domingo, 23 de novembro de 2014

Namorado e Nina

O Namorado está aqui a alguns meses, ele é bem tranquilo ao contrário dos outros de sua espécie, ele fica entocado em algum canto para não apanhar, quando ele veio pra cá, achei que ele fosse namorar a Pipoca, mas ela não gostou muito dele e ainda o maltrata.

Há alguns dias veio a Nina, que chegou toda depenadinha, mas já estão se dando muito bem, dormem juntos todos os dias e namoram sempre. Eles ainda não estão no viveiro, pois ela precisa se recompor e o outro pra não apanhar dos outros da espécie dele que o invejam.

Atualmente é o único casal de mandarins, já que a Pipoca e Elena faleceram recentemente.














segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Liberacão de AVES que foram criadas por Humanos


Por Clara Correa, Quarta, 22 de fevereiro de 2012 às 12:34.
Tradução e Adaptação: Felipe Lobo.

DOCUMENTO DE LIBERAÇÃO: 

São muitos os fatores que devemos considerar na hora de liberar aves que foram criadas com pessoas:
1. Que saiba comer sozinha e procurar por seu próprio alimento, para isso deve ser treinada, (não comer em potinhos, e sim o alimento encontrado no chão). Por exemplo: que coma sozinha no chão e tome água numa poça.

2. Que treine seu VOO, no mínimo uma ou duas semanas antes de ser liberado, (deve treinar em local fechado e amplo) onde não saia voando em disparada na primeira tentativa! Seria importante nesse passo possa ter alguma interação com outras aves de sua espécie. Pode deixar numa gaiola aberta as intempéries, para que sinta o frio, a chuva e os ventos.

3. NÃO deve ser manso! Deve ser astuto e rápido, para que possa escapar de predadores. As aves em liberdade competem constantemente com outras aves, devem ser rápidas. É importante que não toque muito nela, para que não se amansem e não fique em permanente contato com humanos.

4. Certamente deve encontrar-se em perfeito estado de saúde!

5. EM LIBERDADE deixe em zonas com a menor quantidade de perigos possível.

Deixo um documento extenso, mas SUPER IMPORTANTE para elas: 

Há vários fatores em conta, na hora de pensar em liberar uma ave que foi alimentada por HUMANOS desde filhote ao invés de seus pais.

SITUAÇÃO da ave: Cada um de vocês devem responder a si mesmo o estado que se encontra a ave que está pensando em liberar, para logo fazer o processo de liberação, se isso é possível, PRESTANDO MUITA ATENÇÃO aos níveis de ‘silvestrismo’ em que se encontra a ave. Nos responda as seguintes perguntas:

- É selvagem?
- É atenta?
- É arisca? 
- É ágil?
- ESTÁ em bom estado físico?
- ESTÁ em bom estado de saúde?
- Vem até nós?
- Come em um comedouro?
- Toma água em um pote?
- Está em uma gaiola?

O PROCESSO DE LIBERAÇÃO DEVE LEVAR EM CONTA:

 - Distância (relativa, já que qualquer mudança brusca pode deixar a ave estressada, na qual logo não se recuperará)

- Possa buscar por seu alimento sozinha somente na parte debaixo do local, como por exemplo; na cozinha, banheiro, área de serviço, um armário hermeticamente fechado.

- Procurar um logar onde possa ficar sozinha e independente de nós, e que a ave busque sozinha por seu alimento, sem que seja necessário darmos em um prato. Água em uma vasilha num lugar amplo.

 - INDISPENSÁVEL A PRÁTICA DE VOO, rápido, alerta e atento observador.


Imagine que que possa fugir de predadores, deve ser rápida em seu vôo para subir, abaixar e planar, deve ser rápido para encontrar comida, e saber onde encontrar alimento e água. Além disso deve saber se refugiar de balas (atiradores), estilingues e de crianças que os caçam, etc.

 - ONDE?

O ideal é em um lugar onde possam encontrar exemplares iguais e que tenha comida em abundância e água para ser encontrada com facilidade.

 - QUANDO?

