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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Dieta de Corujas



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A caça e captura de aves é o maior problema que os defensores de cada animal precisam se confrontar. A cada exemplar capturado é muito provável que uma família seja destruída e que morram seus filhotes ou seus pais.

Se deseja estar com contato com aves silvestres, faça trabalho voluntário em algum centro reabilitação e reinserção de animais selagens ou em alguma reserva ambiental, para ajudá-los a viver e não a morrer aprisionados em cativeiro.

Caso encontre alguma dessas aves em perigo, até encontrar um lugar para onde deva levar, tenha os seguintes cuidados:

  • Estabilizá-las, pois geralmente se encontram desidratadas.

  • Forneça calor.

  • Hidratá-la, dê através de uma seringa gotas de Gatorade ou água com mel.

  • Caso note que está forte o suficiente para se alimentar, ofereça pedaços de alimentos e misture com líquido.

  • Observe se a ave tem algum tipo de ferimento ou pancada, dependendo do caso requer atenção veterinária de um especialista em aves.

Quantidade de alimentos:

Primeiramente ponha a ave em uma balança e a pese e calcule uma dieta de cerca de 15 a 25 % de seu peso. Prepare e pese a ave a cada vez que for oferecer a refeição.

As principais espécies encontradas em áreas urbanas são a Coruja-buraqueira (Athene cunicularia), Caburé (Glaucidium brasilianum), Coruja-das-torres (Tyto alba), Coruja-orelhuda (Pseudoscops clamator) e a Corujinha-do-mato (Megascops choliba). A Coruja-buraqueira é noturna e diurna, devendo ser alimentada durante o dia e as outras espécies podem ser alimentada a noite.

Que tipo de alimento deve ser oferecido? Recorde que esse tipo de dieta é somente em casos emergenciais, pois são há como arrumar seu alimento original.

A maioria delas são estritamente carnívora, nas quais capturam presas proporcionais a sua idade. Seus pais conseguem uma variedade de presas, desde pequenas como insetos em geral, como mariposas, grilos, baratas, gafanhotos e outros invertebrados. Também caçam presas maiores, como roedores, lagartos, rãs e outros pequenos mamíferos.

Engolem a presa após matá-las, e após a digestão, vomitam o que não pode ser digerido, como pelos e ossos.



Por ser muito difícil conseguir esse tipo de presa, logo uma dieta substituta seria:

  • Carcaças de frango cruas e frescas, com pele e gordura, e 

  • Outros tipos de carne por duas vezes por semana.

  • Carne vermelha (sem gordura) e complemente com cálcio em pó ou ossos triturados.

  • Ração de cachorro em um terço de sua alimentação.

Tudo é digerido quando são filhotes, necessitando assim de ossos, pele e tudo mais, logo vomitam o que sobra: pele e outros restos.

Carne bovina não é recomendada por ser de pouco valor nutricional e as descalcificam.

Comem também animais invertebrados aquáticos nos quais capturam durante o dia.

Se alimentam de pequenos mamíferos (roedores, morcegos ou gambás), pássaros como pombos, pardais, chupim, etc. anfíbios (rãs e sapos) e insetos e, geral.

Artigo de Clara Correa e Traduzido por Felipe Lobo.


[1] Foto de uma Corujinha do Mato. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Megascops_choliba-0.jpg (Acessado em 19/06/2014 as 19:00).

Primeiros-Socorros em Aves


É importante destacar que esse artigo só é aplicável a pacientes que não se encontram gravemente feridos ou em estado crítico, nesses casos o melhor é manusearmos o mínimo possível (somente o necessário para ajudá-los) pois podemos piorar seu estado. Tais casos seriam em aves com claros problemas respiratórios (suspiros prolongados), impossibilidade em ficarem em pé ou em hemorragias (neste caso não tocar a ferida com as mãos sujas, e lavar vem com detergente). Se suspeitar que seja algo que possa contagiar outras aves, deixa-la separada das outras e tomar cuidados especiais de higiene, para evitar que a enfermidade possa ser transmitida.

Antes de tudo não tenha medo em manuseá-la, isso é necessário para salva-la. Sempre segure-a firme para que não escape, mas sem apertar o animal. Faça sempre movimentos suaves e se possível fale em voz baixa e com uma música de fundo tranquila, evitando movimentos bruscos.

