Durante a semana passada (06/09/2015) um criador ofereceu seis canarinhos gloster que não podem ser liberados por serem exóticos; sendo cinco fêmeas e um macho que não voa. São tranquilos e convivem bem com os outros passarinhos do viveiro.
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Canarinhos
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Pixel
Ele tem uma asa quebrada, sendo que tem uma parte do osso da asa exposto, no entanto estava cicatrizada. Acredito que ela foi resgatada por alguém e por achar que ela estava 'bem' a soltou logo após. De qualquer forma ela vive aqui em casa, quase sempre escondida e com comportamento antissocial, talvez para compensar a perda da asa.
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sábado, 7 de março de 2015
Nuno
O suiriri, que de início foi confundido com um bem-te-vi é o Nuno, que foi resgatado por um colega da faculdade que o encontrou na rua, que logo veio para os meus cuidados. Como podem ver, ele ainda é uma criança e apesar que ensaiar seus vôos, ainda não come sozinho. Enquanto ele não se prepara para a liberdade plena, está vive junto com os periquitos.
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Liberacão de AVES que foram criadas por Humanos
Por Clara
Correa, Quarta, 22 de fevereiro de 2012 às 12:34.
Tradução
e Adaptação: Felipe Lobo.
DOCUMENTO DE LIBERAÇÃO:
São muitos os fatores que devemos considerar na
hora de liberar aves que foram criadas com pessoas:
1. Que saiba comer sozinha e procurar por seu
próprio alimento, para isso deve ser treinada, (não comer em potinhos, e sim o
alimento encontrado no chão). Por exemplo: que coma sozinha no chão e tome água
numa poça.
2. Que treine seu VOO, no mínimo uma ou duas
semanas antes de ser liberado, (deve treinar em local fechado e amplo) onde não
saia voando em disparada na primeira tentativa! Seria importante nesse passo possa ter alguma
interação com outras aves de sua espécie. Pode deixar numa gaiola aberta as intempéries, para
que sinta o frio, a chuva e os ventos.
3. NÃO deve ser manso! Deve ser astuto e rápido,
para que possa escapar de predadores. As aves em liberdade competem
constantemente com outras aves, devem ser rápidas. É importante que não toque
muito nela, para que não se amansem e não fique em permanente contato com
humanos.
4. Certamente deve encontrar-se em perfeito estado
de saúde!
5. EM LIBERDADE deixe em zonas com a menor
quantidade de perigos possível.
Deixo um documento extenso, mas SUPER IMPORTANTE
para elas:
Há vários fatores em conta, na hora de pensar em
liberar uma ave que foi alimentada por HUMANOS desde filhote ao invés de seus
pais.
SITUAÇÃO da ave: Cada um de vocês devem responder a
si mesmo o estado que se encontra a ave que está pensando em liberar, para logo
fazer o processo de liberação, se isso é possível, PRESTANDO MUITA ATENÇÃO aos
níveis de ‘silvestrismo’ em que se encontra a ave. Nos responda as seguintes
perguntas:
- É selvagem?
- É atenta?
- É arisca?
- É ágil?
- ESTÁ em bom estado físico?
- ESTÁ em bom estado de saúde?
- Vem até nós?
- Come em um comedouro?
- Toma água em um pote?
- Está em uma gaiola?
O PROCESSO DE LIBERAÇÃO DEVE
LEVAR EM CONTA:
- Distância (relativa, já que qualquer mudança brusca pode deixar a ave estressada, na qual logo não
se recuperará)
- Possa buscar por seu alimento sozinha somente na
parte debaixo do local, como por exemplo; na cozinha, banheiro, área de
serviço, um armário hermeticamente fechado.
- Procurar um logar onde possa ficar sozinha e
independente de nós, e que a ave busque sozinha por seu alimento, sem que seja
necessário darmos em um prato. Água em uma vasilha num lugar amplo.
- INDISPENSÁVEL
A PRÁTICA DE VOO, rápido, alerta e atento observador.
Veja este vídeo: https://www.facebook.com/video/video.php?v=1714394186808
Imagine que que possa fugir de predadores, deve ser
rápida em seu vôo para subir, abaixar e planar, deve ser rápido para encontrar
comida, e saber onde encontrar alimento e água. Além disso deve saber se
refugiar de balas (atiradores), estilingues e de crianças que os caçam, etc.
- ONDE?
