quinta-feira, 6 de abril de 2017

Você confia nos orgãos públicos de preservação?

Sempre que encontramos aves em situação de risco, sempre recomendamos de modo formal que a pessoa recorra aos órgãos especializados em tratar essas aves. Entretanto, todos sabemos que esses serviços estão em colapso e raramente atendem.

Geralmente nos indicam que levemos o animal para a unidade do IBAMA mais próximo, mas há boatos de que após os animais chegarem lá, são imediatamente eutanasiados ou são vendidas para criadores e particulares, caso tenham valor comercial. Há alguns dias encontrei no R7 ainda em 2013 uma reportagem onde os candangos se queixavam do 'excesso' ou acerca do suposto perigo que os pombos poderiam representar e eis  a resposta de um veterinário da Diretoria de Vigilância Ambiental:

Caso algum morador encontre filhotes, aves doentes ou debilitadas, pode colocá-los em uma caixa e entregar na Secretaria de Saúde, para que sejam sacrificados por meio de um anestésico que é inalado pelos bichos, de acordo com protocolo do Conselho Federal de Medicina Veterinária.

Sem mais.

Fonte: Arquitetura de Brasília favorece procriação de pombos, trazendo riscos à saúde dos moradores pelo portal R7 e acessado em 06/04/2017 as 05:20).


quarta-feira, 16 de março de 2016

Gatos e aves, uma combinação desastrosa


Diferente de outros animais como vacas, cavalos e porcos, os gatos iniciaram sua longa jornada rumo a domesticação por meio de uma associação definida pela ciência como comensalismo que é a relação entre espécies diferentes que se caracteriza por ser benéfica para uma, não causando prejuízo para a outra.

As primeiras evidências arqueológicas da associação entre gatos e humanos datam de 9.500 anos atrás. Acredita-se que a partir do desenvolvimento da agricultura, gatos selvagens passaram a frequentar, naturalmente, locais utilizados para estocar grãos em busca de uma de suas presas prediletas, os ratos.

Mas as origens ancestrais dos gatos domésticos, foram realmente desvendadas apenas em 2007, por um grupo de cientistas liderado por Carlos Driscoll, no estudo The Near Eastern Origin of Cat Domestication, publicado na revista científica Science. Os pesquisadores descobriram que todos os gatos modernos são descendentes de espécies selvagens nativas do Oriente.

Tudo começou há milhares de anos em uma região, conhecida pela invenção da agricultura moderna, atualmente denominada como Crescente Fértil que, compreende, Palestina, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano e Chipre, bem como partes da Síria, do Iraque, do Egito, do sudeste da Turquia e sudoeste do Irã.

Na época, curiosamente os gatos se auto domesticaram. Isso mesmo! Se, hoje, donos de gatos têm dificuldade em manter seus animais dentro de casa, há 10 mil anos, na região do Crescente Fértil era impossível manter um gato fora de casa.

Uma vez que esses felinos se mostraram animais extremamente úteis no controle de pragas, se tornaram imprescindíveis e, pouco a pouco, passaram a ser incluídos em longas migrações que atravessaram a Europa, a Ásia e a África. O sucesso da parceria entre gatos e humanos foi tão grande que, hoje, existem nada menos que 600 milhões de gatos domésticos em todo o mundo.

Mas, e as aves? Bem, para as aves esta histórica associação está longe de ser benéfica, muito pelo contrário: hoje, gatos domésticos são reconhecidos, no mundo todo, como uma das maiores ameaças globais à biodiversidade.

Como todos os felinos, os gatos são predadores muito eficazes. Não é mera coincidência que já tenham contribuído para a extinção de, pelo menos, 33 espécies de aves e continuem a ameaçar não apenas aves, mas uma ampla variedade de espécies de animais nativos, incluindo espécies ameaçadas.

O impacto ambiental provocado pelos gatos domésticos é tão catastrófico que a União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) os incluiu na lista global das 100 piores espécies invasoras.

Segundo o estudo The impact of free-ranging domestic cats on wildlife of the United States, publicado em 2013 na revista Nature Communications, apenas nos Estados Unidos, todos os anos os gatos domésticos são responsáveis pela morte de aproximadamente 2,4 bilhões de aves. A pesquisa coordenada pelo renomado cientista Peter Marra analisou os dados de cerca de 90 publicações disponíveis na literatura científica.