Deve-se prestar atenção a esse ponto, para que possa manipular a ave da melhor forma possível, assegurando sua proteção de quem presta o socorro.

  • Aves de rapina: Essas aves possuem bico e forma de gancho e grandes garras, a maior parte das espécies são de grande porte.

Manipulação: Devemos ter cuidado com o bico e as garras. Geralmente emitem sons de alerta, e se põem em postura defensiva (voltam, abaixam a cabeça, olhar focado e levantam suas asas de maneira ameaçadora), não devemos nos levar por isso, pois ela está assim pelo fato de estar com medo e com muita dor. Deve-se aproximar suavemente levando escondidas nas mãos uma toalha, a esticando com uma ponta em cada mão. Fique a uma certa distância do animal por alguns minutos e de surpresa a envolva com a toalha, se possível pelas costas, mas não cubra sua cabeça.

Se possível peça ajuda a outra pessoa para cobrir suas patas com trapos ou com uma cinta de papel, para que fique imobilizada.

  • Pombas: São um grupo um grupo muito homogêneo e fácil de distinguir. Por serem animais muito dóceis, não terá dificuldade em agarra-los, mas certamente resistirão e tentarão escapar. São completamente indefesos, pois não podem machucar nem com seu bico e nem unhas.

Manipulação: Com paciência e com ânimo a agarre com firmeza, mas sem apertar com suas mãos, outra possibilidade é usar uma toalha e envolve-la. Bem! Uma vez em nossas mãos, a forma adequada em segura uma pomba é a seguinte.

Mão direita: Com o dedo indicador e maior como uma “cinta” também seguramos suas patas para imobilizá-las e com o polegar e os outros dedos envolvemos seu corpo.

Mão esquerda: Serve para apoiar melhor a outra mão no animal e para imobilizar suas asas.

Tenha em conta que só se deve fazer isso se for um adulto, ou um filhote emplumado. Caso seja um bebê, o colocamos na palma da mão, nada mais, pois podemos feri-los. Com as espécies menores é o mesmo procedimento, mas com mais atenção, pois tem maior facilidade em escapar.

  • Papagaios: São um grupo de aves muito homogêneo, pelo qual podemos distingui-los por seu bico curvo.

Manipulação: Devemos ter cuidado com o seu bico pois possui bastante força e tem uma ponta afiada com a qual pode nos ferir com facilidade. A melhor forma em agarrá-los é envolvê-los com uma toalha e com uma das mãos segurar pelo dorso e colocar o dedo indicador e maior um a cada lado da cabeça para que não possa se mover e com o resto da mão imobilizá-las e com a outra mão imobilizar as asas, isso evita que nos biquem.

  • Pardais: É uma espécie de fácil manejo, tomando o cuidado de não aperta-los, pois são muito sensíveis, e assustados, devemos evitar movimentos bruscos. É provável que seja e um adulto e queira bicar, mas impossível de nos ferir.

Feridas.

  • Ave ferida com hemorragia contínua: Se vermos hemorragia e notarmos que não cessa, devemos estancar a ferida usando um algodão com antissépticos (que é o ideal para prevenir infecções), lave bem as mãos e faça pressão na área onde o sangue esteja fluindo, pressione constantemente, mas não com muita força, em aproximadamente um minuto ou mais, caso necessário, isso detém a hemorragia. Recomenta-se o uso de Betadine (Iodopovidona) diluído em 50% com água (preferencialmente filtrada) e levar o mais rápido possível ao veterinário.

  • Ferida com casca recente, mas sem hemorragia: O correto é levar a um veterinário especialista, mas se não for possível faça o seguinte: Evite em tocar muito a ferida, si notarmos que produz mal cheiro, o ideal é lavar com sabão neutro a área e logo aplicar o antisséptico. Se não haver mal cheiro pode-se aplicar o antisséptico acima da ferida, use o Betadine (Iodopovidona) diluído em 50% com água (preferencialmente filtrada), caso não tenha esse medicamento pode-se usar água oxigenada (não tão recomendável, pois atrasa a cicatrização) e logo aplicar açúcar na zona, esta evita o excesso de umidade e com isso reduz a proliferação bacteriana. 