O ideal é em um lugar onde possam encontrar exemplares
iguais e que tenha comida em abundância e água para ser encontrada com
facilidade.
- QUANDO?
Nunca em épocas chuvosas ou ventanias, etc. Já que
isso somado ao estresse que sofrem ao libera-los o debilitará muito. NUNCA EM
ÉPOCA DE FESTAS ONDE O USO DE FOGOS DE ARTIFÍCIO É CONSTANTE, esta resulta em
alto grau de estresse para todos os animais, e em especial as aves, que
levantam voos em disparada, pelo medo que possuem e voam as cegas (quase sempre
as explosões acontecem durante a noite) e as aves diurnas não conseguem ver e
podem chocar-se em algo que resulte em lesões graves ou morrem.
Tenha em conta que a ave já está estressada e
lutando por sua sobrevivência em liberdade.
O ideal é que logo no começo da manhã já bem
alimentado e dessa forma terá muitas horas para reconhecer o território,
encontrar seu lugar, encontrar comida, água, etc. Sabemos que aves diurnas não
podem voar a noite, porque simplesmente não veem.
Atualmente em meio problemática ambiental em que
vemos em relação a fauna, que inclui a caça discriminada, o tráfico ilegal de
espécies silvestres (onde também o IBAMA faz a “lavagem” de animais apreendidos
como nascidos em cativeiro e desviado para criadores comerciais) e em perigo de
extinção, devemos ter também em conta esse fator na hora da liberação.
INCLUÍMOS UM TEXTO DESCRITIVO QUE
NOS VALE DE REFERÊNCIA
O processo de liberação depende do tempo que a ave
esteve em cativeiro, quanto maior esse tempo, maior será o prazo necessário
para que o pássaro adapte-se novamente ao seu habitat.
Mas quando é um caso de uma ave que vive desde que
nasceu numa gaiola, a adaptação a natureza é muito mais difícil, ou até impossível,
já que adquiriu hábitos de vida no qual será difícil se desprender.
Leve em consideração que uma ave em cativeiro
sempre teve quase todas as facilidades necessárias para viver, como água,
abrigo, lugar para aninhar-se, etc. O que faz que a ave se torne incapaz para
sobreviver de forma independente.
Quando essas aves são liberadas ou lançadas ao meio
ambiente sem ter em conta o seu estado, morrem rapidamente e as causas podem
ser várias:
- Incapacidade para buscar alimento e
consequentemente morrem de fome.
- Rejeição de outras aves de sua espécie, que
graças ao seu instinto natural, as identificam como intrusa e impede que se
aproxime ou se relacione com outras aves.
- O mais comum é que não conhece os perigos que podem
encontrar e facilmente caem diante de predadores.
Por isso recomenda-se levar as aves a entidades
ambientais (sérias e mesmo assim depende da espécie) para que ali se realize o
devido processo antes de sua liberação, onde consiste em adaptar aos poucos
essas espécies em seu meio natural.
Como nessas regiões não conhecemos ENTIDADES
AMBIENTAIS, isso terá que ser feito por nós, que realizaremos o processo de
liberação.
Após ter lido esse relatório, lembre-se se está
claro e se possui alguma dúvida.
Boa Sorte!
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domingo, 5 de outubro de 2014
Capitão
O menino Capitão é um pombo-domestico resgatado por uma paulistana que o encontrou desde bebêzinho, e o trouxe por ela não ter condições e dos pais não deixarem, e por questão de urgência tive que adotar-lo e juntamente construir um viveiro minimamente adequado.
Logo deu para perceber que ele é um bicho bem bravo e vivia me bicando (e mordendo), e o soltei em algumas partes de casa para ver como agia, e com o tempo foi voando, e desenvolvendo seus instintos em procurar comida sozinho, ao mesmo tempo que estava estressado e querendo arrumar uma namorada e vivia fazendo sons desesperados e nada mais lógico que um um futuro próximo estaria preparado para ser solto de vez.
O coloquei junto com os outros para interagir com os outros e ao se
misturar com eles voou para o muro e depois para o telhado, voou alto,
muito alto, me surpreendi com o poder de vôo dele, foi por todas as
partes, se aproximou aos poucos, voltou aonde o soltei e depois se
misturou com um bando.
Solto hoje em 5 de outubro de 2014, após um pouco mais de uma semana aqui, mas sei que está aqui na porta de casa todas as manhas esperando por comida, como fazem os outros pombos, rolinhas e pardais.