Você pode imaginar, então, que apenas gatos de rua caçam para se alimentar e que gatos bem tratados não contribuem para a morte de aves, mas a caça é um comportamento instintivo da espécie e a fome não tem relação direta com a predação de aves.

Na verdade, o problema é ainda mais sério: a pesquisa científica Fearing the feline: domestic cats reduce avian fecundity through trait-mediated indirect effects that increase nest predation by other species, publicada em 2013 na revista Journal of Applied Ecology, pelo cientista Karl Evans e colaboradores, aponta que a mera presença de um gato próximo a áreas onde existam ninhos de aves desencadeia um efeito cascata que leva à predação de, pelo menos, o dobro de ovos e filhotes por outros predadores, além de alterar o comportamento dos pais, reduzindo em 33% a quantidade de alimento que será oferecido aos filhotes no ninho.

Gatos domésticos podem ser tão nocivos ao meio ambiente que já foram responsáveis pela destruição de alguns dos maiores paraísos de biodiversidade das aves, como o Havaí. Lá, a introdução de gatos por volta do ano de 1700 afetou a sobrevivência de milhares de espécies de aves nativas na ilha e coloca em risco espécies icônicas como o Vestiaria coccinea ou ‘I’iwi (ver vídeo).

Aqui no Brasil, os gatos foram levados ao Arquipélago de Abrolhos. Dezenas foram introduzidos na Ilha de Santa Bárbara, após infestação por ratos (Rattus rattus). Mas, em vez de caçar ratos, os gatos domésticos passaram a se alimentar dos ovos e dos filhotes de aves como o Atobá-branco (Sula dactylatra). Um desastre ambiental! Ainda hoje, mesmo após a remoção dos gatos da ilha, as taxas de sucesso reprodutivo das aves é baixa e o equilíbrio do ecossistema continua vulnerável.

Além de colocar diretamente em risco aves nativas, os gatos podem, por consequência, interferir na integridade de nossos ecossistemas, afetando espécies de aves que desempenham papel-chave no seu equilíbrio. Quando uma ave é extinta ou ocorre declínio populacional de determinada espécie, todo o funcionamento do ecossistema – que é formado por uma teia delicada de interações – acaba sendo drasticamente alterado.

Mas qual seria a solução?

A maneira mais simples e eficaz de eliminar o impacto provocado pelos gatos domésticos sobre a biodiversidade brasileira é conscientizar seus donos para que adotem os Princípios da Posse Responsável (Lei N.º 13.131).

Em prol da saúde e do bem estar dos próprios gatos, os animais devem ser mantidos em área delimitada, seja dentro de casa, em áreas cercadas por telas ou em outros locais que garantam tanto a segurança física dos animais quanto que impeçam que se tornem um risco real para as aves e, consequentemente, para o equilíbrio do meio ambiente.

Ao explorar áreas externas sem o acompanhamento de seus donos, os gatos se expõem a inúmeros riscos. Estimativas realizadas por entidades dedicadas à proteção animal apontam que a expectativa de vida de gatos mantidos em áreas controladas é até dez anos maior que a de gatos que acessam áreas abertas livremente.

Além dos riscos de brigas com outros gatos, ataques por cães, atropelamento, envenenamento e desorientação, os gatos ficam sujeitos à transmissão de doenças incuráveis. Uma das mais comuns, transmitida entre gatos, é a rinotraqueite, causada pelo herpes vírus, mas existem inúmeras outras doenças consideradas letais para os felinos como as viroses PIF, FIV e FeLV. A PIF (peritonite infecciosa felina) e a FeLV (leucemia felina) são transmitidas por contato e saliva, enquanto que a FIV (imunodeficiência viral felina) é transmitida durante brigas, por meio de machucados.

É também fundamental que políticas públicas direcionadas à retirada de animais domésticos de áreas e unidades de conservação, assim como também de praças e parques sejam cuidadosamente pensadas e implementadas levando-se em conta, sempre, os cuidados com a conservação da biodiversidade, mas também o bem estar e os direitos dos animais.

