quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

ALERTA! Larvas que devoram filhotes


Com as mudanças climáticas típicas do verão vemos cada vez mais casos de filhotes afetados por larvas, este não se trata do verme típico da bicheira que invade as feridas. Trata-se de uma mosca tropical que afeta filhotes saudáveis, sendo que esta deposita seus ovos no ninho e logo após invadem a pele dos filhotes; alimentando-se de seu sangue (parasita hematófago).

O filhote está anêmico, debilitado, hipotérmico, com baixo crescimento e pouca energia. Sem ajuda humana esse filhote não sobreviverá. 

Muitas vezes os pássaros afetados caem do ninho, sendo que um único filhote pode ter trinta vermes ou mais!


Se encontrar filhotes com ‘verrugas’ na pele, deve-se suspeitar que se tratam de parasitas; estes devem ser removidos com cuidado e o filhote seguirá sua vida normalmente.

Consulte um veterinário e não se esqueça, a vida dele está em suas mãos.
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O que deve ser feito, é procurar em todo o seu corpo bolhas ou ferimentos que possam ser larvas. Para tal precisa também de iodopolvidona e uma pinça (ambos podem ser encontrados nas farmácias), em cada uma das ‘verrugas’ ponha um pouco do iodo e se houver um verme; ele se sentirá irritado e irá sair. 

Quando o parasita começar a sair, pegue a pinça e tire a larva do corpo da ave puxando firmemente, mas não de forma brusca e assim sairá o verme. Remova com cautela, para que o corpo da larva não se rompa.


É importante procurar em todo o corpo do pássaro, repita o processo à noite, de manhã e durante a tarde; para ser certificar se não há alguma larva menor que não tenha visto anteriormente. Limpe as feridas com o iodopolvidona por pelo menos duas vezes por dia, até que cicatrize por completo.


Tenha cuidado, pois acima da cauda está a glândula uropigeal, que à primeira vista parece ser um verme; mas não machuque essa área. Pode por iodo para garantir que não há nenhum parasita ali, mas preste atenção para não machucar essa região com a pinça.


Escrito por Noelia Martinez e Florencia Nicolini.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Canário Gloster


O Canario Gloster Fancy, simplesmente chamado de Gloster, também é um Canario Belga, tem o nome científico de Serinus canaria domesticus e é a escolha perfeita para um iniciante, pois ele é animado, muito resistente e procriará facilmente desde que seja cuidado da forma correta. Como a maioria dos canários, ele basicamente é uma ave de gaiola, mas bastante agradável de se observar. Eles têm um canto agradável, apesar de pessoas que preferem um canário de canto, poderão achá-lo um pouco mais alto e instável do que aquilo que procuram.

Como “tipo de Canário”, o Canario Gloster é procriado e procurado mais pelo seu aspeto físico do que a sua cor ou canto. Estes passarinhos atraentes têm um corpo compacto, arredondado e são bastante animados e atrevidos.

Na verdade, existem duas versões do Canário Gloster, o pássaro com crista (mostrado acima) é conhecido como “Corona” enquanto o pássaro de cabeça simples é conhecido como o “Consort”. Embora a versão com crista é favorecida em shows, ambos os tipos são de igual importância na propagação da raça. Exceto pelas penas na cabeça, os corpos possuem as mesmas características para as duas versões desta ave.

Distribuição do Canario Gloster

O Canario Gloster é uma raça relativamente nova. Ao contrário de raças mais velhas, o desenvolvimento do Canario Gloster na Inglaterra, em meados da década de 1920 foi bem documentado, indicando que é uma mistura cuidadosa de três raças, duas sendo o Canário Crested (que também tem uma “crista”) e o Canario Border Fancy.

O Canario Gloster foi o resultado de tentativas de desenvolver uma raça de crista em miniatura. Sra. Rogerson’s de Cheltenham em Gloucestershire (cidade homônimo da raça) cruzou Canários Roller de Crista com Canários Border, enquanto John McLay, um conhecido criador e avaliador de Canários de Crista na Escócia, cruzou pequenos Canários de Crista com outros pequenos Canários Border.

Na exposição de Crystal Palace em 1925, o avaliador AW Smith reconheceu a linhagem original de Mrs. Rogerson como uma nova, única e distinta raça. Ele incentivou o desenvolvimento do Gloster através das três raças diferentes, e mais tarde ele desenvolveu os primeiros padrões da raça.

Características Físicas do Canario Gloster

O Canario Gloster Fancy é um pequeno e atarracado canário, atingindo cerca de 11,5 cm de comprimento. Ele é um canário animado, ativo, e orgulhoso. O Canario Gloster Corona deverá ter uma crista circular simétrica em um ponto central. A crista não deve ter interrupções, irradiar uniformemente ou cobrir os olhos. A cabeça do Consort (sem crista) não deve ser muito pequena e deve revelar a leve sobrancelha.

A plumagem do Gloster ocorre em todas as cores e marcas, com exceção dos fator vermelho. Verde e canela são duas variedades populares, junto com Canários castanhos, sendo os favoritos nos shows da espécie. Qualquer coloração vermelha em seus corpos será rejeitada em shows.