  • Mordidas: No caso de mordida de gatos, além do manejo citado anteriormente é indispensável adicionar outros antibióticos (consultar um veterinário de aves). A bactéria Pasterurella spp. É habitante normal da flora bucal dos felinos, mas são letais para as aves, podendo resultar na morte por septicemia aguda entre 24 a 72 horas. 

Nomearemos novamente os antissépticos a serem escolhidos: BELTADINE (Iodopovidona) é o mais efetivo, não causa dor, bom antisséptico, não retrasa a cicatrização e pode ser utilizado em feridas abertas. A água oxigenada com 10 volumes mantém inativa com os tecidos orgânicos do animal e retrasa a cicatrização (ação tóxica nas células de cicatrização) e não se pode utilizar em feridas profundas. Para manutenção da ferida podemos usar Dermomicina (sulfato de neomicina), que seca as feridas e é antibiótico.


Em nenhum caso é aconselhável entalar patas e asas feridas ou fraturadas, se o processo for feito de forma incorreta podemos conduzir a uma má reparação do membro e com isso alguma deficiência.

 Não utilizar produtos humanos se não estamos conscientes do impacto que isso pode acarretar em uma ave.

 Ave que não consegue se sustentar ou agonizando.


 Se encontrarmos um animal com impossibilidade para manter-se em pé, olhos fechados e suspirando constantemente devemos levar urgentemente a um veterinário! Caso não seja possível, verifique a temperatura da ave, está contraindicado que esteja abaixo dos 40ºC, que é sua temperatura normal. Podemos oferecer calor colocando garrafa com água quente, colocando uma toalha acima das garrafas. Outra boa opção é colocar próxima a uma lâmpada incandescente, mas com cuidado, pois o excesso de calor pode matá-la.

 Quando a temperatura estabilizar-se, ver como está o ânimo da ave, pois é errado alimenta-la em estado de debilidade, podemos acabar injetando pela falsa via, caso não possua força para vomitar, a não ser que seja mediante sonda, mas se não está capacitado, não tente isso.


 Quanto a ave estiver dando sinais de melhora, observe:

 Estado nutricional, hidratação, presença ou ausência de diarreia, vômitos, verificar a presença de secreções (narinas, pico, cloaca), anormalidades na pele ou mal cheiro. Tudo isso ajuda a determinar como prosseguir e também serve de ajuda para a análise do profissional que vamos levar o emplumado.

Contra indicações:

  • Alimentar com alimentos sólidos em aves que perderam mais de 20% do peso, ou com comida no bucho ou proventríloco.

  • Oferecer dieta líquida em aves em quase estado de coma e muito fracas.

  • Alimentar no final da tarte ou durante a noite as aves de rapina diurnas.

  • Manter a ave em locais com temperatura inferior a 21 a 26ºC.

Desidratação e debilidade.

Manutenção oral: Sais hidratantes comerciais, Gatorade (de maçã) ou a seguinte fórmula: 5g de sal de cozinha e 5g de bicarbonato de sódio, mais 15g de açúcar por litro de água destilada.


Artigo de Noelia Aranda (Estudante de veterinária de Santa Fé) e traduzido por Felipe Lobo.

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segunda-feira, 16 de junho de 2014

Galos, Galinhas e Pintinhos

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  • Pintinhos:

Desde sua primeira semana de vida: Nestom + alimento balanceado (encontrado em petshops), misturando tudo com água, pão, bolachas d’água e sementes pequenas, como milho quebrado.
  •  Adolescente:

Além da já citada anteriormente, adicionar tomate, alface, maçã, cenoura, pera, uvas, melão, tenébrios, cebola e beterraba. TUDO EM PEQUENAS QUANTIDADES.

  • Adulto:

Dar grãos de milho, alpiste e insetos. Em lojas de produtos para animais há “suplementos para engorda” e continue a oferecer a alimentação oferecida na etapa anterior. Cuidado com os insetos que ele possa se alimentar, pois estes podem ter sido vítimas de inseticidas e consequentemente podem afetar a ave que se alimentos destes insetos.

Continuando a falar de insetos, eles comem tudo que se movem, e novamente o cuidado com venenos e inseticidas.