Ações e programas direcionados a retirada de gatos de áreas públicas devem, obrigatoriamente, estar acompanhados de campanhas para adoção e castração gratuita, além de projetos visando a conscientização dos futuros donos e de quem já tem gatos.

Lembre-se sempre: lugar de gato feliz, saudável e tranquilo, longe dos perigos da vida, em harmonia com o meio ambiente e a conservação das espécies de aves brasileiras é dentro de casa, ou passeando na coleira.
Fonte: http://conexaoplaneta.com.br/blog/gatos-e-aves-uma-combinacao-desastrosa/ (Acessado em 16/03/2016 as 16:50).

domingo, 13 de março de 2016

A mosca dos pombos



É comum repararmos quando nossas pombas adotam um comportamento estranho, ficam nervosas, se coçando de forma quase histérica e sacode suas patas como se quisesse se livrar desse incômodo de seu corpo. Certamente o que causa a irritação é grande, asquerosa e perigosa. Se trata da Pseudolynchia canariensis, conhecida como ‘mosca do pombo’.

Este inseto se encontra em algumas pombas em estado selvagem. Caminha pela pele, entre as penas. O inseto é veloz, robusta, de patas grossas e possui um potente ‘aparato’ sugador chamado hipostoma, semelhante ao dos carrapatos, com a qual pica e suga o sangue. Seus voos são curtos e rasos, mas indispensável para saltar entre um e outro pombo. Para qualquer pessoa é fácil identificara-las, são realmente asquerosas e seus movimentos semelhantes a de um caranguejo são inconfundíveis.

Além das picaduras e irritações que causam aos pombos, em grande quantidade estas moscas podem produzir anemia, sobretudo entre os filhotes e juvenis. A picadura que em si já é perigosa, já que cria uma área de inflamação que pode irritar muitas destas aves. Mas o mais importante é que podem transmitir doenças, pois se o pombo foi picado por um exemplar enfermo, contagiará outras com enfermidades como o vírus da peste aviária (Enfermidade de Newcastle), Ornitose. Salmonelas, Helmintíase e outras.

A mosca deposita seus ovos em partes dos dormitórios (ninhos), em rachaduras ou onde não tenha higiene suficiente, é por isso imprescindível manter o pombal limpo. Como tratamento, o mesmo produto que utilizamos para seus piolhos, será efetivo contra elas. Pode-se usar algodões embebecidos com loções contra piolhos humanos para irrita-las e retirar com a mão. Se algum pombo some, mesmo que seja por um único dia, deverá ser separado dos outros e desparasitado para evitar que as moscas ‘pulem’ para as outras pombas.

A MOSCA NÃO DEVE SER MOTIVO DE MEDO PARA HUMANOS, JÁ QUE NÃO PICAM AS PESSOAS E NÃO TEMOS NEM PENAS E NEM TEMPERATURA CORPORAL TÃO ALTA QUANTO A DAS AVES.

Artigo escrito por Clara Correa, foto de Noelia Martinez e traduzido por Felipe Lobo.

Como os pássaros explicam a importância evolutiva do amor


Casal de pássaros conhecidos como mandarim (Taeniopygia guttata), que divide algumas características com os humanos, como escolher aleatoriamente os parceiros e estabelecer pares monogâmicos. (Wolfgang Forstmeier/Malika Ihle et al / PLoS Biology 2015/VEJA)
Ao menos para os pássaros, o amor parece ter uma significativa importância evolutiva. De acordo com um estudo publicado nesta semana no periódico científico PLos Biology, as aves que elegem seus parceiros têm 37% mais filhotes saudáveis do que aqueles que são "forçados" a se reproduzir com parceiros escolhidos pelos pesquisadores. De acordo com a análise, esse vínculo entre os parceiros garante uma probabilidade maior de transmissão de genes para as próximas gerações, o que poderia ser uma explicação para a existência do vínculo amoroso na espécie humana.

Somos um dos poucos animais que formam casais, relativamente monogâmicos e duradouros, por mais que isso pareça pouco lucrativo do ponto de vista evolutivo - seria bem melhor espalhar os genes ao se relacionar com vários parceiros. No entanto, de acordo com os pesquisadores, o vínculo amoroso poderia trazer o benefício da maior produção e sobrevivência da prole, além do cuidado dos filhotes.