A Alimentação do Canario Gloster

Canários gostam de espaços abertos, logo a gaiola deve ser espaçosa. Deve ter barras verticais e pequenos poleiros de tamanho variado para ele pousar. Ter pelo menos um poleiro no alto da gaiola para o canário dormir. A gaiola deve ser colocada no alto da parede, de modo que o canário possa olhar para baixo.

Canários comem sementes, principalmente alpiste e painço. Sementes revestidas de misturas vitamínicas estão prontamente disponíveis nas lojas de animais. Verduras também são apreciadas e podem ser oferecidas juntamente com um pouco de cálcio sob a forma de osso de siba.

Eles gostam de banhos, por isso devem tomar banhos ocasionalmente. A limpeza da gaiola e o aparo das unhas é toda a manutenção que um canário precisa.

Comportamentos Sociais do Canario Gloster

Eles são criaturas sociais, com um bom comportamento e sentem-se bem quando mantidos em gaiolas ou em aviários. Apesar disso, são aves tímidas e não devem ser alojados com as Calopsitas ou aves que tendem a ser aves mais agressivas por natureza.

Canários machos devem ser mantidos sozinhos em sua gaiola, isso irá assegurar a qualidade de seu canto. Os machos podem ser territorialistas e juntar dois canários machos em uma gaiola pode causar brigas. Em um espaçoso aviário geralmente podem ser alojados com outros canários e outras aves de bico reto.

Canários não necessitam de brinquedos, espelhos ou qualquer outra forma de entretenimento, um balanço é tudo que eles precisam para manter-se ocupados. Na maioria das vezes, os canários são simplesmente apreciados por sua beleza e canto. No entanto, alguns donos deixam que seus canários fiquem fora de sua gaiola, para pousar e, portanto, necessitam de treinamento.


Criando e Reproduzindo o Canario Gloster

Canários Gloster reproduzem facilmente e rapidamente desde que tenham uma boa qualidade de alimentos, iluminação, ambiente seguro, e saúde física. Eles se reproduzem melhor em gaiolas de criação individuais do que em aviários coletivos.

O Canario Gloster não é diferente dos canários de cor ou qualquer outra variedade de canário quando falamos em reprodução; com uma exceção: Glosters só devem ser reproduzidos entre as variedades de crista com o sem crista. Outros casais poderiam criar um fator letal, que causaria a morte dos filhotes, e também há relatos de aves carecas ou com cristas feias e sem penas.

Eles colocam seus ovos em um ninho no formato de taça. A fêmea irá botar de 3 a 6 ovos, um por dia. A época de reprodução é geralmente de Julho a Dezembro; sendo melhor permitir apenas dois ciclos reprodutores por ano.

Potenciais Problemas da Criação de Canario Gloster

Estas aves são resistentes e saudáveis, desde que tenham com um bom ambiente e uma boa dieta. Evite um ambiente que seja úmido, frio ou tenha correntes de ar. Um problema que ocasionalmente surge com Canários Glosters são protuberâncias de penas. Protuberâncias de penas são uma pena encravada, onde a pena tenta crescer, mas não consegue “rasgar” a pele, de modo que ela irá crescer para dentro.

Fonte: passarosexoticos.net (Acessado em 09/01/2016 as 21:00). APAGADO

Atualizado: https://casadospassaros.net/canario-gloster/ (Acessado em 03/11/2017 as 03:00).

Sobre os Manons


INSTINTO MATERNAL

Nenhum pássaro chega perto do instinto maternal do Manon. A fêmea fica tão atenta cuidando dos filhotes, que qualquer um pode abrir a gaiola e assistir ao espetáculo que ela dá, tanto para chocar os ovos,como para alimentar os filhotes depois de nascidos.

Muitos criadores de outras espécies, costumam comprar um Manon para auxiliá-los na procriação de outras espécies, pois algumas não chocam e também jogam seus ovos fora do ninho, como o Diamante de Gould, o Bico-de-Lacre e outros. A Manon neste caso, é uma excelente ama-seca. Cuida tão bem dos seus filhotes, como de outros pássaros menos dedicados.

REPRODUÇÃO

Por ser uma espécie que reproduz o ano inteiro, diferente de outras aves, faz do Manon uma ave muito procurada. Outro fator é por ser uma espécie que amadurece muito cedo. A espécie põe de 6 a 8 ovos, quase o dobro que os Canários.

Os filhotes de Manon são muito resistentes, além do que não exigem muitos cuidados e sobrevivem com facilidade.

As lojas especializadas em aves, vendem essa espécie muito barata, justamente pela facilidade de reprodução.

Adultos e crianças, adoram presentear e serem presenteados com o Manon. Para quem compra é a oportunidade de ter uma animalzinho de estimação ou dá-lo de presente para alguém querido, sem precisar ficar juntando dinheiro.

MUTAÇÕES

A maioria dos Manon tem cores sóbrias. Suas cores variam entre o negro-marrom, sendo o capuz em marrom escuro ou quase negro e o corpo em mescla bege e branco. Existem os de penas frisadas, o albino, o arlequim, que é branco com marcações pretas.

Nas competições o Manon costuma ser a espécie mais presente e isso se explica pela facilidade de reprodução que acaba favorecendo o aparecimento de bons exemplares

TEMPERAMENTO E DOENÇAS

Todos que possuem o Manon, são unânimes em dizer que é uma espécie calma, ainda que se aproximem dele.

