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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Liberacão de AVES que foram criadas por Humanos


Por Clara Correa, Quarta, 22 de fevereiro de 2012 às 12:34.
Tradução e Adaptação: Felipe Lobo.

DOCUMENTO DE LIBERAÇÃO: 

São muitos os fatores que devemos considerar na hora de liberar aves que foram criadas com pessoas:
1. Que saiba comer sozinha e procurar por seu próprio alimento, para isso deve ser treinada, (não comer em potinhos, e sim o alimento encontrado no chão). Por exemplo: que coma sozinha no chão e tome água numa poça.

2. Que treine seu VOO, no mínimo uma ou duas semanas antes de ser liberado, (deve treinar em local fechado e amplo) onde não saia voando em disparada na primeira tentativa! Seria importante nesse passo possa ter alguma interação com outras aves de sua espécie. Pode deixar numa gaiola aberta as intempéries, para que sinta o frio, a chuva e os ventos.

3. NÃO deve ser manso! Deve ser astuto e rápido, para que possa escapar de predadores. As aves em liberdade competem constantemente com outras aves, devem ser rápidas. É importante que não toque muito nela, para que não se amansem e não fique em permanente contato com humanos.

4. Certamente deve encontrar-se em perfeito estado de saúde!

5. EM LIBERDADE deixe em zonas com a menor quantidade de perigos possível.

Deixo um documento extenso, mas SUPER IMPORTANTE para elas: 

Há vários fatores em conta, na hora de pensar em liberar uma ave que foi alimentada por HUMANOS desde filhote ao invés de seus pais.

SITUAÇÃO da ave: Cada um de vocês devem responder a si mesmo o estado que se encontra a ave que está pensando em liberar, para logo fazer o processo de liberação, se isso é possível, PRESTANDO MUITA ATENÇÃO aos níveis de ‘silvestrismo’ em que se encontra a ave. Nos responda as seguintes perguntas:

- É selvagem?
- É atenta?
- É arisca? 
- É ágil?
- ESTÁ em bom estado físico?
- ESTÁ em bom estado de saúde?
- Vem até nós?
- Come em um comedouro?
- Toma água em um pote?
- Está em uma gaiola?

O PROCESSO DE LIBERAÇÃO DEVE LEVAR EM CONTA:

 - Distância (relativa, já que qualquer mudança brusca pode deixar a ave estressada, na qual logo não se recuperará)

- Possa buscar por seu alimento sozinha somente na parte debaixo do local, como por exemplo; na cozinha, banheiro, área de serviço, um armário hermeticamente fechado.

- Procurar um logar onde possa ficar sozinha e independente de nós, e que a ave busque sozinha por seu alimento, sem que seja necessário darmos em um prato. Água em uma vasilha num lugar amplo.

 - INDISPENSÁVEL A PRÁTICA DE VOO, rápido, alerta e atento observador.


Imagine que que possa fugir de predadores, deve ser rápida em seu vôo para subir, abaixar e planar, deve ser rápido para encontrar comida, e saber onde encontrar alimento e água. Além disso deve saber se refugiar de balas (atiradores), estilingues e de crianças que os caçam, etc.

 - ONDE?

O ideal é em um lugar onde possam encontrar exemplares iguais e que tenha comida em abundância e água para ser encontrada com facilidade.

 - QUANDO?

Nunca em épocas chuvosas ou ventanias, etc. Já que isso somado ao estresse que sofrem ao libera-los o debilitará muito. NUNCA EM ÉPOCA DE FESTAS ONDE O USO DE FOGOS DE ARTIFÍCIO É CONSTANTE, esta resulta em alto grau de estresse para todos os animais, e em especial as aves, que levantam voos em disparada, pelo medo que possuem e voam as cegas (quase sempre as explosões acontecem durante a noite) e as aves diurnas não conseguem ver e podem chocar-se em algo que resulte em lesões graves ou morrem. 

Tenha em conta que a ave já está estressada e lutando por sua sobrevivência em liberdade.

O ideal é que logo no começo da manhã já bem alimentado e dessa forma terá muitas horas para reconhecer o território, encontrar seu lugar, encontrar comida, água, etc. Sabemos que aves diurnas não podem voar a noite, porque simplesmente não veem.