Casais separados - Para isso, os cientistas do Instituto de Ornitologia Max Planck, na Alemanha, testaram 160 pássaros conhecidos como mandariam (Taeniopygia guttata) - espécie que dividem algumas características com os humanos, como escolher os parceiros de forma aleatória e estabelecer casais monogâmicos. Os cientistas deixaram metade das aves escolherem e ficarem com seus parceiros enquanto a outra metade foi separada dos pares e recebeu um novo companheiro para se reproduzir. Todos os casais foram deixados em aviários para a reprodução.

Ao final, os pesquisadores contabilizaram o número de embriões e de filhotes vivos. Entre os pássaros que puderam escolher e ficar com seus parceiros, o número final de embriões sobreviventes foi 37% maior do que aqueles que tiveram os pares designados pelos cientistas. Além disso, no grupo do "casamento forçado", os ninhos tiveram quase três vezes o número de ovos não fertilizados, uma quantidade maior de ovos perdidos ou enterrados e mais filhotes morreram após o nascimento em comparação com os outros casais.

Os machos - selecionados ou não por suas companheiras - deram atenção igual para as fêmeas. Elas, no entanto, foram menos receptivas e copulavam com menos frequência com os pares que não escolheram. O grupo de "casamento forçado" também se mostrou mais infiel do que os outros.

Segundo os autores, os pássaros escolhem algumas características no parceiro que, provavelmente, promovem a reprodução e ajudam no cuidado dos filhotes - aspecto fundamental para a transmissão genética. Ou seja, apesar de parecer inexplicável, o vínculo amoroso, conhecido na espécie humana, seria capaz de favorecer o sucesso da reprodução, trazendo benefícios evolutivos importantes para a perpetuação da espécie.

(Da redação)
Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/como-os-passaros-explicam-a-importancia-evolutiva-do-amor (Acessado em 13/03/2016 as 16:58).

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

ALERTA! Larvas que devoram filhotes


Com as mudanças climáticas típicas do verão vemos cada vez mais casos de filhotes afetados por larvas, este não se trata do verme típico da bicheira que invade as feridas. Trata-se de uma mosca tropical que afeta filhotes saudáveis, sendo que esta deposita seus ovos no ninho e logo após invadem a pele dos filhotes; alimentando-se de seu sangue (parasita hematófago).

O filhote está anêmico, debilitado, hipotérmico, com baixo crescimento e pouca energia. Sem ajuda humana esse filhote não sobreviverá. 

Muitas vezes os pássaros afetados caem do ninho, sendo que um único filhote pode ter trinta vermes ou mais!


Se encontrar filhotes com ‘verrugas’ na pele, deve-se suspeitar que se tratam de parasitas; estes devem ser removidos com cuidado e o filhote seguirá sua vida normalmente.

Consulte um veterinário e não se esqueça, a vida dele está em suas mãos.
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O que deve ser feito, é procurar em todo o seu corpo bolhas ou ferimentos que possam ser larvas. Para tal precisa também de iodopolvidona e uma pinça (ambos podem ser encontrados nas farmácias), em cada uma das ‘verrugas’ ponha um pouco do iodo e se houver um verme; ele se sentirá irritado e irá sair. 

Quando o parasita começar a sair, pegue a pinça e tire a larva do corpo da ave puxando firmemente, mas não de forma brusca e assim sairá o verme. Remova com cautela, para que o corpo da larva não se rompa.


É importante procurar em todo o corpo do pássaro, repita o processo à noite, de manhã e durante a tarde; para ser certificar se não há alguma larva menor que não tenha visto anteriormente. Limpe as feridas com o iodopolvidona por pelo menos duas vezes por dia, até que cicatrize por completo.


Tenha cuidado, pois acima da cauda está a glândula uropigeal, que à primeira vista parece ser um verme; mas não machuque essa área. Pode por iodo para garantir que não há nenhum parasita ali, mas preste atenção para não machucar essa região com a pinça.