Mais ainda que isso seja verdadeiro, o Manon não deve ser manipulado fora da gaiola, pois fugirá na certa.

Outra característica é que o Manon não canta. Nem macho, nem fêmea.O macho costuma dar umas leves e baixas cantaroladas, apenas quando faz a côrte para a fêmea. Já a fêmea emite somente uns piados muito tímidos. Tanto é, que nas competições, essa espécie não entra com o canto em julgamento. Somente a qualidade da cor das penas, as proporções do corpo e o porte é que são levados em consideração.

O Manon é um pássaro muito ativo e gosta de ficar indo pra lá e pra cá, assim como ficar grudado nas grades da gaiola. Outra característica dessa espécie é a convivência em harmonia com outras espécies. Com o Manon, não existe brigas.

Outro fascínio que fazem os criadores o adorarem é por serem muito resistentes as doenças. Para evitar por exemplo, que eles tenham doenças respiratórias, é não deixá-lo em locais com correntes de ar.

Outra doença comum é a enterite, uma inflamação intestinal, que também ataca outros pássaros como os Mandarins e os Diamante de Gould.

Geralmente são causadas por bactérias ouprotozoários e provocam diarréias fortes. Se não tratado a tempo,(o tratamento é feito com antibiótico)o Manon pode morrer de um diapara o outro com essa doença.

A prevenção é feita com uma solução de 2 militros de água sanitária, diluídas em 1 litro de água e com ela, lavar os bebedouros, duas vezes por semana e as bandejas e comedouros, uma vez por semana.

O ninho deve ser limpo sempre que estiver sujo e depois pode ser lavado com a mesma solução.

Quando for fazer essa operação limpeza, é preciso retirar o Manon para outro ninho, para que o cheiro da água sanitária não o afete.


SEXO E FAMÍLIA

Essa é uma tarefa muito difícil, pois não existe diferença de cor e nem de tamanho entre machos e fêmeas dessa espécie.só os criadosres muito experientes conseguem fazê-lo, e assim mesmo, ainda se cofundem.

Praticamente a única diferença é do cnto do manon. As fêmeas só piam e os machos cantam, mas com volume baixo.

Quem tem muitos passarinhos em um único viveiro, talvez consiga identificar o macho por perceber que ele estufa as penas quando está cortejando a fêmea, mas tem muita gente que ainda coloca dois machos juntos em uma gaiola, achando que formou um casal.

Outra coisa importante é não deixar que a espécie se reproduza cedo demais, ainda que atinja a maturidade sexual cedo, pois isso poderá acarretar no nascimento de pássaros muito pequenos e frágeis. O ideal é aguardar uns 8 meses.

Quando nascem os filhotes, praticamente todos eles têm codições de sobrevivência, se forem bem cuidados. O Manon cuidará sozinho de seus filhotes por 40 dias. O ideal é só separá-los quando tiverem condições de comerem sozinhos.

O Manon pertence à família dos Estrildídeos, do qual fazem parte o Bavette, Diamante de Gould, Mandarim, Degolado e o Bico-de-lacre. Todas essas espécies são de péssimos cantores, principalmente se comparados aos pássaros silvestres.

ALIMENTAÇÃO E HIGIENE

A principal alimentação do Manon, são todas as espécies de sementes, como o alpiste.

É preciso retirar a cada dois dias as cascas das sementes que vão ficando ao fundo do comedouro, pois o Manon não cisca e isso o impede de e alimentar direito ou até morrer de fome.

Para completar a alimentação, pode-se dar couve, almeirão, escarola. O alface está proibido.

A maçã é uma fruta saudável para o Manon e o jiló e o pepino de legumes podem complementar a alimentação.

Durante a muda das penas, pode ser oferecida a farinhada, duas vezes por semana. No início do período reprodutivo, a farinhada também é muito importante e nessa epóca, pode ser oferecida diariamente, só não pode permanecer na gaiola, pois azeda, por isso, deve ser retirada ao final de cada dia.

O Manon também adora um banho, principalmente nos dias quentes, que devem levar pelo menos duas horas.

Coloque uma bacia com água limpa para o banho e deixe que ele se delicie no frescor da água. Procure fazer isso no horário mais quente do dia

Fonte: http://passarosdovale.no.comunidades.net/manon (Acessado em 09/01/2016 as 11:30).

Periquito-australiano


O periquito-australiano ou periquito-comum (Melopsittacus undulatus) é uma pequena espécie de ave psitaciforme de cauda longa pertencente à família Psittacidae que se alimenta de sementes e é a única espécie do gênero Melopsittacus. Foi registrada pela primeira vez em 1805, e hoje é o terceiro animal de estimação mais famoso no mundo, atrás somente do cachorro e do gato.

Na natureza vivem em grandes bandos, sendo que outra característica é o fato de emitirem vários sons durante o voo e quando estão repousando em galhos de árvores. Em condições climáticas favoráveis, é possível verificar uma grande colônia de periquitos ali habitando. Caso o espaço anterior venha a se tornar seco, tendem a migrar para áreas mais frescas e com maior abundância de grãos e sementes.

O periquito-australiano está intimamente ligado com o Lóris e o Papagaio-do-figo. Eles pertencem ao grupo de periquito, um termo não taxonômico que se refere a qualquer papagaio de pequeno porte com cauda longa,plana e cônica. Tanto em cativeiro quanto na natureza se reproduzem de forma oportunista e em pares.