Atualmente em meio problemática ambiental em que vemos em relação a fauna, que inclui a caça discriminada, o tráfico ilegal de espécies silvestres (onde também o IBAMA faz a “lavagem” de animais apreendidos como nascidos em cativeiro e desviado para criadores comerciais) e em perigo de extinção, devemos ter também em conta esse fator na hora da liberação.

INCLUÍMOS UM TEXTO DESCRITIVO QUE NOS VALE DE REFERÊNCIA

O processo de liberação depende do tempo que a ave esteve em cativeiro, quanto maior esse tempo, maior será o prazo necessário para que o pássaro adapte-se novamente ao seu habitat.

Mas quando é um caso de uma ave que vive desde que nasceu numa gaiola, a adaptação a natureza é muito mais difícil, ou até impossível, já que adquiriu hábitos de vida no qual será difícil se desprender.

Leve em consideração que uma ave em cativeiro sempre teve quase todas as facilidades necessárias para viver, como água, abrigo, lugar para aninhar-se, etc. O que faz que a ave se torne incapaz para sobreviver de forma independente.

Quando essas aves são liberadas ou lançadas ao meio ambiente sem ter em conta o seu estado, morrem rapidamente e as causas podem ser várias:

- Incapacidade para buscar alimento e consequentemente morrem de fome.

- Rejeição de outras aves de sua espécie, que graças ao seu instinto natural, as identificam como intrusa e impede que se aproxime ou se relacione com outras aves.

- O mais comum é que não conhece os perigos que podem encontrar e facilmente caem diante de predadores.

Por isso recomenda-se levar as aves a entidades ambientais (sérias e mesmo assim depende da espécie) para que ali se realize o devido processo antes de sua liberação, onde consiste em adaptar aos poucos essas espécies em seu meio natural.

 Fonte: http://www.avesyturismo.com/liberacion-de-aves.html (Acessado em 03/01/2013 as 20:50).

Como nessas regiões não conhecemos ENTIDADES AMBIENTAIS, isso terá que ser feito por nós, que realizaremos o processo de liberação.

Após ter lido esse relatório, lembre-se se está claro e se possui alguma dúvida.

Boa Sorte!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Alimento para pássaros INSETÍVOROS


[1]

1) Espécies

JOÃO-DE-BARRO: “São grandes insetívoros, buscam seu alimento no chão, entre as folhas, e áreas cultivadas. Comem principalmente insetos, como mariposas e suas larvas, formigas, aranhas, vermes, besouros, etc. E dessa forma contribuem para o agricultor, já que eliminam insetos prejudiciais a suas plantações e eventualmente adicionam em sua dieta sementes, frutos e brotos de vegetais muito macios.”

Não há estudos satisfatórios em como dar uma boa alimentação para filhotes de joão-de-barro, aqui a intenção é fazer o mais próximo possível da dieta oferecida por seus pais, como lombrigas, vermes, formigas, aranhas e outros insetos que encontrarem.

BEM-TE-VI: A alimentação do bem-te-vi é baseada em todo tipo de invertebrados, como larvas, vermes, lombrigas e outros nos quais as caça voando e complementa com frutas, como uvas, figos e etc, se alimentam também de roedores e répteis, também se alimentam de peixes que pesca de maneira muito parecida com a do martim-pescador, onde leva a presa até uma árvore e a mata dando golpes contra o galho.

SABIÁ: É onívoro, se alimenta principalmente de frutos e invertebrados, busca frutas suculentas que constituem a base de sua dieta, tanto as menores que pode engolir inteiras (do tamanho de uma azeitona) como os maiores, onde usa o bico para abri-las e consumir sua polpa. É de se esperar que seja um bom dispersor de sementes, quando caminha pelo solo procura entre o lixo ou em coberturas orgânicas em busca de vermes, que são seu alimento predileto, entre outros invertebrados que compõem sua alimentação.

2) Alimentação e Cuidados

É aconselhável que o deixe numa gaiola e a deixe em seu quintal, em um lugar próximo de onde acredita ser o seu ninho, certamente isso deve ser de dia e em boas condições climáticas, provavelmente se seus pais estiverem por perto, eles mesmos o alimentarão através das grades da gaiola! Mas observe o que se passa, pois se os pais não aparecerem para satisfazer o filhote, você mesmo deve alimenta-los como será explicado abaixo.

