de emplumados, O QUE DEVEM COMER?

- Neston 3 cereais (preparado com água e NUNCA COM LEITE), com um pouco de alimento balanceado.

Ou:

- ¼ de gema de ovo cozida e fruta ralada (maçã ou pêra). Evite cítricos e banana.
- Caso possível pode dar também polenta cozida.

A papinha de ver dada morna (NÃO QUENTE) e nunca fria da geladeira e preparar cada vez que for alimentar-la e muito cuidado ao esquentar no microondas, considerando que deve esperar esfriar e não dar logo ao tirar do aparelho. É comum que por erro acabam-se fazendo queimaduras em seu bucho (estômago), por não serem tomadas as devidas precauções.

O desmame é após os dois ou três meses após começar a oferecer alimento para que coma sozinha (frutas, verduras, algumas sementes, e etc).

Adultas:

É uma espécie principalmente granivora, e na natureza e alimenta de sementes de plantas tanto silvestres quanto cultivadas.

Comem sementes variadas, dando poucas oleosas, como as de girassol, pois possuem muita gordura e nunca dê leite, pois não podem digerir (não são mamíferos). Dê milho (cozido e não cru), laranja, maçã, espinafre, cenoura (crua ou cozida) e alface.

Dê também abobrinha verde, pepino, pimentão vermelho (possuem muita vitamina C, mas não dê sementes), e também abóbora e batata SEMPRE fervidas, e não cruas.

As verduras e frutas devem ser oferecidas duas vezes por dia, bem lavadas e com sua casca cortadas em pedaços pequenos e logo após algumas horas retire o que não foi comido, pois fermentam e se decompõem rapidamente.

Legumes de todo tipo, não em conserva, sempre cozidas. Polenta e Talharim fervidos uma vez por semana. É recomendável duas vezes ao mês o equivalente a meia colher de sopa de creme de queijo diet e sem sal, ou um queijo que não tenha sal ou gordura.

A importância da vitamina A e da cenoura que nunca devem faltar na dieta, e só 20% de sua dieta devem conter sementes.

Alimentos Proibidos:


Verduras: Por sua toxidade, evite dar berinjela, cebola, acho e salsa. Abóbora e batata sem ferver e nem suas cascas.


Frutas: Abacate, tomate cru, e caroços de frutas e sementes de maçã e peras, pois estas contém substâncias altamente tóxicas.

Alimentos humanos: Sobras de comida, temperos, frituras, salgadinhos, café, refrigerantes, chocolates, geleias, leite de soja, enlatados em conserva, sucos artificias, massas, carnes, etc.

Aqui está uma maneira de alimentar-los, a outra é através de seringas de insulina (sem agulha, certamente).



Fonte: http://pajaros-caidos.blogspot.com.ar/2010/11/cotorras-y-loros.html (Acessado as 17:00 em 05/01/2014). Artigo de Clara Correa e tradução e adaptação por Felipe Lobo.