Taxonomia

O periquito foi pensado para ser a ligação entre os gêneros Neophema e Pezoporus, baseado na plumagem compacta. No entanto, estudos filogéneticos recentes que utilizam sequências de DNA constataram que o periquito é próximo ao Lóris e os Papagaio-do-figo.

Características

Os periquitos-australianos são aves pequenas, com uma envergadura média de 18 cm . As fêmeas são ligeiramente mais pesadas podendo ter entre 24 e 40 gramas, enquanto os machos selvagens entre 22 e 34 gramas. Em estado natural, os periquitos são visivelmente menores do que aqueles domesticados. Esta espécie em particular de papagaio está disponível em várias cores quando em cativeiros (como azul, cinza, amarelo, cinza-esverdeado, violeta e branco).

Suas penas em habitat natural apresentam tons esverdeados cintilantes e faixas com tons de preto em diversos formatos, começando da cabeça até a cauda, geralmente ocorrendo somente na parte de cima da ave. Da face até um pouco pra cima do bico, é em tons de amarelo. Exibem pequenas manchas roxas em suas bochechas e uma série de três manchas pretas nos cantos do pescoço (chamadas de pontos da garganta). A cauda tem tons de cobalto (azul-escuro), com algumas penas amarelas. Suas asas é composta em partes preta-esverdeadas, riscos pretos com algumas camadas amarelas e pontos amarelos centrais que só aparecem quando as asas estão estendidas. Suas pernas variam em tons de cinzas a vermelho. Como a maioria das espécies da família Psittacidae, sua plumagem é fluorescente quando exposta á luzes ultravioletas.

Seu bico não se projeta muito, graças ao grande volume de pena que o encobre, sendo que a parte superior é muito maior do que a parte inferior. Com uma ponta afiada, permite que a ave agarre e pegue pequenos pedaços de alimentos como frutas e legumes.As unhas dos pés são compridas formando uma garra.

O periquito-australiano é uma das duas únicas espécies de aves psitaciformes verdadeiramente domesticadas pelo homem (a outra é o inseparável-de-faces-rosadas). A espécie é alvo de selecção artificial e reprodução em cativeiro desde a década de 1850. Os periquitos-australianos podem aprender a falar. A ave doméstica registrada com o maior vocabulário foi um periquito-australiano chamado Puck.

Reprodução

Os periquitos-australianos não apresentam nenhum tipo de dimorfismo sexual à primeira vista, mas quando as aves já estão na fase adulta é possível diferenciar o sexo através da cor da cera, uma estrutura presente acima do bico onde se localizam as duas narinas, sendo a da fêmea marrom e a do macho azul-púrpura. Algumas aves fêmeas apenas demonstram a cera marrom na época de reprodução, enquanto no resto do ano ficam com a cor mais esbranquiçada. Os machos albino e lutino ficam com essa parte púrpura-rosado pelo resto da vida, parecendo que não se desenvolveram. Um fator importante que diferencia um adulto de uma cria é a íris dos olhos: a do adulto é branca em volta e preta no meio, a da cria é totalmente preta.

Geralmente é fácil identificar o sexo logo após a ave completar 6 meses de idade quando estão aptos para a reprodução através da cor da cera, mas seu comportamento e sua cabeça também ajudam. O filhote passa a ficar mais agitado e barulhento, e o volume de pena na parte de cima aumenta.

Em um macho maduro a cera é azul-púrpura, mas em algumas mutações como o Amarelos de Olhos Preto e Arlequim Recessiva Dinamarquês a cabeça é mais arredondada e a cera semelhante a de um albino ou lutino. O machos são geralmente mais alegres, namoradores, extrovertidos e tendem a fazer mais barulho que as fêmeas.

A cera da fêmea é rosada ou esbranquiçada e muda para marrom com uma textura mais grossa na época de reprodução e muitas vezes apresenta penas nas costas mais compactas e menos volumosas. As fêmeas são altamente dominantes e mais intolerantes socialmente.

A reprodução na natureza geralmente ocorre entre junho e setembro, no norte da Austrália, e entre agosto e janeiro, no sul. Eles demonstram sinais de afeição entre si ao alimentarem uns aos outros. Para isso, eles primeiro comem a comida e logo depois a regurgitam no bico do outro. As superpopulações aparecem quando há um aumento de disponibilidade de água. Seus ninhos são feitos em buracos de árvores, postes ou troncos caídos no chão. São postos de 4 a 6 ovos, que levam de 18 a 21 dias para se desenvolverem e eclodirem.

A maior parte das espécies de papagaios necessitam de um árvore oca para se reproduzirem. Devido a este comportamento natural, os periquitos reproduzem-se mais facilmente em um ninho de tamanho razoável. Os ovos geralmente têm de 1 a 2 centímetros de comprimento e são branco-perolados. As fêmeas da espécie podem colocar ovos mesmo quando não há um macho, mas estes não são fertilizados, portanto não eclodem. A postura de ovos ocorrem em dias alternados. Logo após o primeiro ser posto, pode levar de 2 a 3 dias para o próximo.