Nunca em épocas chuvosas ou ventanias, etc. Já que isso somado ao estresse que sofrem ao libera-los o debilitará muito. NUNCA EM ÉPOCA DE FESTAS ONDE O USO DE FOGOS DE ARTIFÍCIO É CONSTANTE, esta resulta em alto grau de estresse para todos os animais, e em especial as aves, que levantam voos em disparada, pelo medo que possuem e voam as cegas (quase sempre as explosões acontecem durante a noite) e as aves diurnas não conseguem ver e podem chocar-se em algo que resulte em lesões graves ou morrem. 

Tenha em conta que a ave já está estressada e lutando por sua sobrevivência em liberdade.

O ideal é que logo no começo da manhã já bem alimentado e dessa forma terá muitas horas para reconhecer o território, encontrar seu lugar, encontrar comida, água, etc. Sabemos que aves diurnas não podem voar a noite, porque simplesmente não veem.

Atualmente em meio problemática ambiental em que vemos em relação a fauna, que inclui a caça discriminada, o tráfico ilegal de espécies silvestres (onde também o IBAMA faz a “lavagem” de animais apreendidos como nascidos em cativeiro e desviado para criadores comerciais) e em perigo de extinção, devemos ter também em conta esse fator na hora da liberação.

INCLUÍMOS UM TEXTO DESCRITIVO QUE NOS VALE DE REFERÊNCIA

O processo de liberação depende do tempo que a ave esteve em cativeiro, quanto maior esse tempo, maior será o prazo necessário para que o pássaro adapte-se novamente ao seu habitat.

Mas quando é um caso de uma ave que vive desde que nasceu numa gaiola, a adaptação a natureza é muito mais difícil, ou até impossível, já que adquiriu hábitos de vida no qual será difícil se desprender.

Leve em consideração que uma ave em cativeiro sempre teve quase todas as facilidades necessárias para viver, como água, abrigo, lugar para aninhar-se, etc. O que faz que a ave se torne incapaz para sobreviver de forma independente.

Quando essas aves são liberadas ou lançadas ao meio ambiente sem ter em conta o seu estado, morrem rapidamente e as causas podem ser várias:

- Incapacidade para buscar alimento e consequentemente morrem de fome.

- Rejeição de outras aves de sua espécie, que graças ao seu instinto natural, as identificam como intrusa e impede que se aproxime ou se relacione com outras aves.

- O mais comum é que não conhece os perigos que podem encontrar e facilmente caem diante de predadores.

Por isso recomenda-se levar as aves a entidades ambientais (sérias e mesmo assim depende da espécie) para que ali se realize o devido processo antes de sua liberação, onde consiste em adaptar aos poucos essas espécies em seu meio natural.

 Fonte: http://www.avesyturismo.com/liberacion-de-aves.html (Acessado em 03/01/2013 as 20:50).

Como nessas regiões não conhecemos ENTIDADES AMBIENTAIS, isso terá que ser feito por nós, que realizaremos o processo de liberação.

Após ter lido esse relatório, lembre-se se está claro e se possui alguma dúvida.

Boa Sorte!

domingo, 5 de outubro de 2014

Capitão


O menino Capitão é um pombo-domestico resgatado por uma paulistana que o encontrou desde bebêzinho, e o trouxe por ela não ter condições e dos pais não deixarem, e por questão de urgência tive que adotar-lo e juntamente construir um viveiro minimamente adequado.


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Logo deu para perceber que ele é um bicho bem bravo e vivia me bicando (e mordendo), e o soltei em algumas partes de casa para ver como agia, e com o tempo foi voando, e desenvolvendo seus instintos em procurar comida sozinho, ao mesmo tempo que estava estressado e querendo arrumar uma namorada e vivia fazendo sons desesperados e nada mais lógico que um um futuro próximo estaria preparado para ser solto de vez.


O coloquei junto com os outros para interagir com os outros e ao se misturar com eles voou para o muro e depois para o telhado, voou alto, muito alto, me surpreendi com o poder de vôo dele, foi por todas as partes, se aproximou aos poucos, voltou aonde o soltei e depois se misturou com um bando.



Solto hoje em 5 de outubro de 2014, após um pouco mais de uma semana aqui, mas sei que está aqui na porta de casa todas as manhas esperando por comida, como fazem os outros pombos, rolinhas e pardais.


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8 de outubro de 2014: Depois de quatro dias solto o Capitão resolveu voltar para cá, acho que ele gostou daqui e vai ficar por aqui de noite para dormir e de dia para passear.