Se for um filhote insetívoro com até dez dias de vida (aproximadamente) deve dar para ele Neston de 5 cereais ou equivalente. Com um pouco de ração balanceada de cachorro Premium (evitar marcas de baixa qualidade, escolha a Royal ou Pro Plan, de preferência de frango com arroz).

As proporções são ¼ de ração (devidamente misturada com água) mais ¾ de Neston. Fazer a papinha com água, mas NUNCA COM LEITE.

Dê o alimento com a ajuda de uma seringa (as de tuberculose, bem finas) e caso a seringa não seja suficientemente fina para o bico da ave, encaixe no extremo da seringa uma fina mangueira de borracha, que podem ser encontradas em farmácias. 

Abra o bico e deposite bem ao fundo do bico, na entrada da garganta, pois se fazer de outro modo, o alimento pode entrar pelos orifícios de respiração que estão no meio do bico e afogar o filhote, pois a refeição pode entrar na “falsa-via”. Faça o alimento e deixe como se fosse uma pasta e deixe de molho na água, deve abrir o biquinho sem medo, depois ele vai acostumar e e logo abrirá sozinho, dê o que comer a cada duas ou três horas. 

Se for um filhote insetívoro com aproximadamente mais de dez dias, ofereça primeiro o alimento para ver come sozinho, se não dê você mesmo ao filhote.

Alimento BASE para insetívoros: Gema de ovo, maçã, alimento balanceado para cachorro umedecido como já dito anteriormente. Tudo feito como um purê, a gema de ovo se dá FERVIDA e somente ¼ da gema a cada três dias, pois proteínas demais podem danificar seu fígado.

Incluir tenébrios de quatro a seis vezes por dia, mas se o filhote for encontrado com aproximadamente 15 dias de idade já pode das insetos diretamente, o ideal é obter patê de insetos. Os tenébrios podem ser comprados pelo MERCADOLIVRE. E com isso incluir Neston e alguma fruta e nessa hora já ingere líquidos através do alimento que dá, por isso é preciso hidrata-lo bem.

A carne picada não é boa para os filhotes de bem-te-vis, pois complica em relação ao cálcio. Não é correto alimentar com carne uma ave insectívora, deve obter proteínas de INSETOS, a carne vermelha descalcifica e obriga a complementar com cálcio, que em excesso pode danificar os rins, e até mesmo os insetos podem conter parasitas.

Por isso o ideal é que consiga tenébrios, não mais que quatro por dia, devido a sua alta quantidade de proteínas, podendo comprar via Mercado Livre, onde podem ser compradas por encomenda ou retirar pessoalmente dependendo de sua região.

Preste atenção com algumas coisas, caso aconteça algo de errado (vômitos, por exemplo) consulte um veterinário. Já o bucho deve se esvaziar rapidamente e quando não está cheio se vê claramente uma “inchação” próxima da “garganta”. Os insetívoros não comem muito para encher seu bucho, mas comem comem muitas vezes de pouquinho em pouquinho. Abaixo o vídeo de um chupim, para que veja o tipo de alimentação.


Ou um filhote de um sabiá-do-campo, geralmente são alimentados por seringa, mas em conta-gotas também é bom. 

Recomendamos que entre em contato com a comunidade do Facebook chamada Refugio de Aves - Pájaros Caídos e deixe uma foto da ave, para que possamos saber sobre sua espécie, idade e o estado em que ela se encontra para melhor ajuda-lo. Obrigado.


  

[2]

[1] Imagem de um filhote de Sabiá, http://pajaros-caidos.blogspot.com.br/2006/10/benteveo.html (Acessado em 30/06 de 2013 ás 09:00). Publicado por Clara Correa.

[2] Imagem de “papinha para insetívoros”, http://pajaros-caidos.blogspot.com.br/2006/10/benteveo.html (Acessado em 30/06 de 2013 ás 11:00). Publicado por Clara Correa.

Fonte: http://pajaros-caidos.blogspot.com.ar/2010/01/alimento-para-pajaros-insectivoros.html (Acessado em 30/06 de 2013 ás 08:00). Publicado por Clara Correa e traduzido por Felipe Lobo.