Visão

Como muitos pássaros, os periquitos tem visão de cores tetracromática, mas com todas as células dos quatro cones operando simultaneamente recebendo o espectro fornecido pela luz solar. O espectro ultravioleta ilumina as suas penas, sendo essa uma forma de atrair parceiros. Os pontos pretos na garganta do periquito são capazes de refletir raios UV e podem ser usados para distinguir as aves entre si.

Mutações

Os periquitos ondulados como também são conhecidos apresentam uma enorme variedade de mutações do "original" verde: Verde Claro, Azul, Factor Escuro, Cinzento, Violeta, Face Amarela tipo I e tipo II, Opalino, Saddleback, Spangle, Spangle Melânico, Canela, Fallow, Lutinos e Albinos, Diluídos, Asas Claras, Asas Cinzentas, Arco Íris, Corpos-Claro, Arlequim Australiano, Rémiges Claras, Arlequim Holandês, Arlequim Dinamarquês, Amarelos e Brancos de Olhos Preto, Slate, Antracite, Face Preta, Periquitos de Poupa, O Mottle, Bicolores, Frisados, Feather Duster e diversas, para não dizer infinitas, combinações entre estas mutações.

Alimentação

Os periquitos-australianos alimentam-se quase exclusivamente de sementes de gramíneas, quando em estado natural. São de hábitos diurnos, já que de dia buscam comida para alimentar seus filhotes, e de noite descansam, sendo muito importante para eles dormir, pois se não fizeram isto de uma forma correcta poderá ocasionar vários problemas de saúde, principalmente quando domesticados. Em cativeiro, a dieta é complementada com verduras, frutas, farinhadas e outros complementos alimentares. Verduras que comem: chicória molhada, espinafre; Frutas que comem: banana, laranja. Recomenda-se não dar em hipótese alguma abacate e semente de maçã, pois contém substâncias nocivas para a saúde dos periquitos-australianos.

Distribuição da espécie

O periquito faz parte da fauna australiana. Eles colonizaram a maior parte do continente australiano, exceto a parte do extremo sudoeste, no encontro com a floresta tropical da Península do Cabo York e na maior parte das regiões costeiras do norte a leste da Austrália. Há relatos de avistamentos de periquitos-australianos na Tasmânia, no entanto, estes são refugiados de cativeiros.

A espécie ocorre principalmente em áreas onde água e comida são abundantes durante todo o ano, como o norte da Austrália. No entanto, as condições climáticas irregulares e a dependência do periquito em sementes de plantas caídas no solo, forçou os grupos de algumas regiões a levarem uma vida nômade e a migrarem para outras regiões em algumas épocas do ano. Até que ponto as migrações ocorrem ou se seguem as direções norte ou sul, ainda não se sabe ao certo. Há indícios que periquitos mais velhos e, portanto, mais experientes guiem o bando a áreas tradicionais e anteriormente visitadas. As migrações são lentas, já que periquitos-australianos selvagens não são capazes de construir reservas de gorduras maiores, sendo assim não podem fazer voos de longa duração. Podem voar até três horas sem interrupção a uma velocidade de 100 km/h.

Populações selvagens na Flórida e Kuwait não existem mais. O aumento da população de pardais e estorninho-europeus resultou em uma competição por alimentos entre as espécies, sendo essa a causa primaria de declínio de periquitos nesses locais.

Habitat natural

Os periquitos colonizam uma variedade de habitats áridos e semi-áridos como as zonas interiores e a parte central da Austrália. Habitam em grande número lugares de grande pastagem, geralmente em terras de agricultura de grãos, terras de arbustos e outras localizações. Por outro lado, evitam áreas florestais por preferirem locais sazonais e próximos a rios e cisternas. Ás vezes, também se instalam em campos de golf. Embora sejam capazes de sobreviver em locais com poucos rios, estão em maior parte onde há cursos d'água e nascentes. Quando há criações de gado e ovelhas por perto, passam a usufruir dos pontos de água próximos instalados pelos fazendeiros.

Periquitos e os humanos

História

Os periquitos-australianos foram relatados pela primeira vez por George Shaw e Frederick Nodder, dois importantes naturalistas do século XIX. Mas foi somente no ano 1840, que John Gould, um ornitólogo e naturalista inglês,levou alguns exemplares desta ave a Europa. Rapidamente, a partir do ano 1850, por serem de fácil domesticação e adaptação a gaiolas passaram a ser comercializados em larga escala. Porém graças a grande procura começaram as exportações de aves selvagens. Mais tarde, em 1894, a prática foi proibida, resolução que dura até os dias de hoje, e boa parte dos periquitos hoje vendidos em lojas de animais provém de criações.

Etimologia

John Gould foi quem deu o nome binomial a espécie, usado até hoje. O nome do gênero Melopsittacus vem do grego e significa "papagaio melodioso". O nome da espécie undulattus é do latim, e pode ser traduzido como "ondulado" ou "ondas padronizadas". Gould observou que os povos locais das Planícies de Liverpool usavam o termo "betcherrygah". Enquanto algumas referencias mencionam que a palavra significa "bom", relatórios locais mostram que seja "pássaro bom" ou que a tradução direta seja "comida boa". Há relatos apócrifos que a tradução correta seja "petisco saboroso", indicando que os indígenas comiam a ave. No entanto, é mais provável que o termo tenha relação com a natureza migratória do periquito. Com as mudanças sazonais que deixaram parte das Planícies estéril, o periquito-australiano passou a se mover para áreas onde há água e sementes. Seguindo os pássaros, os indígenas localizavam água e comida. Assim, eles eram capazes de leva-los até a "comida boa".