Escrito por Noelia Martinez e Florencia Nicolini.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Canário Gloster


O Canario Gloster Fancy, simplesmente chamado de Gloster, também é um Canario Belga, tem o nome científico de Serinus canaria domesticus e é a escolha perfeita para um iniciante, pois ele é animado, muito resistente e procriará facilmente desde que seja cuidado da forma correta. Como a maioria dos canários, ele basicamente é uma ave de gaiola, mas bastante agradável de se observar. Eles têm um canto agradável, apesar de pessoas que preferem um canário de canto, poderão achá-lo um pouco mais alto e instável do que aquilo que procuram.

Como “tipo de Canário”, o Canario Gloster é procriado e procurado mais pelo seu aspeto físico do que a sua cor ou canto. Estes passarinhos atraentes têm um corpo compacto, arredondado e são bastante animados e atrevidos.

Na verdade, existem duas versões do Canário Gloster, o pássaro com crista (mostrado acima) é conhecido como “Corona” enquanto o pássaro de cabeça simples é conhecido como o “Consort”. Embora a versão com crista é favorecida em shows, ambos os tipos são de igual importância na propagação da raça. Exceto pelas penas na cabeça, os corpos possuem as mesmas características para as duas versões desta ave.

Distribuição do Canario Gloster

O Canario Gloster é uma raça relativamente nova. Ao contrário de raças mais velhas, o desenvolvimento do Canario Gloster na Inglaterra, em meados da década de 1920 foi bem documentado, indicando que é uma mistura cuidadosa de três raças, duas sendo o Canário Crested (que também tem uma “crista”) e o Canario Border Fancy.

O Canario Gloster foi o resultado de tentativas de desenvolver uma raça de crista em miniatura. Sra. Rogerson’s de Cheltenham em Gloucestershire (cidade homônimo da raça) cruzou Canários Roller de Crista com Canários Border, enquanto John McLay, um conhecido criador e avaliador de Canários de Crista na Escócia, cruzou pequenos Canários de Crista com outros pequenos Canários Border.

Na exposição de Crystal Palace em 1925, o avaliador AW Smith reconheceu a linhagem original de Mrs. Rogerson como uma nova, única e distinta raça. Ele incentivou o desenvolvimento do Gloster através das três raças diferentes, e mais tarde ele desenvolveu os primeiros padrões da raça.

Características Físicas do Canario Gloster

O Canario Gloster Fancy é um pequeno e atarracado canário, atingindo cerca de 11,5 cm de comprimento. Ele é um canário animado, ativo, e orgulhoso. O Canario Gloster Corona deverá ter uma crista circular simétrica em um ponto central. A crista não deve ter interrupções, irradiar uniformemente ou cobrir os olhos. A cabeça do Consort (sem crista) não deve ser muito pequena e deve revelar a leve sobrancelha.

A plumagem do Gloster ocorre em todas as cores e marcas, com exceção dos fator vermelho. Verde e canela são duas variedades populares, junto com Canários castanhos, sendo os favoritos nos shows da espécie. Qualquer coloração vermelha em seus corpos será rejeitada em shows.

A Alimentação do Canario Gloster

Canários gostam de espaços abertos, logo a gaiola deve ser espaçosa. Deve ter barras verticais e pequenos poleiros de tamanho variado para ele pousar. Ter pelo menos um poleiro no alto da gaiola para o canário dormir. A gaiola deve ser colocada no alto da parede, de modo que o canário possa olhar para baixo.

Canários comem sementes, principalmente alpiste e painço. Sementes revestidas de misturas vitamínicas estão prontamente disponíveis nas lojas de animais. Verduras também são apreciadas e podem ser oferecidas juntamente com um pouco de cálcio sob a forma de osso de siba.

Eles gostam de banhos, por isso devem tomar banhos ocasionalmente. A limpeza da gaiola e o aparo das unhas é toda a manutenção que um canário precisa.

Comportamentos Sociais do Canario Gloster

Eles são criaturas sociais, com um bom comportamento e sentem-se bem quando mantidos em gaiolas ou em aviários. Apesar disso, são aves tímidas e não devem ser alojados com as Calopsitas ou aves que tendem a ser aves mais agressivas por natureza.

Canários machos devem ser mantidos sozinhos em sua gaiola, isso irá assegurar a qualidade de seu canto. Os machos podem ser territorialistas e juntar dois canários machos em uma gaiola pode causar brigas. Em um espaçoso aviário geralmente podem ser alojados com outros canários e outras aves de bico reto.