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Há cerca de três semanas (desde o final de janeiro de 2015), o Capitão arrumou uma namorada, a Flor, que usa 'meia-calça' (tem as pernas peludas) e já chegaram a fazer ninho e botar ovos.



A menina Flor, faleceu na noite de ontem (20/05/2015).

Desde novembro de 2015 ele arrumou um nova companheira, na qual dei o nome de Andreia. Eles não se desgrudam mais e também procuram um meio de fazer um ninho, sem contar que o Capitão ficou ainda mais rebelde.



sábado, 23 de agosto de 2014

Evolução de filhote de pássaro resgatado e sua devolução à natureza

Recentemente um veterinário postou no Imgur uma história digna de um post por aqui.

Ao caminhar para ir ao trabalho ele se deparou com um filhote de passarinho no chão, procurou o ninho para coloca-lo de volta e nada, então decidiu levar a pequena ave para casa e cuidar dela até que estivesse apta para voltar a natureza. É importante dizer que se um dia você encontrar um pássaro recém nascido fora do ninho, deve-se colocar ele de volta sempre usando luvas ou um pano, porque há um mito de que o cheiro humano no filhote faz com que os pais os rejeite. Devo salientar também que a reabilitação de animais selvagens só pode ser realizada por quem entende, já que são inúmeros cuidados que nós, pessoas comuns, não sabemos dar.


Agora então vou contar a história que tinha tudo pra dar errado, mas que no final vai te colocar um sorriso no rosto. O veterinário fez uma espécie de diário contando toda a evolução do passarinho dia a dia. Acompanhe:


Dia 1 – Essa foto foi tirada logo quando o encontraram, tanto que ele estava com algumas casquinhas do ovo e membranas secas. Estava muito claro de que ele havia acabado de nascer.


Dia 2 – Pássaros bebês geralmente são todos esquisitinhos, né? Mantiveram a ave em uma incubadora, controlando cuidadosamente a umidade e temperatura. Decidiram que era uma fêmea, (apesar de ser extremamente difícil de saber o sexo) e colocaram o nome de “Dumpling”. Todos os filhotes são parecidos, então para saber  a espécie era preciso esperar as penas crescerem.


Dia 3 – Pássaros bebês comem muito! A alimentaram com grilos, larvas de farinha, minhocas, insetos e também com uma fórmula líquida para pintinhos disponível no mercado. Ela era alimentada a cada 30 minutos durante 14 horas, simulando o que teria se estivesse na natureza. Imagine o que isso significa! Esse era apenas um filhote, agora pensem que a maioria dos passarinhos tem ninhadas de 2-5 filhotes. A quantidade de insetos que os pais precisam pegar para alimentar seus filhotes (e eles próprios) é enorme. Assim como os pais passarinhos não alimentam seus filhotes durante a noite, o pessoal que cuidou de Dumpling também não o fez. Isso é o oposto de muitos bebês mamíferos que precisam ser alimentados regularmente.


Dia 4 – É incrível ver o desenvolvimento das penas das asas em apenas alguns dias. Além disso, ela tinha um moicano fino engraçado nas penas. No dia 4 ela começou a gritar para ser alimentada a cada 30-45 minutos. Uma nota interessante: vejam como os instintos são fascinantes. Mesmo com a falta de coordenação e os olhos ainda fechados, ela sabia o suficiente para fazer xixi em um canto do ninho e cocô do outro lado, para não sujar o lugar que ela iria dormir.


Dia 5 – No dia 5, Dumpling foi capaz de sentar com mais estabilidade. Observem as mudanças nas penas em mais 24 horas! Agora ela está começando a parecer um pássaro. Hoje seus olhos começaram a abrir.


Dia 6 – Aqui está uma bela foto que mostra o desenvolvimento contínuo das asas e penas. Percebam que elas estão envoltas em uma “bainha cornificada”. Assim que as penas chegarem ao tamanho final, essa bainha vai se desintegrar fazendo com que o passarinho consiga abrir totalmente as asas.


Dia 7 – Durante a noite as bainhas das penas caíram e – tcharã – eis um pássaro! Reparem que ela tem um dedo lateral dobrado na perna esquerda, mas não tem muito o que ser feito sobre isso em um pássaro desse porte. A pequena dificuldade não irá atrasa-la, de qualquer modo.


Dia 8 – "ME ALIMENTE, HUMANO". Nesse estágio ela já está comendo três grandes grilos + minhocas a cada horário de alimentação.