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Periquito-australiano (Acessado em 08/01/2016 as 05:30).

Calopsita


A calopsita (português brasileiro) ou caturra (português europeu) (Nymphicus hollandicus) é uma ave que pertence à ordem Psittaciformes e à família Cacatuidae. Natural da Austrália, a espécie foi descrita pela primeira vez em 1792.

A calopsita é o único membro do gênero Nymphicus. Ele já foi considerado um papagaio de crista ou pequena cacatua; no entanto, os estudos moleculares mais recentes têm atribuído a sua própria subfamília cacatua único Nymphicinae. É portanto, agora classificado como o menor membro da família Cacatuidae. Calopsitas são nativas da Austrália.

História

Em 1838 um ornitólogo inglês, John Gould, viajou para a Austrália com o objetivo de estudar a fauna e realizar desenhos de aves. Ele foi o responsável pela fama mundial das calopsitas pois ele foi o primeiro especialista a levar calopsitas para fora da Austrália. Em 1884, a fama das calopsitas cresceu, porém foi em 1950 que a popularidade aumentou de forma bastante considerável por causa do arlequim, calopsita surgida através da primeira mutação de cor.

Características

As calopsitas são aves geralmente dóceis que podem ser conservadas como animal de estimação. São bastante ativas e emitem gritos, assobiam e muitas chegam até a imitar sons que ouvem com frequência (ex.: seu nome, ou alguma outra palavra que ouve constantemente). Geralmente apenas os machos conseguem falar ou cantar, há algumas exceções em que fêmeas cantam.

A plumagem pode variar de cor de acordo com as mutações, a maioria, com exceção das "Cara Branca" e "Prata", tendo em cada face, uma pinta laranja na área dos ouvidos. A crista no topo da cabeça também varia de cor e tem o comprimento médio de 30 cm.

São aves resistentes e suportam bem o clima, desde que convenientemente abrigadas contra ventos e frio extremos. Com uma alimentação balanceada e o cuidado adequado, podem viver até 25 anos. A alimentação é uma das questões mais importantes para o bem estar da ave e deve ser pensada tendo em conta o espaço que a ave tem para fazer exercício e em função do clima. Exceto por algumas restrições, tais como abacate, alface, tomate e caroços (de frutas) em geral, frutas e legumes podem entrar na dieta das aves, porém devem ser oferecidos com moderação, pois em exagero podem causar diarreia ou obesidade, verduras verde escuras são altamente indicadas e podem ser oferecidas constantemente.

Para aves que não tenham possibilidade de fazerem exercícios deve se evitar incluir na dieta alimentos com alto teor em gordura como a semente de girassol. Para este animal poder ingerir semente de girassol ou semente de linhaça, por exemplo, ele precisaria voar muitos quilômetros para gastar a energia contida.

Atualmente pode ser notado o crescimento da ave como animal de estimação, por sua característica carinhosa, mas deve-se haver a preocupação contínua com o cuidado da mesma, principalmente quando vivem soltas, já que, infelizmente, ainda não há um número expressivo de profissionais para cuidados da espécie.

Com este crescimento é possível perceber o aumento de PetShops que disponibilizam, ainda que em número pequeno, "playgrounds", brinquedinhos e outros utensílios para distrair a ave.

Representação

A calopsita tem a crista que expressa o seu estado emocional, ela pode ficar ereta quando a ave está assustada ou animada, levemente deitada em seu estado neutro ou relaxado, e rente a cabeça quando o animal está com raiva ou defensiva. A crista também é plana, mas se arrepia para fora na parte de trás quando a ave está tentando parecer atraente ou sedutora. Em contraste com a maioria das aves da família Cacatuidae que tem as penas da cauda com cerca de 30 cm a 33 cm, as calopsitas tem longas penas na cauda, chegando a aproximadamente metade do seu comprimento total, varia entre 30 cm a 60 cm de comprimento.

Distribuição e Habitat

Calopsitas são nativas da Austrália, e são encontradas em grande áreas de clima árido ou semi-árido do país, sempre próximas à água. Em grande parte nômade, a espécie se move para onde tenha comida e água está disponível. Elas são tipicamente vistas em pares ou em pequenos bandos. Às vezes, centenas se reúnem em torno de um único tal corpo de água. Para espanto de muitos agricultores, que muitas vezes comer culturas cultivadas. Elas estão ausentes do sudoeste mais fértil e cantos sudeste mais profundos da Austrália Ocidental desertos, e Península do Cabo York. Elas são as únicas aves da família Cacatuidae que podem se reproduzir após seu primeiro ano de vida.

O dimorfismo sexual

No "cinza-selvagem" ou "tipo-selvagem" plumagem da calopsita é principalmente cinza com flashes brancos proeminentes nas bordas exteriores de cada asa. O rosto do macho geralmente é amarelo ou branco, enquanto a face da fêmea é principalmente cinza ou cinza claro, e ambos os sexos possuem uma área de laranja nas áreas dos ouvido, muitas vezes referida como "bochechas-cheddar". Esta coloração é geralmente laranja vibrante em machos adultos, e muitas vezes mais clara em fêmeas. O sexamento visual é muitas vezes possível com esta mutação da ave.