8 de outubro de 2014: Depois
de quatro dias solto o Capitão resolveu voltar para cá, acho que ele
gostou daqui e vai ficar por aqui de noite para dormir e de dia para
passear.
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sábado, 23 de agosto de 2014
Evolução de filhote de pássaro resgatado e sua devolução à natureza
Recentemente um veterinário postou no Imgur uma história digna de um post por aqui.
Ao caminhar para ir ao trabalho ele se deparou com um filhote de
passarinho no chão, procurou o ninho para coloca-lo de volta e nada,
então decidiu levar a pequena ave para casa e cuidar dela até que
estivesse apta para voltar a natureza. É importante dizer que se um
dia você encontrar um pássaro recém nascido fora do ninho, deve-se
colocar ele de volta sempre usando luvas ou um pano, porque há um mito
de que o cheiro humano no filhote faz com que os pais os rejeite.
Devo salientar também que a reabilitação de animais selvagens só pode
ser realizada por quem entende, já que são inúmeros cuidados que nós,
pessoas comuns, não sabemos dar.
Agora então vou contar a história que tinha tudo pra dar errado, mas que no final vai te colocar um sorriso no rosto. O veterinário fez uma espécie de diário contando toda a evolução do passarinho dia a dia. Acompanhe:
Dia 1 – Essa foto foi tirada logo quando o
encontraram, tanto que ele estava com algumas casquinhas do ovo e
membranas secas. Estava muito claro de que ele havia acabado de nascer.
Dia 2 – Pássaros bebês geralmente são todos
esquisitinhos, né? Mantiveram a ave em uma incubadora, controlando
cuidadosamente a umidade e temperatura. Decidiram que era uma fêmea,
(apesar de ser extremamente difícil de saber o sexo) e colocaram o nome
de “Dumpling”. Todos os filhotes são parecidos, então para saber a espécie era preciso esperar as penas crescerem.
Dia 3 – Pássaros bebês comem muito! A alimentaram
com grilos, larvas de farinha, minhocas, insetos e também com uma
fórmula líquida para pintinhos disponível no mercado. Ela era alimentada
a cada 30 minutos durante 14 horas, simulando o que teria se estivesse
na natureza. Imagine o que isso significa! Esse era apenas um filhote,
agora pensem que a maioria dos passarinhos tem ninhadas de 2-5 filhotes.
A quantidade de insetos que os pais precisam pegar para alimentar seus
filhotes (e eles próprios) é enorme. Assim como os pais passarinhos não
alimentam seus filhotes durante a noite, o pessoal que cuidou de
Dumpling também não o fez. Isso é o oposto de muitos bebês mamíferos que
precisam ser alimentados regularmente.
Dia 4 – É incrível ver o desenvolvimento das penas
das asas em apenas alguns dias. Além disso, ela tinha um moicano fino
engraçado nas penas. No dia 4 ela começou a gritar para ser alimentada a
cada 30-45 minutos. Uma nota interessante: vejam como os instintos são
fascinantes. Mesmo com a falta de coordenação e os olhos ainda fechados,
ela sabia o suficiente para fazer xixi em um canto do ninho e cocô do
outro lado, para não sujar o lugar que ela iria dormir.
Dia 5 – No dia 5, Dumpling foi capaz de sentar com
mais estabilidade. Observem as mudanças nas penas em mais 24 horas!
Agora ela está começando a parecer um pássaro. Hoje seus olhos começaram
a abrir.
Dia 6 – Aqui está uma bela foto que mostra o
desenvolvimento contínuo das asas e penas. Percebam que elas estão
envoltas em uma “bainha cornificada”. Assim que as penas chegarem ao
tamanho final, essa bainha vai se desintegrar fazendo com que o
passarinho consiga abrir totalmente as asas.
Dia 7 – Durante a noite as bainhas das penas caíram e
– tcharã – eis um pássaro! Reparem que ela tem um dedo lateral dobrado
na perna esquerda, mas não tem muito o que ser feito sobre isso em um
pássaro desse porte. A pequena dificuldade não irá atrasa-la, de
qualquer modo.
Dia 8 – "ME ALIMENTE, HUMANO". Nesse estágio ela já está comendo três grandes grilos + minhocas a cada horário de alimentação.