Dia 9 – A essa altura os cuidadores já pararam de usar a incubadora, já que agora seu corpo está cheio de penas e sua temperatura corporal pode ser regulada por conta própria. Os tufinhos de pelos na cabeça e a expressão de mal-humorada dos pássaros filhotes são hilárias.


Dia 10 – Os cuidadores a colocaram em uma gaiola convencional, o que lhe deu mais lugares para explorar.


Dia 11 – Hoje ela foi capaz de pousar oficialmente pela primeira vez! Definitivamente um grande passo na direção certa . Como ela ainda não tem uma cauda formada, o equilíbrio ainda não é aquelas coisas, mas a força nos pés ajudou a manter-se firme no poleiro.


Dia 12 – Seus cuidadores dizem que ela era um pássaro muito doce, que adorava ficar empoleirada na mão, desde o início. Ao fundo da foto vocês podem ver que brotaram algumas sementes de milho e a partir daí introduziram na alimentação dela para já se familiarizar com a variedade enorme de alimentos que terá na natureza. Nesse ponto os cuidadores já a estavam alimentando a cada 2 horas, além de esconderem minhocas entre as forragens na gaiola.


Dia 13 – Quase duas semanas de incubação e agora ela está conseguindo se empoleirar muito bem. Percebam a diferença na sua força e equilíbrio comparado ao dia 11. Suas pernas estão mais eretas, mostrando uma postura ótima durante o pouso.


Dia 14 – Ela está começando a parecer mais madura. O bebê de 14 dias atrás agora está se transformando em uma bela ave.


Dia 17 – Aqui está ela em uma gaiola maior. Os criadores colocaram ramos de plantas recém cortados para que ela entenda a variedade de opções de folhas e galhos que tem na natureza e ir se familiarizando. Nesse dia ela estava pulando e voando ao redor da gaiola como uma profissional. Nota para as pessoas que possuem aves de estimação: é muito importante ter uma variedade de poleiros. Os melhores são ramos de árvores não-tóxicas. Isso é ótimo para a saúde do seu animal de estimação.



Dia 22 – Os cuidadores começaram a colocar a gaiola no deck para ela ter contato com vento, sol e outras condições climáticas. Outras aves apareceram para comer e isso foi ótimo para interação e saber que existem outros iguais a ela.


Dia 23 – Essa é uma das imagens preferidas da pessoa que postou essa história no Imgur, e a minha também. Dá para ver as penas maravilhosas dela! A essa altura já conseguimos identificar a espécie: um pardal de coroa branca.


Dia 25 – Foto de outro ângulo dela, onde dá para ver a padronização das penas, perfeitas para a camuflagem entre as árvores.



Dia 27 – A essa altura ela não queria mais comer grilos e sua dieta era à base de sementes e minhocas. Ela também estava comendo sozinha, na verdade ela não queria mais ser alimentada pelos cuidadores, o que era um bom sinal.


Dia 29 – Ela adorava os ramos nossos que os cuidadores colocavam. Uma grande parte da sua alimentação na natureza são botões das árvores, então quando solta ela já sabia mais ou menos o que procurar.


Dia 33 – Nesse ponto ela já estava totalmente pronta para ir embora, mas na região houveram dias de tempestades. As pessoas que a salvaram decidiram então esperar mais uns dias para que ela tivesse mais chances.


Dia 36, o dia – Após tempestades na noite anterior, dia 36 amanheceu muito lindo. Confiante de que o tempo ia ser bom por vários dias e que a chuva recente lhe daria muita água e oportunidades de alimento, decidiram que esse seria o dia perfeito para coloca-la na natureza! O local escolhido foi a 1km de onde ela foi encontrada, pensando que na região haveriam outros da mesma espécie.


Tchau, Dumpling! – Ao abrirem a porta da gaiola, ela recuou. Depois de alguns minutos pulou para fora e voou diretamente para uma árvore. Ela não ficou assustada em nenhum momento. Imediatamente começou a explorar os ramos, bicando os brotos das árvores e pulando de galho em galho como um pássaro selvagem. Em pouco tempo a perderam de vista!


Fonte: http://www.oversodoinverso.com/evolucao-de-filhote-de-passaro-resgatado-e-sua-devolucao-a-natureza/ (Acessado em 23/08/2014 as 14:00).