A maioria das calopsita, todavia, apenas pode ter o sexo identificado com segurança através do exame de DNA.

Reprodução

A reprodução poderá ser feita a partir de 12 meses e durante todo o ano, mas é aconselhável tirar apenas duas ou três ninhadas por ano para evitar a exaustão das aves. Uma postura tem geralmente de quatro a sete ovos com incubação de 17 a 22 dias. Os filhotes podem ser separados dos pais com oito semanas de vida.

De acordo com experiências mais atuais, constatou-se que em sua primeira postura, a fêmea acasalando com um macho de idade inferior a 12 meses, produziu quantidade inferior a 4 ovos.

O ninho pode ser horizontal ou vertical, mas geralmente são utilizados ninhos verticais de 30 cm de altura. O fundo do ninho deve ser coberto com turfa ou aparas de madeira. Ambos os sexos chocam, os machos principalmente de dia e as fêmeas de noite.

Na natureza, costuma se reproduzir nas épocas de chuvas, até porque os alimentos aparecem mais fartamente, em cativeiro a reprodução deve ser preferencialmente feita, na primavera e/ou verão. Na floresta essa ave geralmente procura um eucalipto que esteja próximo à água e faz seu ninho em algum buraco já existente na árvore.

Expectativa de vida

A expectativa de vida da calopsita em cativeiro é em torno de 16-25 anos, embora às vezes é dado tão curto quanto 10-15 anos, e há relatos de calopsita que vivem até 32 anos, a mais velha espécime relatada tem 36 anos de idade. Dieta e exercício são os principais fatores determinantes na vida da calopsita.

Mutações

No cativeiro foram surgindo mutações de cores variadas, algumas bastante diferentes das observadas na natureza. A partir de 1949 a espécie começou-se a difundir pelo mundo, com a criação do "silvestre", e em seguida "arlequim" mutação desenvolvida na Califórnia, nos Estados Unidos.

Existem muitas mutações de calopsitas com cores variadas, são elas: Silvestre, Arlequim, Lutino, Canela, Opalina (Pérola), Cara Branca, Prata, Lutina, Albino (há um padrão albino e não apenas mutações genéticas), Pastel, Prata-recessivo e Prata-dominante.

Brasil

No Brasil, os primeiros exemplares importados de Calopsita desembarcaram no Brasil a partir de 1970 e hoje já existem muitos criadores, o que os tornam relativamente populares e baratos. O governo Australiano instituiu uma grande proibição sobre a exportação desses pássaros em 1994, portanto, todas as caturras vendidas no Brasil devem ser criadas em cativeiro.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Nymphicus_hollandicus (Acessado em 08/01/2016 a 05:00).

Linguagem dos Mandarins

Na reportagem em anexo podemos ver os mandarins na natureza, seu comportamento, personalidade e sobre a capacidade de comunicação deles; que é objeto de estudos.

Mesmo quem não tem conhecimento na língua inglesa pode admirar a meiguice e a pureza desses passarinhos nas imagens.


Manon


O manon (Lonchura striata domestica) é um pequeno pássaro doméstico popular da ordem Passeriforme, membro da subfamília Estrildinae.

Este pássaro é originário da China. Possui aproximadamente 11 centímetros de comprimento. Sua coloração varia do preto ao branco, passando pelo marrom e canela. Existem de cores puras (como canela, preto, albino), de penas frisadas, e arlequim, que é branco com marcações pretas. As cores também podem se misturar, formando até mesmo pássaros tricolores.

Origem

Sua origem se deve a uma seleção de criadores japoneses a partir da espécie silvestre chinesa Lonchura striata, que é muito rara hoje em dia.

O nome manon vem da designação francesa, Moineau du Japon (pardal do Japão). Na Inglaterra é conhecido por 'Bengalese e nos Estados Unidos por Society Finch.

Características

O manon não apresenta diferenças entre macho e fêmea, a não ser pelo canto discreto que possui o macho.

Costumam cuidar muito bem de seus filhotes. Não rejeitam ovos nem filhotes quando há interferências externas, como quando o criador abre seu ninho (que geralmente é uma caixa de madeira com uma tampa em cima).

Essa característica os torna muito importantes para a criação de outras aves que não se reproduzem com facilidade em cativeiro, em especial o diamante-de-gould. Os casais de manons são usados como amas-secas para chocar os ovos e cuidar dos filhotes de outras espécies.

O tempo de incubação dos ovos varia de 12 a 18 dias

Alimentação

A principal alimentação do manon são todas as espécies de sementes, como o alpiste. Pode-se dar couve, almeirão, escarola, jiló e pepino, exceto alface.

Durante a muda das penas, pode ser oferecida a farinhada, duas vezes por semana. No início do período reprodutivo, a farinhada também é muito importante e nessa época, pode ser oferecida diariamente, só não pode permanecer na gaiola, pois azeda, por isso, deve ser retirada ao final de cada dia.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Manon_(p%C3%A1ssaro) Acessado em (07/01/2016 as 19:20).