Canários não necessitam de brinquedos, espelhos ou qualquer outra forma de entretenimento, um balanço é tudo que eles precisam para manter-se ocupados. Na maioria das vezes, os canários são simplesmente apreciados por sua beleza e canto. No entanto, alguns donos deixam que seus canários fiquem fora de sua gaiola, para pousar e, portanto, necessitam de treinamento.


Criando e Reproduzindo o Canario Gloster

Canários Gloster reproduzem facilmente e rapidamente desde que tenham uma boa qualidade de alimentos, iluminação, ambiente seguro, e saúde física. Eles se reproduzem melhor em gaiolas de criação individuais do que em aviários coletivos.

O Canario Gloster não é diferente dos canários de cor ou qualquer outra variedade de canário quando falamos em reprodução; com uma exceção: Glosters só devem ser reproduzidos entre as variedades de crista com o sem crista. Outros casais poderiam criar um fator letal, que causaria a morte dos filhotes, e também há relatos de aves carecas ou com cristas feias e sem penas.

Eles colocam seus ovos em um ninho no formato de taça. A fêmea irá botar de 3 a 6 ovos, um por dia. A época de reprodução é geralmente de Julho a Dezembro; sendo melhor permitir apenas dois ciclos reprodutores por ano.

Potenciais Problemas da Criação de Canario Gloster

Estas aves são resistentes e saudáveis, desde que tenham com um bom ambiente e uma boa dieta. Evite um ambiente que seja úmido, frio ou tenha correntes de ar. Um problema que ocasionalmente surge com Canários Glosters são protuberâncias de penas. Protuberâncias de penas são uma pena encravada, onde a pena tenta crescer, mas não consegue “rasgar” a pele, de modo que ela irá crescer para dentro.

Fonte: http://passarosexoticos.net/canario-gloster-guia-completo-…/(Acessado em 09/01/2016 as 21:00).

Sobre os Manons


INSTINTO MATERNAL

Nenhum pássaro chega perto do instinto maternal do Manon. A fêmea fica tão atenta cuidando dos filhotes, que qualquer um pode abrir a gaiola e assistir ao espetáculo que ela dá, tanto para chocar os ovos,como para alimentar os filhotes depois de nascidos.

Muitos criadores de outras espécies, costumam comprar um Manon para auxiliá-los na procriação de outras espécies, pois algumas não chocam e também jogam seus ovos fora do ninho, como o Diamante de Gould, o Bico-de-Lacre e outros. A Manon neste caso, é uma excelente ama-seca. Cuida tão bem dos seus filhotes, como de outros pássaros menos dedicados.

REPRODUÇÃO

Por ser uma espécie que reproduz o ano inteiro, diferente de outras aves, faz do Manon uma ave muito procurada. Outro fator é por ser uma espécie que amadurece muito cedo. A espécie põe de 6 a 8 ovos, quase o dobro que os Canários.

Os filhotes de Manon são muito resistentes, além do que não exigem muitos cuidados e sobrevivem com facilidade.

As lojas especializadas em aves, vendem essa espécie muito barata, justamente pela facilidade de reprodução.

Adultos e crianças, adoram presentear e serem presenteados com o Manon. Para quem compra é a oportunidade de ter uma animalzinho de estimação ou dá-lo de presente para alguém querido, sem precisar ficar juntando dinheiro.

MUTAÇÕES

A maioria dos Manon tem cores sóbrias. Suas cores variam entre o negro-marrom, sendo o capuz em marrom escuro ou quase negro e o corpo em mescla bege e branco. Existem os de penas frisadas, o albino, o arlequim, que é branco com marcações pretas.

Nas competições o Manon costuma ser a espécie mais presente e isso se explica pela facilidade de reprodução que acaba favorecendo o aparecimento de bons exemplares

TEMPERAMENTO E DOENÇAS

Todos que possuem o Manon, são unânimes em dizer que é uma espécie calma, ainda que se aproximem dele.

Mais ainda que isso seja verdadeiro, o Manon não deve ser manipulado fora da gaiola, pois fugirá na certa.