Dia 9 – A essa altura os cuidadores já pararam de
usar a incubadora, já que agora seu corpo está cheio de penas e sua
temperatura corporal pode ser regulada por conta própria. Os tufinhos de
pelos na cabeça e a expressão de mal-humorada dos pássaros filhotes são
hilárias.
Dia 10 – Os cuidadores a colocaram em uma gaiola convencional, o que lhe deu mais lugares para explorar.
Dia 11 – Hoje ela foi capaz de pousar oficialmente
pela primeira vez! Definitivamente um grande passo na direção certa .
Como ela ainda não tem uma cauda formada, o equilíbrio ainda não é
aquelas coisas, mas a força nos pés ajudou a manter-se firme no poleiro.
Dia 12 – Seus cuidadores dizem que ela era um
pássaro muito doce, que adorava ficar empoleirada na mão, desde o
início. Ao fundo da foto vocês podem ver que brotaram algumas sementes
de milho e a partir daí introduziram na alimentação dela para já se
familiarizar com a variedade enorme de alimentos que terá na natureza.
Nesse ponto os cuidadores já a estavam alimentando a cada 2 horas, além
de esconderem minhocas entre as forragens na gaiola.
Dia 13 – Quase duas semanas de incubação e agora ela
está conseguindo se empoleirar muito bem. Percebam a diferença na sua
força e equilíbrio comparado ao dia 11. Suas pernas estão mais eretas,
mostrando uma postura ótima durante o pouso.
Dia 14 – Ela está começando a parecer mais madura. O bebê de 14 dias atrás agora está se transformando em uma bela ave.
Dia 17 – Aqui está ela em uma gaiola maior. Os
criadores colocaram ramos de plantas recém cortados para que ela entenda
a variedade de opções de folhas e galhos que tem na natureza e ir se
familiarizando. Nesse dia ela estava pulando e voando ao redor da gaiola
como uma profissional. Nota para as pessoas que possuem aves de
estimação: é muito importante ter uma variedade de poleiros. Os melhores
são ramos de árvores não-tóxicas. Isso é ótimo para a saúde do seu
animal de estimação.
Dia 22 – Os cuidadores começaram a colocar a gaiola
no deck para ela ter contato com vento, sol e outras condições
climáticas. Outras aves apareceram para comer e isso foi ótimo para
interação e saber que existem outros iguais a ela.
Dia 23 – Essa é uma das imagens preferidas da pessoa
que postou essa história no Imgur, e a minha também. Dá para ver as
penas maravilhosas dela! A essa altura já conseguimos identificar a
espécie: um pardal de coroa branca.
Dia 25 – Foto de outro ângulo dela, onde dá para ver a padronização das penas, perfeitas para a camuflagem entre as árvores.
Dia 27 – A essa altura ela não queria mais comer
grilos e sua dieta era à base de sementes e minhocas. Ela também estava
comendo sozinha, na verdade ela não queria mais ser alimentada pelos
cuidadores, o que era um bom sinal.
Dia 29 – Ela adorava os ramos nossos que os
cuidadores colocavam. Uma grande parte da sua alimentação na natureza
são botões das árvores, então quando solta ela já sabia mais ou menos o
que procurar.
Dia 33 – Nesse ponto ela já estava totalmente pronta
para ir embora, mas na região houveram dias de tempestades. As pessoas
que a salvaram decidiram então esperar mais uns dias para que ela
tivesse mais chances.
Dia 36, o dia – Após tempestades na noite anterior, dia 36 amanheceu muito lindo. Confiante de que o tempo ia ser bom por vários dias e que a chuva recente lhe daria muita água e oportunidades de alimento, decidiram que esse seria o dia perfeito para coloca-la na natureza! O local escolhido foi a 1km de onde ela foi encontrada, pensando que na região haveriam outros da mesma espécie.
Tchau, Dumpling!
– Ao abrirem a porta da gaiola, ela recuou. Depois de alguns minutos
pulou para fora e voou diretamente para uma árvore. Ela não ficou
assustada em nenhum momento. Imediatamente começou a explorar os ramos,
bicando os brotos das árvores e pulando de galho em galho como um
pássaro selvagem. Em pouco tempo a perderam de vista!
Fonte: http://www.oversodoinverso.com/evolucao-de-filhote-de-passaro-resgatado-e-sua-devolucao-a-natureza/ (Acessado em 23/08/2014 as 14:00).
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