Genoma de pássaro pode explicar origem da linguagem humana

Pesquisadores passaram a saber mais sobre o cérebro ao decodificar o genoma do diamante-mandarim, um pássaro cujos machos aprendem somente uma canção de amor de seus pais e a repetem por toda a vida.

Uma equipe liderada por Wesley Warren e Richard Wilson, da Washington University School of Medicine, em St. Louis, decodificaram o genoma do pássaro a um custo de cerca de 1 milhão de dólares, disse Warren. Isso é muito pouco em comparação aos US$ 10 milhões necessários há vários anos para decodificar o genoma da galinha.

Cerca de 50 laboratórios ao redor do mundo estão estudando o diamante-mandarim, muitos na esperança de obter pistas sobre como a linguagem humana é aprendida. Assim como os humanos e algumas outras espécies, esse pássaro pode imitar um som que ouve.

Os mecanismos desse aprendizado vocal parecem ser bem similares em pássaros e humanos, desde a anatomia do cérebro até os genes específicos. As pessoas com mutação num gene chamado FOXP2 possuem vários tipos de defeitos na fala, e os pesquisadores descobriram que pássaros nao conseguem cantar quando sua versão do gene tem problemas.

Com o genoma do diamante-mandarim em mãos, pesquisadores aprenderam que um número surpreendente dos genes do pássaro está envolvido no canto e na audição do canto de outros diamantes-mandarins. Cerca de 800 genes ficam mais ou menos ativos nos neurônios do pássaro durante o canto, afirmam os pesquisadores na edição atual da Nature .

"Agora que conhecemos mais sobre as células, vemos que elas emitem toda essa energia de transcrição", disse David Clayton, biólogo da University of Illinois e co-autor do relatório. Essa descoberta enfraquece a ideia de que o cérebro é relativamente estável em termos de atividade genética.

Enquanto o pássaro ouve um canto, os genes em seus neurônios estão produzindo um grande número de transcrições, ou cópias de genes. Mas essas transcrições não resultam nas células que estão produzindo proteínas da forma usual. Em vez disso, elas parecem modular a atividade de outros genes envolvidos na audição. "Esta é a primeira demonstração de que essas transcrições estão fortemente envolvidas e ativadas em tempo real", disse Clayton.

O sequenciamento do genoma do diamante-mandarim irá ajudar outros biólogos que estudam o pássaro. Além do aprendizado vocal, eles esperam entender a base genética de outros aspectos do comportamento do pássaro, como os cuidados dos pais, territorialidade e seleção de parceiros.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/pesquisa/genoma-de-passaro-pode-explicar-origem-da-linguagem-humana,4558ecafcd5ea310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html (Acessado em 09 de fevereiro de 2016 as 02:30).

Mandarim


O mandarim ou diamante-mandarim (Taeniopygia guttata) é um pequeno passeriforme, membro da família Passeridae. Este pássaro é originário da Australásia e é nativo da Austrália, Timor e Indonésia. Ocorre também em Portugal, Brasil, e nos Estados Unidos como espécie introduzida.

O mandarim é uma ave de pequeno porte, com 11 a 12 centímetros de comprimento. São aves muito gregárias e, na natureza, nunca estão longe do resto do bando ou do seu parceiro.

Os mandarins são brancos na barriga e cinzento mosqueado de preto no dorso e asas. A cauda é preta e branca. O bico é vermelho vivo. O mandarim macho se diferencia da fêmea por possuir manchas alaranjadas ou castanhas abaixo de cada olho. As fêmeas têm em geral o bico mais claro e os juvenis têm o bico marrom-escuro quase negro.

Na Natureza, o mandarim alimenta-se de sementes.

Distinção entre os sexos

Machos: Possuem manchas laranjas ou acastanhadas na zona das bochechas, listras no peito, o bico e as patas são avermelhados e cantam.

Fêmeas: Na zona das bochechas apenas possuem uma "lágrima", não possuem listras no peito, o bico e as patas são laranja claros e apenas piam.

Cativeiro

O mandarim é uma ave de fácil criação, indicada para criadores que estejam iniciando. Sua alimentação em cativeiro consiste em painço, alpiste, verduras (exceto laranja e alface), sendo as preferidas almeirão, couve, escarola, chicória e espinafre, mas existem várias outras misturas usadas pelos seus donos. Vivem aproximadamente oito anos.

Reprodução

A reprodução se inicia quando as aves possuem cerca de 3 a 4 meses, entretanto, o ideal é permitir o acasalamento depois dos 9 meses de vida, visando que terão melhores condições de choco e cuidados com os filhotes. Põem de 4 a 8 ovos, que eclodem em cerca de 12 dias. Após cerca de 2 semanas já se alimentam sozinhos e aos 18 dias começam a voar.

Logo em seguida o casal começa a preparar um novo ninho para outra postura. É aconselhável estabelecer um período para a reprodução que, por norma, se situa entre Setembro e Julho.

Mutação [1]

Há uma grande quantidade de mutações na espécie, já que em cativeiro podem ser obtidas por cruzamentos as mais diversas combinações. Sendo as mais comuns nas cores branco, castanho, variegado, busto-preto, busto-laranja, bico-vermelho e outras.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Mandarim_(p%C3%A1ssaro) Acessado em (07/01/2016 as 19:00).

[1] Modificado por Felipe Lobo.