Outra característica é que o Manon não canta. Nem macho, nem fêmea.O macho costuma dar umas leves e baixas cantaroladas, apenas quando faz a côrte para a fêmea. Já a fêmea emite somente uns piados muito tímidos. Tanto é, que nas competições, essa espécie não entra com o canto em julgamento. Somente a qualidade da cor das penas, as proporções do corpo e o porte é que são levados em consideração.

O Manon é um pássaro muito ativo e gosta de ficar indo pra lá e pra cá, assim como ficar grudado nas grades da gaiola. Outra característica dessa espécie é a convivência em harmonia com outras espécies. Com o Manon, não existe brigas.

Outro fascínio que fazem os criadores o adorarem é por serem muito resistentes as doenças. Para evitar por exemplo, que eles tenham doenças respiratórias, é não deixá-lo em locais com correntes de ar.

Outra doença comum é a enterite, uma inflamação intestinal, que também ataca outros pássaros como os Mandarins e os Diamante de Gould.

Geralmente são causadas por bactérias ouprotozoários e provocam diarréias fortes. Se não tratado a tempo,(o tratamento é feito com antibiótico)o Manon pode morrer de um diapara o outro com essa doença.

A prevenção é feita com uma solução de 2 militros de água sanitária, diluídas em 1 litro de água e com ela, lavar os bebedouros, duas vezes por semana e as bandejas e comedouros, uma vez por semana.

O ninho deve ser limpo sempre que estiver sujo e depois pode ser lavado com a mesma solução.

Quando for fazer essa operação limpeza, é preciso retirar o Manon para outro ninho, para que o cheiro da água sanitária não o afete.


SEXO E FAMÍLIA

Essa é uma tarefa muito difícil, pois não existe diferença de cor e nem de tamanho entre machos e fêmeas dessa espécie.só os criadosres muito experientes conseguem fazê-lo, e assim mesmo, ainda se cofundem.

Praticamente a única diferença é do cnto do manon. As fêmeas só piam e os machos cantam, mas com volume baixo.

Quem tem muitos passarinhos em um único viveiro, talvez consiga identificar o macho por perceber que ele estufa as penas quando está cortejando a fêmea, mas tem muita gente que ainda coloca dois machos juntos em uma gaiola, achando que formou um casal.

Outra coisa importante é não deixar que a espécie se reproduza cedo demais, ainda que atinja a maturidade sexual cedo, pois isso poderá acarretar no nascimento de pássaros muito pequenos e frágeis. O ideal é aguardar uns 8 meses.

Quando nascem os filhotes, praticamente todos eles têm codições de sobrevivência, se forem bem cuidados. O Manon cuidará sozinho de seus filhotes por 40 dias. O ideal é só separá-los quando tiverem condições de comerem sozinhos.

O Manon pertence à família dos Estrildídeos, do qual fazem parte o Bavette, Diamante de Gould, Mandarim, Degolado e o Bico-de-lacre. Todas essas espécies são de péssimos cantores, principalmente se comparados aos pássaros silvestres.

ALIMENTAÇÃO E HIGIENE

A principal alimentação do Manon, são todas as espécies de sementes, como o alpiste.

É preciso retirar a cada dois dias as cascas das sementes que vão ficando ao fundo do comedouro, pois o Manon não cisca e isso o impede de e alimentar direito ou até morrer de fome.

Para completar a alimentação, pode-se dar couve, almeirão, escarola. O alface está proibido.

A maçã é uma fruta saudável para o Manon e o jiló e o pepino de legumes podem complementar a alimentação.

Durante a muda das penas, pode ser oferecida a farinhada, duas vezes por semana. No início do período reprodutivo, a farinhada também é muito importante e nessa epóca, pode ser oferecida diariamente, só não pode permanecer na gaiola, pois azeda, por isso, deve ser retirada ao final de cada dia.

O Manon também adora um banho, principalmente nos dias quentes, que devem levar pelo menos duas horas.

Coloque uma bacia com água limpa para o banho e deixe que ele se delicie no frescor da água. Procure fazer isso no horário mais quente do dia

Fonte: http://passarosdovale.no.comunidades.net/manon (Acessado em 09/01/2016 as 11:30).