Atenção! Cuidado com cães e gatos, mesmo que aparentem ser amigos, nunca confie, eles podem matar a ave em um único ataque, além de humanos mal-intencionados que possam sequestrar o animal alegando "cuidar", muitas vezes são usadas para alimento ou em rituais.

[1] Foto retirada de http://veggamo.wordpress.com/2011/09/28/e-o-frango/ (Acessado em 16/06/2014 as 23:30).

Artigo de Clara Correa e traduzido por Felipe Lobo. Fonte: http://www.pajaros-caidos.blogspot.com.br/2010/01/gallinas-gallos-pollos-pollas.html (Acessado em 16/06/2014 as 23:00).

Ajuda para identificação de Espécies

Aves de qualquer espécie que tenham menos de cinco dias um uma semana desde seu nascimento, sem estarem emplumadas e sem abrir os olhos, ainda podemos considerar como recém nascidos, independente da espécie a dieta é esta.


*aves de rapina, marinhas e bacaraus necessitam de outro tipo de dieta.






Artigo de Clara Correa e traduzido por Felipe Lobo. Fonte: http://www.pajaros-caidos.blogspot.com.br/2010/03/ayuda-para-identificacion-de-especies.html (Acessado em 16/06/2014 as 23:00).

sábado, 25 de janeiro de 2014

Como cuidar de beija-flores (Resgatados)


Prepare diariamente uma mistura que substitui o néctar das flores da seguinte maneira: Colocar em um recipiente uma parte de açúcar para cada três de água (1/3) e deixe ferver por dois minutos. Essa mistura deve ser mantida fresca e trocada diariamente, para que não se formem fungos e nem bactérias que prejudicariam a ave.

Para alimentar-lo coloque a beberagem um uma seringa pequena (a de insulina), e deixe próximo a ponta do bico, enquanto despeja o líquido, deixe em seu rosto na cabeça, pois eles sempre se alimentam em vôo e isso faz com que aprendam em seguida a tomar da seringa, introduzindo sua língua comprida com que retiram o néctar (sua língua tem o dobro do comprimento do bico).

Os beija-flores tem apenas duas posições, ou pousam ou estão em vôo, por isso é recomendável colocar um ramo, um puleiro ou algo onde possa pousar. Repare que nas primeiras vezes que o ensinará a praticar vôo, eles fazem um trajeto curso e caem em qualquer lado porque não aprenderam ainda a pousar e nem coordenar seus movimentos, por isso é muito importante que preste muita atenção para que não caia ou se choque com algo.

Durante a noite não se alimentam e abaixam as pulsações consideravelmente, como se hibernassem, com o nascer do sol já começam a pedir alimento e o recomendável é que o faça dormir em locais escuros e que veja a luz quando vá alimentar-lo pela manhã. São muito delicados e requerem atenção constante e se alimentam de forma constante e em poucas quantidades.

Conforme ele vai crescendo, faça ele se acostumar com o bebedouro para beija-flores, é necessário dedicação permanente, pois eles não aguentam muito tempo sem se alimentarem, pode deixar em um pequeno viveiro todo fechado e o solte em um local seguro para que pratique voo, se habitue ao bebedouro e tenha possibilidade de caçar algum pequeno inseto.

Apesar que aprenderem a tomar no bebedouro, isso não é o suficiente, antes de dormir, pegue-o e ponha em sua caixinha, onde possa dormir bem quentinho, e em local bem escuro, apagando qualquer foco de luz que seja visível a ele. Possuem uma velocidade incrível, antes de dormir ofereça a mistura já citada em uma seringa e logo tomará tudo. 

Um tema preocupante era em relação de como incorporar as proteínas que adquirem através de insetos, por isso comece a soltar-lo aos poucos, para que possa caçar alguma mosquinha de fruta de uma casca de banana madura, por onde essas moscas costumam ficar. Há quem recomente também a adição de albuminas (proteína encontrada na clara de ovo), que pode ser adicionada como complemento.

Fonte: http://pajaros-caidos.blogspot.com.ar/2013/01/colibri.html (Acessado em 25/01/2013 às 23:00). Artigo de Clara Correa e traduzido e adaptado por Felipe Lobo.